quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012



O AVISO DO GOVERNO


O Governo, segundo li no post da revista visão na minha página de facebook, veio a público avisar que, para o ano, não haverá tolerância de ponto no Carnaval. Não vejo problema no facto de não haver tolerância de ponto para o ano. Já não foi muito inteligente fazê-lo este ano, a poucos dias do começo desta antiquíssima celebração festiva. Ao Sábado e Domingo, são sempre dias que se podem aproveitar para festividades do género. O que não se pode fazer é, de um dia para o outro, por decreto, mudar os hábitos de gerações. Além de provocar desagrados desnecessários, pode provocar revoltas e ódios contra o poder instituído, ainda mais em alturas em que são pedidos sacrifícios, para se pagarem asneiras, das quais o povo pouca ou nenhuma culpa tem. Por outro lado, fala-se em até acabar com o Carnaval e o seu dia feriado, tendo como desculpa a necessidade de aumentarmos a produção, de trabalharmos mais. Mas pergunto eu, então no Carnaval e para o dia do Carnaval, não se trabalha e muito? E todo o movimento que é feito por causa disso?  Atrai turismo, aumenta o movimento na restauração, fazem-se os fatos, os carros alegóricos para os desfiles, etc., tudo isso cria trabalho e movimenta dinheiro. Atenção que eu até nem gosto muito do Carnaval, mas uma coisa é não se gostar, e outra coisa bem diferente é arranjar pretextos sem nexo, para ter razão em querer acabar com o Carnaval. Quando os nossos governantes estão tão alheados do povo como os que nós temos tido nos últimos anos, quando eles nem nunca souberam o que é viver as dificuldades da população que querem governar, só pode sair asneiradas. Tudo muito técnico e burocrata, mas de uma frieza insensata e, ainda assim, de tanta técnica aprendida nos livros e burocracia instituída há anos, acabam por se esquecer da realidade que nos é transmitida pela experiência que, óbviamente, quase todos eles não têm. Por isso, muitas vezes, estes sacrifícios pedidos não são bem aceites pelos povos. Os exemplos que nos dão são algo do género: "faz o que eu digo e não o que eu faço". E isso não é muito inteligente. O exemplo tem que vir de cima e não ao contrário, e o que nós mais vemos é que, de exemplos vindos de cima, foram, são, e lamento ter que o dizer, continuam a ser, de péssima qualidade.


Armindo Cardoso

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012



CONFERÊNCIA SOBRE NATALIDADE
NASCER EM PORTUGAL


O nosso Presidente Cavaco Silva, promoveu uma conferência sobre natalidade com o título Nascer em Portugal. Acho muito bem que se preocupem com o tema. Mas teria achado muito melhor que se tivessem começado a preocupar há muito mais tempo. Eu, pessoalmente, que não tenho voz mediática, nem sou nenhum dos considerados "iluminados" que nos têm governado, há muito que alertei e falei no problema, ou na parte do problema que inseri no contexto do problema geral da família. Já lá vão 6 anos quando escrevi inserido num texto mais amplo, claro que se escrevesse hoje, algumas alterações seria normal existirem, o seguinte:

3 – APOIOS Á FAMÍLIA

Apesar de não estar de acordo com alguns subsídios que são dados por tudo e por nada como por exemplo: Se chove demais há subsídios, se chove pouco há subsídios, se há doenças no gado ou na criação há subsídios, se não se pode trabalhar há subsídios, toma lá subsídios para deixar de pescar, enfim, há subsídios para todos os gostos, eu até começo a pensar que o Estado é uma grande companhia de seguros, dá cobertura para todos os riscos até para aqueles que nós consideramos de desastres naturais, ou ainda, para aquela doença muito comum e cada vez mais generalizada, a preguicite aguda, que é, como todos sabem, difícil de curar. Pois bem, como eu dizia, apesar de não estar de acordo com a aplicação de alguns subsídios, não poderia estar mais de acordo com um que visasse o apoio á família e em concreto às mães deste pais que tratam dos seus filhos que são o futuro da nossa Nação.

