terça-feira, 4 de outubro de 2011


ANIVERSÁRIO DA REPÚBLICA






Amanhã comemora-se mais um aniversário da implantação da República. Para uns foi o melhor que aconteceu ao País, para outros nem uma coisa nem outra e, para alguns, está na hora de mudar. Quanto a mim, VIVA A MONARQUIA, que esta República das bananas já está decrépita, caduca, gasta, etc., etc.. Mais a mais, apesar de tanto falarem em democracia, não deixam o povo pronunciar-se se querem seguir com esta República ou se querem uma mudança de regime, de tal forma que até incluiram isso na Constituição Portuguesa, não fosse o "diabo tecê-las". Que rica Democracia!!!! Claro, não convém. Não vá o povo pedir para voltar à Monarquia. É que, com Presidentes partidários há tantos anos, que defendem os seus interesses e os dos seus correligionários partidários, com o objectivo de ganharem eleições para permanecerem o mais tempo possível no "poleiro", se calhar fazia falta um Rei português, decendente de portugueses, com tradição familiar ligada á história do País e aos valores morais da Nação Portuguesa, patriota, que defenda o povo todo, do Minho ao Algarve, dos Açôres á Madeira, mas sem partido e sem necessidade de jogos obscuros para ganhar eleições que perpetuem, pelo máximo de tempo possível, a sua estadia no "poleiro". Um Rei, numa Monarquia moderna dos dias de hoje, não precisa disso. O Rei apenas deve ter, e tem com toda a certeza, como único interesse e objectivo, defender o seu povo e o seu País, não os eleitores afectos ao, ou aos partidos que o apoiam.






Armindo Cardoso

sábado, 9 de julho de 2011

O Jantar Convívio do CDS/PP de Odivelas




Costuma-se dizer que quem não sente, não é filho de boa gente e, como me sinto filho de boa gente, não deixei de sentir. Gostei do convívio e de todo o cenário de marketing, próprio de quem sabe o que faz mas, lamentávelmente, tive que me confrontar com o facto de que, a Concelhia de Odivelas, segundo me pareceu quererem fazer crer, apenas nasceu há um ano, apesar de ela existir há mais de 9 anos. Presenciei, com agrado, o reconhecimento a pessoas que, devido ao seu trabalho nos últimos meses e não só, mereceram essa distinção, mas também tive que presenciar, essa mesma distinção a alguém que, na minha opinião e com conhecimento de causa, julgo que não a merece. Pergunto-me porquê, mas não encontro uma resposta razoável e pláusivel. A idéia de distinguir elementos, que nos ajudam e connosco colaboram, quer sejam ou não militantes do CDS/PP, façam ou não parte da Comissão Política Concelhia parece-me realmente pertinente e interessante. Já não me parece tão pertinente e interessante, que sejam esquecidas as pessoas que, antes da actual Comissão Política Concelhia, trabalharam e lutaram ao longo dos anos, com todas as dificuldades que advêem da falta de meios e não só, para trazer o CDS/PP até ao momento em que, a responsabilidade de seguir com a Concelhia, foi entregue á actual C.P.C.. Gostei de quase tudo, mas continuo a achar que não se deve de esquecer o passado e o percurso feito pelo CDS/PP, nos anos anteriores desde a formação da Concelhia, no ainda recente Concelho de Odivelas. Valeu o discurso da deputada Teresa Caeiro que relembrou, e muito bem, que, apesar de o CDS/PP ter tido um execelente resultado no Concelho de Odivelas nestas últimas eleições legislativas, esse resultado também ter sido, e muito, fruto de todo um trabalho excepcional, feito a nível Nacional pelo CDS/PP e, em especial, pelo nosso Presidente Paulo Portas e sua extraordinária equipa. Claro que, quando se faz alguma coisa, é natural que nem tudo saia como todos gostamos ou desejamos. No entanto, por uma questão de justiça, enquanto eu andar por cá, tentarei que não sejam esquecidos os que, antes, também por cá passaram, trabalharam, deram o seu tempo ao partido, se esforçaram e que também são merecedores de serem recordados. Talvez tenham sido situações semelhantes á vivida neste jantar, e outras tomadas ao longo dos últimos tempos, que me levaram a presenciar, em plena Assembleia de Freguesia de Caneças do passado dia 30/06/2011, através de um eleito do PS de nome Miguel Ramos, a propósito de uma moção apresentada á Assembleia de Freguesia, assim como uma pergunta e uma recomendação feitas ao executivo da Junta, por parte da bancada do CDS/PP, através da sua eleita Laurinda Cardoso, a surpresa, desse mesmo elemento eleito do PS, pelo CDS/PP só há pouco tempo parecer existir. Isso não pode voltar a acontecer. Nem o CDS/PP, como um todo, merece, nem merecem todos os que, nos últimos anos, trabalharam e se esforçaram pela grandeza do partido, neste Concelho, e passaram por esta Concelhia. Há quem diga que na política a memória é curta. Pois assim parece.



