sexta-feira, 16 de dezembro de 2011


Acerca das declarações do Vice-Presidente da Bancada do PS
Miguel Beleza diz que é para se esquecer e não ligar. Manuel Alegre diz que é preciso mais jovens com essa atitude irreverente e de protesto. Eu digo que não, nada disso, pelo contrário. Não só não devemos esquecer como não me parece uma atitude adequada a quem devia dar o exemplo aos nossos jovens. Foi na base de comportamentos desses, com o beneplácito das gerações anteriores, que temos hoje em dia uma falta de respeito instalada nas nossas escolas e na nossa vida social, bem como uma falta de responsabilidade existente para com os diversos actos que se cometem. Não é, de certeza, a melhor maneira de passarmos á gerações futuras, como nos devemos comportar. Protesto sim, quando não estamos de acôrdo com alguma coisa, mas não falta de respeito. Discussão democrática dos assuntos, é necessária, mas fugir ás responsabilidades assumidas, ainda para mais, quando fazemos parte de uma Nação, de um País, grupo, partido, ou do quer que seja que nos leva ou levou, através de sucessivos erros, aos problemas que requerem a nossa intervenção responsável, séria e honesta, não me parece exemplo a seguir.
Armindo Cardoso

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Será Loucura?

A loucura parece estar-se a espalhar no seio dos socialistas. Vem um e diz que pagar a dívida é coisa de crianças - claro que eu entendo o que quiz dizer -. Vem outro e diz que se deve ameaçar não pagar a dívida - também consigo entender -. Mas depois dizem que a dívida é para se pagar - o que também é de se perceber -. Bom, mas então em que é que ficamos? Devemos e pagamos, ou não devemos e não pagamos? A vêr se se põem de acôrdo. Quer dizer, pede-se dinheiro mais do que se pode pagar. Gasta-se mal e gere-se ainda pior - excepto para alguns - e depois diz-se que se deve ameaçar não pagar, ou é coisa de crianças? OK. Então proponho a todos os portugueses que comecem por não pagar o que devem ás finanças. Assim, de certeza, que não se vai ter dinheiro para se pagar o que se pediu e gastou, com a vantagem que ficará mais dinheiro para injectar na economia real. Estamos de facto a entrar numa era de loucura colectiva em que o honra, o dever, a seriedade, o cumprimento da palavra dada, e outras questões morais que sempre foram apanágio da nossa sociedade, já não fazem sentido.

Armindo Cardoso

terça-feira, 13 de dezembro de 2011


Irresponsabilidade ou incompetência?
 
A escola Barbosa du Bocage, sofreu obras de remodelação avaliadas em mais de 2 milhões de euros. Está com problemas diversos, um tecto que cai em determinado lugar, alunos que comem num pavilhão que é próprio para actividades fisicas, além de existirem outras questões anómalas num projecto destes. Pergunta-se, de quem é a culpa desta situação? Paulo Aido, vereador sem pelouro na C.M.O., no local, assegurou que a culpa é da Câmara. E eu acho que tem razão, pois o resultado que está á vista, não só é só responsabilidade de um projecto, talvez executado com alguma displicência, como é, e muito, resposabilidade de uma falta de fiscalização pelos serviços da C.M.O.. Assim se vão desperdiçando os dinheiros públicos. Quem paga? Nem preciso de responder, todos sabemos quem paga e quem não. Quem ganhou? Como muitos mais cidadãos, alunos e pais, eu não. Agora, que o dinheiro acabou, não só devido á má gestão governamental dos últimos anos, mas também como consequência da crise, teremos "ad aeternum" um problema para resolver, em que, todas as desculpas, servirão para perpetuar esta situação. Mas, quando chegar a hora das eleições, esperemos, como sempre, pelas promessas que, como já vai sendo hábito, não serão cumpridas. Cá estarei, se Deus quiser, para vêr.
 
