segunda-feira, 6 de junho de 2011

SÓ ME GOZAM!




Parece-me que há muita gente com má memória. Devem comer muito "queijo", como se costuma dizer. Então não é que ouvi o Almeida Santos e outros, a dizerem que a culpa do PS ter perdido as eleições, deveu-se ao facto dos partidos envolvidos na Campanha e que ganharam as eleições, não mencionaram que o problema que enfrentamos, era devido á crise internacional? Ora bolas! Se no tempo de Durão Barroso já se sabia que estávamos de "tanga", não é caso para perguntar: E o que é que o PS fez para contrariar isso? Nada, claro, só agravou, quase que ficámos sem ela - a tanga -. Quando um governo é eleito é suposto fazer melhor que o anterior e, óbviamente, não foi isso que aconteceu. Aquilo que ouvi, é quase como dizer, que a culpa de se terem descoberto as vigarices com as sub-primes e as feitas pelo Madoff, foi pela existência da crise internacional. Por essa ordem de idéias, de não ser a crise, não ia haver problema nenhum, as "malandrices" podiam-se perpetuar. Só me gozam!!!!


Armindo Cardoso

sábado, 4 de junho de 2011

ESCAPA-SE-ME QUALQUER COISA



Alguém foge á polícia depois de ter sido mandado parar. Há uma perseguição e, nessa perseguição, um polícia dispara contra o veículo. Por "azar" a bala mata o fugitivo que não obedeceu á ordem das fôrças de segurança e o agente policial é condenado? Não entendo. Qual é a ideia que se quer passar á sociedade relativamente á nossa segurança/justiça? Que as nossas fôrças de segurança não devem cumprir com o seu dever, para o qual são pagas com os nossos impostos? Ou que se pode e se deve desrespeitar a autoridade das mesmas, para dar lugar a um aumento ainda maior da criminalidade? Os valores andam invertidos, ou então sou eu que já não percebo nada disto.


Armindo Cardoso
DIA DE REFLEXÂO


Hoje, véspera de eleições, é dia de reflexão. Pergunto-me a mim próprio para que serve essa reflexão. Os que querem votar vão votar, os que não querem não vão. Os que votam num partido como se de um clube de futebol se tratasse, vão votar naquele que sempre votaram, independentemente se esse partido e seu lider fizeram ou não um bom trabalho. Os que votam em consciência já sabem em quem votar. Ainda há os que são apologistas do voto útil, o tal que nos trouxe um País inútil. Os outros.... Bom, os outros, votarão em branco ou de "olhos fechados" o que quer dizer, á sorte. Por isso... Para quê um dia de reflexão?
Armindo Cardoso

quinta-feira, 26 de maio de 2011

O Estado Ladrão


Tenho pena de viver num País em que, as instituições do Estado, cada vez sejam mais mal vistas e não consigam ter, por parte da população que deviam servir, um crédito digno das funções que os seus colaboradores/funcionários pretendem desempenhar.

Este meu desabafo, vem no seguimento de ver continuamente há anos, o roubo a que uma familiar minha tem vindo a ser sujeita por parte das finanças, a qual, por falta de pagamento de um verba, que a meu ver já por si injusta, mas isso é outra conversa, condena a dita familiar à penhora da conta bancária, no valor da dívida mais juros de mora.


Passo a explicar: Considero um roubo porque, a dita pessoa, não paga não porque não quer, mas sim porque o Tribunal nunca mais resolve libertar a conta da dita pessoa, que se encontra num processo de partilhas em que ela é a única herdeira e mais, a conta já estava em nome dela antes do começo do dito processo de partilhas. Daí que, não havendo outras possibilidades económicas para fazer face ao dito pagamento nas finanças, avisou-se a Instituição do Estado que a falta de pagamento se devia a um atraso por parte do Tribunal no dito processo não havendo ainda autorização para levantamento das verbas necessárias.


Pelo que sei, o próprio Tribunal chegou a enviar uma nota, dando conhecimento disso mesmo para a repartição das Finanças em causa. Pois é, mas parece que ninguém quer saber disso, porque nem o tribunal dá despacho favorável á situação, nem as finanças esperam que um serviço do próprio Estado, como o são as finanças, trate convenientemente do assunto, avançando a Repartição dessa Instituição para penhora da conta no valor das verbas pedidas e, coisa que me ainda mais me revolta, com juros de mora. Mas juros porquê? Se há dinheiro para pagar e só não se paga porque o tribunal não cumpre com o seu dever atempadamente.