Armindo Cardoso

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Agências de rating e os seus motivos




Acerca de mais uma descida feita pelas agências de rating, para quem ainda não tenha percebido, na minha opinião, tudo o que se possa dizer sobre as mesmas é só para nos "deitarem areia para os olhos". O que de facto está a acontecer é aquilo que eu há muito digo, e não só eu. O dollar - os americanos - tem interesse em desestabilizar o euro e quer ter a paridade, para que o euro não se torne a moeda corrente/priveligiada nos negócios internacionais e, enquanto não o conseguir, vai haver destes ataques á credibilidade, quer das dívidas soberanas, quer á credibilidade dos países da zona euro com mais exposição ao aumento do défice, por tempo indeterminado, excepto se se tomarem, como parece que se está a querer fazer a nível europeu, iniciativas para travar a credebilidade destas agências, ou regular os seus métodos. Lixo são as opiniões da meia dúzia de pseudo inteligentes, lacaios e vendidos ao sistema financeiro internacional comandado e orquestrado pelas grandes empresas internacionais Norte-Americanas, que trabalham nessas ditas agências. O que aqui se joga é uma luta pelo domínio do mercado financeiro internacional entre a Europa e a América, ou melhor dito, entre o Dollar e o Euro. Esperemos que os nossos políticos Europeus saibam a tempo e horas determinar as melhores formas de contra-atacar para evitar maiores estragos á economia Europeia e por arrasto, a de Portugal, Grécia e a de outros países mais fracos económicamente. Mas sinceramente, quanto a mim, já há muito o deviam ter feito, só estão a perder tempo, tempo esse, precioso.

Armindo Cardoso

segunda-feira, 6 de junho de 2011

SÓ ME GOZAM!




Parece-me que há muita gente com má memória. Devem comer muito "queijo", como se costuma dizer. Então não é que ouvi o Almeida Santos e outros, a dizerem que a culpa do PS ter perdido as eleições, deveu-se ao facto dos partidos envolvidos na Campanha e que ganharam as eleições, não mencionaram que o problema que enfrentamos, era devido á crise internacional? Ora bolas! Se no tempo de Durão Barroso já se sabia que estávamos de "tanga", não é caso para perguntar: E o que é que o PS fez para contrariar isso? Nada, claro, só agravou, quase que ficámos sem ela - a tanga -. Quando um governo é eleito é suposto fazer melhor que o anterior e, óbviamente, não foi isso que aconteceu. Aquilo que ouvi, é quase como dizer, que a culpa de se terem descoberto as vigarices com as sub-primes e as feitas pelo Madoff, foi pela existência da crise internacional. Por essa ordem de idéias, de não ser a crise, não ia haver problema nenhum, as "malandrices" podiam-se perpetuar. Só me gozam!!!!