Armindo Cardoso

sábado, 12 de novembro de 2011

A propósito de cortes
Estou a pensar que há cortes que não se podem simplemente fazer repentinamente, pois iriam agravar o desemprego numa escala muito mais grave daquela que existe e agravar a percariedade. O mal foi ao longo dos anos o Estado e as Empresas Públicas e Público/Privadas, terem sido sistemáticamente usadas como "almofada" para atenuar os efeitos nefastos das políticas económicas que se estavam praticando, além de servirem para colocar "boys" e darem de ganhar dinheiro aos amigalhaços da política. Agora não se pode cortar abruptamente sem mais nem menos. O desastre seria ainda maior. Mas suponho que a pouco e pouco se irá fazer, assim como os cortes nos ordenados chorudos dos administradores públicos e não só, nas reformas duplicadas e exageradas de certos senhores que, não indo resolver de imediato o nosso problema financeiro, serve, no mínimo, para criar uma sensação de melhor justiça, se é que assim se pode chamar. É certo que nem tudo está como queriamos que estivesse, eu próprio também sinto que queria vêr as coisas de outra maneira e algumas outras mais depressa feitas, mas não é de facto possível. A dimensão do desastre de mais de décadas de governação socialista e dos sucessivos erros de estratégia económico/financeira são tais que, como se sabe - nem sequer é só em Portugal -, atiraram-nos para um fosso demasiado fundo, do qual vai ser muito difícil sair, embora não seja impossivel. Temos que dar algum tempo ao Governo para mostrar o que vale. Uma vez que se deu tanto tempo a governos socialistas para nos destruirem, não será demais deixar este governar até ao fim da sua legislatura. Se bem que já estou adivinhando, este pede os sacrifícios, leva com a má fama e quando as coisas começarem a querer ficar melhores, por cansaço da população, vão outra vez pôr lá os socialista para estragarem tudo de novo. Esse é o meu maior medo. E, por arrasto, o CDS/PP vai levar com o epíteto de mau também, quando está a fazer um bom trabalho, podendo ser penalizado em próximos sufrágios.

sábado, 22 de outubro de 2011

SÓ ME GOZAM!!!
Ao desfolhar o Correio da Manhã de hoje, dei-me conta de um artigo de opinião de Rui Pereira, ex-governante do governo socialista, impresso na pág. 2 do dito periódico. O que me leva a escrever estas linhas não é por estar em desacôrdo com o que escreve dito senhor, no que respeita á forma como se portaram alguns dos "indignados" ou dos "portugueses á rasca", partido montras e recorrendo á violência gratuita para demonstrar o seu desagrado relativamente ás políticas de austeridade que estão desenhadas para o nosso futuro mais próximo. Também não o é por estar em desacôrdo quando diz que o erro do passado foi termos caido no exagero, e muito menos por dizer que se tem de garantir uma política económica que não se esgote no combate ao défice e ao endiviamento, continuando a dizer que é necessário contrariar o ciclo recessivo, desenvolvendo políticas que viabilizem o crescimento e favoreçam a nossa autonomia, nos sectores produtivos ou de interesse estratégico. Pois sim, acho que tem razão. No entanto, o motivo que me leva a escrever estas linhas é apenas para formular as seguintes perguntas: Onde estão as alternativas propostas? Então, como é, só criticas? E o resto? Por outro lado, também queria perguntar: Onde é que este senhor andou nos últimos anos? E por úçtimo, gostaria de lhe poder perguntar, assim como a muitos outros, o seguinte: Quando esteve no governo não podia ter contribuido para melhorar alguma coisa em vez de tudo ter piorado, inclusivamente a nossa segurança? Acabo dizendo que, conversa também eu a tenho, palavras bonitas basta ir ao diccionário procurá-las, mas propostas alternativas e concretas para melhorar o estado actual é que, pelos vistos, é mais difícil, não vejo nada.
SÓ ME GOZAM!!!!!!

quarta-feira, 5 de outubro de 2011


MONARQUIA VERSUS REPÚBLICA


O que nos deu a Monarquia?

1- A independência.
2- Uma Nação chamada Portugal.
3- Deu-nos orgulho nas batalhas vitoriosas contra os nossos inimigos de que Aljubarrota é um dos exemplos.
4- Deu-nos um Império que, á época, fez de nós um dos Países mais poderosos do Mundo.
5- Correu com os Filipes, castigou os traidores e fez a Restauração da nossa Monarquia Portuguesa.
6- Deu-nos Camões e todos os outros maravilhosos escritores como Aquilino Ribeiro, Eça de Queirós, Bordalo Pinheiro, etc..
7- Deu-nos Reis que se preocuparam com a defesa da Nação como um todo e ao mesmo tempo com o desenvolvimento do País. D. Afonso I, D. Dinis, D.João II, D. João IV, D. Luis, são só alguns exemplos.
8- E por incrivel que pareça, trouxe-nos a Democracia, no século 18.