Já o pagamento que é pedido é injusto, mas isso é outra história que dava outra página ou mais para explicar o porquê dessa injustiça, quanto mais os juros de um atraso, que não é culpa da contribuinte, em que ela também não disse que não pagava e, do qual, as finanças foram avisadas pelo próprio tribunal, que o assunto estava em processo de partilhas. Partilhas essas que também não se entende, na medida em que só há uma herdeira e essa conta, antes do início do processo já estava em nome da mesma, não tendo, por isso, nada a ver com dito processo.


Baralhadas que arranjam para quem, não tendo hipóteses de se defender, mas que ainda tenha algum de seu, acabe por perder tudo. Ou seja, acabe por ser roubada, que é o que este Estado nos tem vindo a fazer desde….


Mal de nós, se nos deixarmos continuar a ser roubados indiscriminadamente, desta ou de outra maneira, e não levantarmos a nossa voz contra estas injustiças. É que os senhores/as funcionários/as públicos/as, cujo Estado os elevou á condição de cidadãos/cidadãs de primeira, com emprego seguro e ordenado fixo e certo ao fim do mês, não querem saber das desgraças dos outros cidadãos, os de segunda, dos quais eles dependem mas que não respeitam e, por isso, tratam como querem e lhes apetece, como se de "barriga cheia" estivessem, cidadãos esses que esperam ser defendidos/ajudados, em última instância, por esses funcionários/as.


Sei que nos dias que correm, as coisas nessa matéria do atendimento tem mudado, mas o espírito continua o mesmo, senão o director, o chefe de secção ou quem de direito já teria averiguado convenientemente este caso, logo assim que recebeu a notificação do tribunal em como o dinheiro estava preso por questões lá deles – Tribunal -, que são também funcionários do Estado.


Claro que, perante uma situação destas, não é demais poder-se pensar, que isto faz parte de algum complô perfeitamente normal e autorizado, com a finalidade de ir roubando, com apoio legal, os contribuintes que não se podem defender, ou que cuja defesa não mereça a pena pelos custos versus ganhos.


Com um Estado assim, qual a vontade que um cidadão tem de contribuir com o que quer que seja? Ainda há quem se admire que as filas na Segurança Social sejam cada vez maiores? E que haja cada vez mais gente a viver do rendimento mínimo? Eu sei que esse rendimento é pouco, em termos quantitativos de dinheiro para cada um, mas façamos contas: se uma pessoa sai de casa e, porque vai trabalhar, tem que pagar os transportes ou gasolina do seu carro, pagar casa ao banco ou renda de casa e todas as despesas inerentes como luz, água, mais imposto de IMI, taxas de passagem do que quer que seja, taxas de resíduos sólidos, etc., levanta-se cedo e chega tarde a casa, por vezes nem chega a ver os filhos acordados, andando os mesmos ao "Deus dará", sacrifica-se, cansa-se todo o mês nestas lides, gasta horas seguidas umas atrás das outras, numa luta interminável, para depois ver que o dinheiro não só não chega para as suas despesas mais básicas, como vê a sua condição de pobreza aumentar. Enquanto os outros, os tais que vivem com o pouco que conseguem nos subsídios, não têm que se levantar cedo, sacrificar-se a irem trabalhar - de qualquer maneira já nem sequer querem sair da sua condição de pobres, ou já perderam a esperança disso -, por vezes até têm casas das autarquias dadas ou com rendas muito baratas que, como não lhes custam nada, as destroem e mal tratam, também há aqueles que nem sequer se dignam sair das casas dos seus familiares, ficando por lá eternamente e, pelo que eu já disse, conseguem por vezes fazer melhor vida que os outros que trabalham e produzem alguma coisa.


Pergunto: Isto é justo? A meu ver não o é. Mas como o Estado vai roubando as pessoas das formas mais injustas e de todas as maneiras possíveis e imaginárias, numa ânsia indesculpável de continuar a manter uma mordomia a que se foi habituando ao longo dos anos, não me admira que as filas na Segurança Social vá engrossando, e penso que não será apenas pela falta de emprego, será também pelo que atrás expus.


O conceito geral é o seguinte: “Não vale a pena fazermos nada!!!!”


Acho que este Estado não merece o povo que tem, ou…. Se calhar há quem pense que é o povo que merece o Estado que tem, em qualquer dos casos há muitas injustiças destas e não só, de Norte a Sul de Portugal. Por mim, não me calarei.


Não basta mudarem as “moscas”, também é necessário que mude a “porcaria”.