Seria particularmente útil á Nação que se criasse um subsídio às mães que, por opção, quisessem tomar conta dos seus filhos menores, pelo menos até á idade escolar, não é novidade, no Canadá e na Inglaterra já o fazem há muitos anos, aqui em Portugal já houve um autarca que, com os poucos recursos que tem, já começou a ver aquilo que os políticos, em geral, parece que ainda não viram e começou, a subsidiar as famílias que vão para o seu concelho ter os filhos e estabelecer-se. É claro que, só isso, não chega. Teríamos que na mesma resolver o problema das escolas. Não vamos resolver o problema do envelhecimento da nossa população com leis a estimularem quase por decreto, que as mulheres se demitam da sua condição de mães para passarem a ser trabalhadoras assalariadas ou empresárias a tempo inteiro e que, até é bem visto, por opção profissional ou outra qualquer, no prazo permitido por lei possam abortar e mais, que o homem até nem tem nada a ver com isso, o corpo é delas e só a elas é que diz respeito, pois claro... e o desgraçado do bebé que está na sua barriga que não se pode defender, ninguém quer pensar nele? Pois por isso mesmo, e para haver o mínimo de desculpas para tão vergonhoso acto, é que eu digo que se deve apoiar a família e em particular as mães com subsídios próprios á natalidade e á sua opção de ficar em casa a tomar conta desse mesmo filho. É compreensível que uma mãe, que tenha um marido que ganha pouco, ou que tenha sido abandonada pelo marido ou pelo pai do futuro filho, se sinta tentada a abortar assim que saiba que está grávida, é compreensível mas não é aceitável, portanto, em vez de se andar a discutir se se deve despenalizar ou não o aborto, porque não criar então condições reais e concretas a esta e a outras mães para que possam ter e criar esses filhos? Não era mais inteligente?

A médio prazo resolveríamos o problema do envelhecimento da população com o consequente benefício para a segurança social no futuro através do aumento da população activa e ainda íamos conseguir que essas mães pudessem acompanhar mais assiduamente os seus filhos, pelo menos nos primeiros anos de vida escolar, de forma a poderem participar mais com a direcção escolar e intervir mais na educação dos filhos.

Também por isso, a médio prazo, iríamos ter benefícios porque, se as crianças crescerem mais acompanhadas pela família em geral e neste caso em particular pelas mães, teremos seguramente menos criminalidade juvenil e, a que houver, poderá ser muito mais rapidamente detectada, a fim de se poder desenvolver as acções de acompanhamento psicológico adequadas á situação, logo, também iria contribuir, a médio prazo, para a desagregação dos gangs que agora já são compostos por cada vez mais jovens criminosos, de menor idade.

Os jovens são o futuro da nação, em vez de os deixar-mos abandonados e porque o Estado não pode fazer de mãe e de pai deles todos, será melhor apoiar-mos convenientemente as mães deste país, que de facto o queiram ser, para que possam educar e fazê-los crescer adequadamente.

Eu sei que nem todas as mulheres querem ser mães, também sei que nem todos os homens querem ser pais, mas se os gays proclamam por reconhecimento e se se acham no direito de terem apoios para se casarem uns com os outros, em que sociedade é que eu vivo, que está preocupada com estes assuntos e está deixando as mulheres, que o querem ser através da maternidade, a serem mães escravas do trabalho e, ao mesmo tempo, a terem de cuidar dos filhos, filhos esses que elas às vezes quase nem vêm?

Quando há problemas nas escolas o normal é chamar os pais, na maioria dos casos não aparecem e, quando aparecem, vem a mãe porque, o pai, muitas vezes, não está ou ficou a trabalhar até mais tarde e, claro, como resultado, temos as crianças abandonadas e sem um seguimento familiar.

Se continuarmos assim a geração futura irá culpar-nos pelo agravamento que a nossa sociedade vai ter nos próximos anos em questões como segurança, criminalidade e abandono escolar para mencionar os mais óbvios.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012


TO BE OR NOT TO BE, 
THAT'S THE QUESTION

Começo estas linhas apresentando um título com uma frase bem conhecida, incluída na peça teatral Hamlet, do famoso poeta e dramaturgo inglês William Shakespeare - 1564 / 1616 -.

Vem a mesma ao caso porque, nos últimos dias, dei-me conta de haverem por aí, algumas pessoas confundidas com esta grande questão do ser ou não ser.