O que nos deu a República?

1- Um golpe de Estado e uma revolução apoiada num assassinato, ou seja, num regicídio.
2- Instabilidade política ao longo de vários anos, onde se somaram governos atrás de governos, com assassinatos á mistura.
3- Uma pobreza extrema por causa da nossa participação na 1ª Guerra Mundial para a qual não estávamos preparados, assim como a uma gestão desastrosa dos dinheiros públicos.
4- A quase banca rota que nos trouxe Salazar para salvar as contas públicas.
5- A chamada Ditadura Salazarista de que tantos se queixam.
6- A Perda do Império Colonial/Estados Ultramarinos, a troco de nada.
7- O 25 de Abril com promessas e ilusões que se verificaram serem mentira.
8- Uma quantidade não quantificada de corruptos e traidores que levaram a nossa Nação quase á falência e á dependência da ajuda externa.
9- Impunidade para certos criminosos e uma insegurança cada vez maior partilhada pela generalidade da população.
10- Regressão dos valores morais, familiares, profissionais e até religiosos.
11-Uma ponte a quem mudaram o nome por terem vergonha da história de Portugal.
12-E como se tudo isto não bastasse, deu-nos uma enorme perda de identidade.

Já não sabemos quem somos, de onde vimos, para onde vamos, não temos um futuro á vista que se possa dizer que seja desejável, a nossa educação está de rastos, a segurança do povo está passando por maus momentos, enfim, e VIVA A REPÚBLICA? Não creio. :-(( 

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Vejam bem os motivos que levaram ao golpe que pôs a República no lugar da Monarquia.

A Implantação da República Portuguesa foi o resultado de um golpe de estado organizado pelo Partido Republicano Português que, no dia 5 de outubro de 1910, destituiu a monarquia constitucional e implantou um regime republicano em Portugal. A subjugação do país aos interesses coloniais britânicos, os gastos da família real, o poder da igreja, a instabilidade política e social, o sistema de alternância de dois partidos no poder (os progressistas e os regeneradores), a ditadura de João Franco, a aparente incapacidade de acompanhar a evolução dos tempos e se adaptar à modernidade — tudo contribuiu para um inexorável processo de erosão da monarquia portuguesa do qual os defensores da república, particularmente o Partido Republicano, souberam tirar o melhor proveito. Por contraponto, o partido republicano apresentava-se como o único que tinha um programa capaz de devolver ao país o prestígio perdido e colocar Portugal na senda do progresso. Após a relutância do exército em combater os cerca de dois mil soldados e marinheiros revoltosos entre 3 e 4 de outubro de 1910, a República foi proclamada às 9 horas da manhã do dia seguinte da varanda dos Paços do Concelho de Lisboa. Após a revolução, um governo provisório chefiado por Teófilo Braga dirigiu os destinos do país até à aprovação da Constituição de 1911 que deu início à Primeira República. Entre outras mudanças, com a implantação da república, foram substituídos os símbolos nacionais: o hino nacional e a bandeira.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Afinal foram precisos 800 anos -, mais coisa menos coisa, para a Monarquia ter chegado até ao estado que dizem a que chegou no princípio do século passado. Mas com a República, apenas precisámos de 100 anos - para chegar ao estado em que estamos.

Perdemos o Império Colonial/Estados Ultramarinos com 500 anos, a troco de nada, só para fazer a vontade aos traidores e á comunidade Internacional invejosa e sedenta das riquezas de Angola e dos demais territórios, estamos subjugados ao poder financeiro internacional e da Alemanha/Europa, venderam-nos ilusões que alguns compraram - uns conscientes do que faziam mas também conscientes do que estavam a meter ao bolso e outros, pura e simplesmente, foram enganados -, temos uma aparente incapacidade de nos modernizarmos na educação, na segurança, na economia, na agricultura, nas pescas, temos dificuldades em quase todo o sistema produtivo, temos um sistema de alternância de quase e apenas dois partidos, - bom, ás vezes, lá no meio aparece o CDS/PP -, etc.,

Apenas precisámos de 100 anos, para estarmos numa situação semelhante, ou como quem diz, outra vez na mesma m....

Não será hora de mudarmos mais uma vez?