Armindo Cardoso

quinta-feira, 14 de abril de 2011

A Inviabilização do empréstimo a Portugal


Independentemente das razões que assistem ao povo da Filândia ou a qualquer outro do espaço Europeu, há uma coisa que, pelos vistos, ainda há muita gente não compreendeu. O Mundo está em mudança constante, as esferas de influência e geo-estratégicas, quer militar quer económica, estão a passar para outras áreas do globo, com isso quero dizer que, se a Europa não começa a agir como uma verdadeira união, virá o momento em que ficaremos entre a "espada e a parede", que é o mesmo que dizer que ficamos "entalados" entre a Ásia - com a China á cabeça - e a América - com os U.S.A. no comando -. Será isso que os Europeus querem, sem depois poderem ter uma voz activa e participativa nos destinos globais? Se é isso, só posso lamentar as vistas curtas desta Europa envelhecida de preconceitos e arruinada e os seus políticos que não têm visão do futuro e que não estão a saber defender as gerações Europeias do futuro. A continuar assim, não seremos mais do que uma manta de retalhos de uns pseudo países que se querem afirmar neste Mundo global, mas que não terão qualquer fôrça, quer militar quer económica, que possa sustentar as suas ambições e estabilidade.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

-Terapia de Choque a Portugal -

Título de uma notícia na imprenssa de hoje - 11 de Abril de 2011 - que dava conta das privatizações que as organizações Internacionais - FMI e Europa - querem em Portugal e que me levou a escrever o seguinte comentário:

Em vez de procurarem gestores competentes e responsáveis, demitindo quem não tem capacidade e sem indemnizações pelo facto de serem demitidos - situação que não interessa -, prefere-se delapidar o pouco que ainda - de serem bem geridas as empresas -pode dar lucro ao Estado. Não discuto a necessidade de o fazer dado o estado a que deixaram chegar este País. Mas pergunto: Não terá tido mesmo que ver com um propósito bem definido, com uma estratégia concertada pelos vendidos aos interesses internacionais e ao capital estrangeiro e apátrida, para que a situação chegasse ao ponto a que chegou, com o objectivo de posteriormente se acabar por verificar a extrema necessidade de uma decisão de delapidar o pouco que ainda temos? Quiseram acabar e acabaram, pós 25 de Abril, com os Estados Ultramarinos e com o comércio que mantínhamos com esses Estados, com a desculpa de não quererem a guerra, coisa que eu também não queria, acabaram precipitadamente e na confusão criada e generalizada de entregarem os mesmos ao controlo de outros Países, como Rússia, através de Cuba, China e Estados Unidos que ansiavam por pôr os pés lá, e fizemos a vontade a outros países invejosos, como o Reino Unido, França, Holanda, Alemanha, Bélgica, que já tinham perdido as suas provícias ultramarinas e não conseguiam aceitar que Portugal, que não tratava os povos dessas regiões como outros povos colonizadores o fizeram durante o seu período colonial, como por exemplo Inglaterra na India, ou na África do Sul, continuasse nessas regiões, ainda por cima conseguindo aguentar-se numa guerra em várias frentes, não movida pelos povos em geral, mas sim por uma quantidade de mercenários, a soldo precisamente de alguns desses Países, com uns chefes á cabeça, que mais não eram do que bandidos uns e outros ingratos que tinham andado a estudar em Portugal á conta do Estado contra o qual quiseram, depois de servidos, entrar em confronto com quem lhes deu a "mão"; também pós 25 de Abril, acabaram com a grande indústria que havia em Portugal, afugentaram quem tinha dinheiro e dava emprego, fazendo a população em geral, acreditar que todos podiam ser ricos e patrões, não necessitando de receberem ordens de ninguém, viu-se o resultado; continuaram ao longo dos anos o seu trabalho de destruir Portugal, a fazerem-nos ficar sem agricultura, sem as pescas, a darem todos os passos necessários com o intuito de fazerem fechar muitas das pequenas e médias empresas, obrigando a um aumento do desemprego, cujo objectivo é o de poderem contratar a melhor preço os possíveis novos trabalhadores e, pelo medo de perderem os seus postos de trabalho, fazerem aceitar pelos antigos, as condições que querem impôr; por outro lado, fazem com que a concorrência das pequenas e médias empresas termine, ficando as grandes empresas quase com os monopólios dos serviços, da industria e comércio, da distribuição, telecomunicações e, agora, até nas energias alternativas, etc., etc.. Depois, como se isso não fosse suficiente, trataram de nos empurrar para uma situação de dependência do subsídio, em vez de apoiar quem de facto queria trabalhar e empreender, com que propósito? Não foi por causa da preocupação social, não, - claro que nestas histórias haverão sempre pesssoas muito bem intencionadas - mas para mim foi com um propósito mais bem engendrado, foi para nos colocar numa situação de dependência do Estado para que não tenhamos vontade de protestar, com medo de se perderem essas regalias. Daí que, os tais vendidos, foram podendo fazer o que quiseram deste País sem grandes lutas contra o facto, não fossem perder o direito aos tais subsídios. Eles eram subsídios para não produzirem, eram dados por se chovia, se não chovia, se havia seca, se alguém era filho de uma pessoa do círculo de amizades que interessavam, ou estava disposto a largar alguma "comissão", mesmo que a ideia não fosse funcionar, lá havia mais um subsídio á espera para o "artista",enfim, ao longo dos anos, foi de facto um "ver se te avias". Depois, foi-se habituando as pessoas ao crédito fácil, na boa vida com pouco dinheiro - por isso a facilidade no crédito -fazendo crer a todos no emprego seguro para toda a vida, para alguns anos depois, criarem esta situação de crise e agora, tiram tudo deixando uma quantidade enorme de pessoas na desgraça. Sinceramente não acredito em tamanha incompetência, nem meninos de escola faziam tão grande asneirada, por isso, para mim, continuo a dizer, fomos alvo de uma conspiração concertada pelos traidores a esta Nação. Resumindo, creio que quem nos governou nestes últimos anos pós 25 de Abril, não foram Portugueses, foram antes mercenários ao serviço do poder estrangeiro da Europa e da América, sem contar claro, da Rússia antes da queda do Muro de Berlim. E, agora, que a China entrou na corrida pelo controlo da Europa, vamos ver que traidores vão andar por aí a entregar a Europa á China. Estamos começando bem em Portugal, basta ver a quantidade de lojas chinesas e a quantidade de produtos oriundos da China, sem contar com as viagens que já foram feitas dos nossos governantes com empresários, - tudo pago pelo contribuinte -, para irem procurar novas oportunidades de negócio, como se cá não fossem necessários investimentos. Como disse e volto a repetir, é demasiada incompetência junta para que eu acredite, que haja alguém tão burro que não veja o que anda a fazer.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