Armindo Cardoso

sábado, 4 de junho de 2011

ESCAPA-SE-ME QUALQUER COISA



Alguém foge á polícia depois de ter sido mandado parar. Há uma perseguição e, nessa perseguição, um polícia dispara contra o veículo. Por "azar" a bala mata o fugitivo que não obedeceu á ordem das fôrças de segurança e o agente policial é condenado? Não entendo. Qual é a ideia que se quer passar á sociedade relativamente á nossa segurança/justiça? Que as nossas fôrças de segurança não devem cumprir com o seu dever, para o qual são pagas com os nossos impostos? Ou que se pode e se deve desrespeitar a autoridade das mesmas, para dar lugar a um aumento ainda maior da criminalidade? Os valores andam invertidos, ou então sou eu que já não percebo nada disto.


Armindo Cardoso
DIA DE REFLEXÂO


Hoje, véspera de eleições, é dia de reflexão. Pergunto-me a mim próprio para que serve essa reflexão. Os que querem votar vão votar, os que não querem não vão. Os que votam num partido como se de um clube de futebol se tratasse, vão votar naquele que sempre votaram, independentemente se esse partido e seu lider fizeram ou não um bom trabalho. Os que votam em consciência já sabem em quem votar. Ainda há os que são apologistas do voto útil, o tal que nos trouxe um País inútil. Os outros.... Bom, os outros, votarão em branco ou de "olhos fechados" o que quer dizer, á sorte. Por isso... Para quê um dia de reflexão?
Armindo Cardoso

quinta-feira, 26 de maio de 2011

O Estado Ladrão


Tenho pena de viver num País em que, as instituições do Estado, cada vez sejam mais mal vistas e não consigam ter, por parte da população que deviam servir, um crédito digno das funções que os seus colaboradores/funcionários pretendem desempenhar.

Este meu desabafo, vem no seguimento de ver continuamente há anos, o roubo a que uma familiar minha tem vindo a ser sujeita por parte das finanças, a qual, por falta de pagamento de um verba, que a meu ver já por si injusta, mas isso é outra conversa, condena a dita familiar à penhora da conta bancária, no valor da dívida mais juros de mora.


Passo a explicar: Considero um roubo porque, a dita pessoa, não paga não porque não quer, mas sim porque o Tribunal nunca mais resolve libertar a conta da dita pessoa, que se encontra num processo de partilhas em que ela é a única herdeira e mais, a conta já estava em nome dela antes do começo do dito processo de partilhas. Daí que, não havendo outras possibilidades económicas para fazer face ao dito pagamento nas finanças, avisou-se a Instituição do Estado que a falta de pagamento se devia a um atraso por parte do Tribunal no dito processo não havendo ainda autorização para levantamento das verbas necessárias.


Pelo que sei, o próprio Tribunal chegou a enviar uma nota, dando conhecimento disso mesmo para a repartição das Finanças em causa. Pois é, mas parece que ninguém quer saber disso, porque nem o tribunal dá despacho favorável á situação, nem as finanças esperam que um serviço do próprio Estado, como o são as finanças, trate convenientemente do assunto, avançando a Repartição dessa Instituição para penhora da conta no valor das verbas pedidas e, coisa que me ainda mais me revolta, com juros de mora. Mas juros porquê? Se há dinheiro para pagar e só não se paga porque o tribunal não cumpre com o seu dever atempadamente.


Já o pagamento que é pedido é injusto, mas isso é outra história que dava outra página ou mais para explicar o porquê dessa injustiça, quanto mais os juros de um atraso, que não é culpa da contribuinte, em que ela também não disse que não pagava e, do qual, as finanças foram avisadas pelo próprio tribunal, que o assunto estava em processo de partilhas. Partilhas essas que também não se entende, na medida em que só há uma herdeira e essa conta, antes do início do processo já estava em nome da mesma, não tendo, por isso, nada a ver com dito processo.