O Pedido de ajuda externa


O que mais me desgosta nesta situação toda é que, esta cambada de amostras de políticos, já deviam, há muito, ter tomado as decisões que evitariam esta situação. Como todas as medidas que são necessárias são impopulares, os senhores socialistas nunca as quiseram tomar. Agora, que o dinheiro já começava a faltar, preferiram que viessem as instituições de fora, dizer o que precisamos de fazer, para depois, esses mesmos socialistas que nos meteram nesta embrulhada, virem á televisão deitarem as culpas para tudo e todos, como se fossemos todos estúpidos, ignorantes e com falta de memória, que não saibamos muito bem o que se passou nestas últimas duas décadas. Só tenho pena que, os verdadeiros responsáveis não sejam julgados por gestão danosa, os ladrões que roubaram o erário público não sejam presos, e os especuladores detentores de produtos de 1ª necessidade, não sejam penalizados pela sua actuação especulativa, abusadora e gananciosa. O Socialismo só é bom, quando se tem e se pode gastar o dinheiro dos outros. Quando ele acaba, o socialismo acaba também. Agora, vamos ter que pagar por termos consentido tanto desperdício, tanto emprego na função pública, para dar lugar aos "boys" e ir mantendo os números percentuais do desemprego controlados, de dar tantos subsídios para nada se fazer, ou então, sem estarem controlados os dinheiros desses mesmos subsídios, de querermos fazer tanta obra, que só serviu para encher os bolsos dos accionistas das grandes empresas e dar trabalho aos estrangeiros, que ainda assim não deixaram de ser explorados e que, agora no desemprego, estão de mão estentida na Seg. Social, sem contar com os grandes ordenados que se pagaram a administradores á frente de empresas que davam, e continuam a dar, prejuízos em nome do serviço público e, para finalizar, vamos pagar por termos permitido que Empresas do Estado, que davam lucro e outras que, bem geridas, podiam dar lucro, terem sido entregues ao privado, deixando o Estado de ter receitas adicionais que ajudassem a equilibar as contas públicas. Vendeu-se o bom, ficou-se com o que não interessa por estar mal gerido - e esse é o propósito, dar prejuízo, para o Estado acabar por ser obrigado a entregar ao privado que, depois, já consegue tirar lucro - e agora, vamos ter que pagar por todas as mordomias, e pela incompetência destes "aprendizes de feiticeiros", que nos quiseram governar desgovernando-nos e, com o todo o descaramento possível e sem qualquer vergonha, nos mentiram ao longo destes anos todos.