Baralhadas que arranjam para quem, não tendo hipóteses de se defender, mas que ainda tenha algum de seu, acabe por perder tudo. Ou seja, acabe por ser roubada, que é o que este Estado nos tem vindo a fazer desde….


Mal de nós, se nos deixarmos continuar a ser roubados indiscriminadamente, desta ou de outra maneira, e não levantarmos a nossa voz contra estas injustiças. É que os senhores/as funcionários/as públicos/as, cujo Estado os elevou á condição de cidadãos/cidadãs de primeira, com emprego seguro e ordenado fixo e certo ao fim do mês, não querem saber das desgraças dos outros cidadãos, os de segunda, dos quais eles dependem mas que não respeitam e, por isso, tratam como querem e lhes apetece, como se de "barriga cheia" estivessem, cidadãos esses que esperam ser defendidos/ajudados, em última instância, por esses funcionários/as.


Sei que nos dias que correm, as coisas nessa matéria do atendimento tem mudado, mas o espírito continua o mesmo, senão o director, o chefe de secção ou quem de direito já teria averiguado convenientemente este caso, logo assim que recebeu a notificação do tribunal em como o dinheiro estava preso por questões lá deles – Tribunal -, que são também funcionários do Estado.


Claro que, perante uma situação destas, não é demais poder-se pensar, que isto faz parte de algum complô perfeitamente normal e autorizado, com a finalidade de ir roubando, com apoio legal, os contribuintes que não se podem defender, ou que cuja defesa não mereça a pena pelos custos versus ganhos.


Com um Estado assim, qual a vontade que um cidadão tem de contribuir com o que quer que seja? Ainda há quem se admire que as filas na Segurança Social sejam cada vez maiores? E que haja cada vez mais gente a viver do rendimento mínimo? Eu sei que esse rendimento é pouco, em termos quantitativos de dinheiro para cada um, mas façamos contas: se uma pessoa sai de casa e, porque vai trabalhar, tem que pagar os transportes ou gasolina do seu carro, pagar casa ao banco ou renda de casa e todas as despesas inerentes como luz, água, mais imposto de IMI, taxas de passagem do que quer que seja, taxas de resíduos sólidos, etc., levanta-se cedo e chega tarde a casa, por vezes nem chega a ver os filhos acordados, andando os mesmos ao "Deus dará", sacrifica-se, cansa-se todo o mês nestas lides, gasta horas seguidas umas atrás das outras, numa luta interminável, para depois ver que o dinheiro não só não chega para as suas despesas mais básicas, como vê a sua condição de pobreza aumentar. Enquanto os outros, os tais que vivem com o pouco que conseguem nos subsídios, não têm que se levantar cedo, sacrificar-se a irem trabalhar - de qualquer maneira já nem sequer querem sair da sua condição de pobres, ou já perderam a esperança disso -, por vezes até têm casas das autarquias dadas ou com rendas muito baratas que, como não lhes custam nada, as destroem e mal tratam, também há aqueles que nem sequer se dignam sair das casas dos seus familiares, ficando por lá eternamente e, pelo que eu já disse, conseguem por vezes fazer melhor vida que os outros que trabalham e produzem alguma coisa.


Pergunto: Isto é justo? A meu ver não o é. Mas como o Estado vai roubando as pessoas das formas mais injustas e de todas as maneiras possíveis e imaginárias, numa ânsia indesculpável de continuar a manter uma mordomia a que se foi habituando ao longo dos anos, não me admira que as filas na Segurança Social vá engrossando, e penso que não será apenas pela falta de emprego, será também pelo que atrás expus.


O conceito geral é o seguinte: “Não vale a pena fazermos nada!!!!”


Acho que este Estado não merece o povo que tem, ou…. Se calhar há quem pense que é o povo que merece o Estado que tem, em qualquer dos casos há muitas injustiças destas e não só, de Norte a Sul de Portugal. Por mim, não me calarei.


Não basta mudarem as “moscas”, também é necessário que mude a “porcaria”.


Armindo Cardoso