Pois é, ser ou não ser, de facto a questão é grande, o ter que escolher entre ser ou não uma coisa ou outra, pode tornar-se um grave problema. 

Claro que, na minha modesta opinião, só é uma grande questão para quem pode estar confundido consigo próprio e, por isso, não conseguir discernir adequada e objectivamente, quando deve ser ou não, uma ou outra coisa, podendo muito bem, em determinadas situações, ficar na dúvida se deve optar por escolher seguir a sua consciência, a sua educação, aprendizagem e experiência de vida ou, pelo contrário, seguir outras influências alheias à sua vontade e/ou pensamento. 

Quanto a mim, salvo algum eventual erro que, como Ser Humano, possa estar sujeito a cometer, procuro seguir sempre aquilo que a minha consciência, educação, experiência de vida ou outras, me ditam. 

Sei que haverão muitas pessoas que, pura e simplesmente, optam por seguir o que é mais adequado para atingirem os fins a que se propõem, sem olharem aos meios que utilizam, deixando por isso, a sua consciência e demais coisas, para segundo plano. Mas isso será outra história. Adiante.

Surgem, portanto, estas linhas, no seguimento de ter lido há dias o que certa cronista, que se identifica como Maria Ricardina de Marmelo e Sá, escreveu no Jornal Nova Odivelas, sobre a minha pessoa, sobre certas opiniões e comentários feitos por mim, na minha página de facebook. 

Não está em causa que a dita cronista tenha ou não o direito de elaborar a sua opinião, como qualquer outra pessoa o poderá fazer, desde que observadas as boas regras da educação, já que estamos, assim julgo, numa Democracia, mas, pelo que na sua crónica escreveu, achei-me no direito de esclarecer, a quem possa interessar, algumas considerações confusas, provenientes da tal grande questão do ser ou não ser, e que carecem da minha intervenção.

Como ponto único neste esclarecimento, quero deixar claro que achei, no mínimo, de mau gosto, o terem querido "colar" à minha pessoa uma ideologia de orientação fascista, apenas pelo facto de comentar e escrever sobre factos históricos acontecidos durante o Estado Novo, e achar injusto que apenas se refira tudo o que foi mau durante esse período da nossa história, sem que também seja referido tudo o que de bom foi feito pelo nosso ex-governante Salazar. A História de Portugal não pode ficar inscrita com apenas aquilo que alguns querem que lá fique inscrito, e que ideológica ou partidáriamente lhes convenha, mas deve ela conter toda a verdade possível, tanto o que foi mau como o bom. Apenas isso e só isso.

Continuando, no seu texto, a cronista faz uma comparação entre a história de um bombeiro que não deixa de o ser, apesar de se ter apresentado ao seu comandante, para acorrer a um fogo,  em ceroulas, e entre a minha condição de dirigente do CDS/PP de Odivelas e de já ter sido Presidente da Comissão Política Concelhia. 

Ora aqui está a questão fulcral do ser ou não ser, que pode originar alguma confusão. Entendi que a dita cronista pensa que, por se ser o que quer que se seja nesta vida, já não se pode ser outra coisa qualquer. Ou seja, julga a senhora que, por se fazer parte de um qualquer partido ou sendo dirigente do mesmo, devemos deixar de ser quem somos e deixar de pensar pela própria cabeça. Sei quem sou e não preciso de enquadrar ou deixar de enquadrar qualquer tipo de partido ou o que quer que seja para ter a minha opinião formada sobre o que fôr. 

Isso faz-me lembrar a quantidade de "seguidistas" e "lambe-botas", que ao longo da vida tenho conhecido, sem contar com os cínicos. Portanto, não serve de nada tentarem que eu me cale, alegando e chamando a atenção para a minha condição de dirigente do CDS/PP, pois continuo, antes de outra coisa qualquer, a ser sempre o Armindo Cardoso até morrer, e agirei sempre em conformidade com a minha consciência, tendo em qualquer caso, como orientação, a educação que me foi transmitida pelos meus pais e família em geral, procurando, ao mesmo tempo, utilizar da melhor maneira possível, tudo o que fui aprendendo ao longo da vida. 

Quero ainda referir que o CDS/PP, é um partido Democrático, que tem as suas portas abertas à sociedade civil e a todos os que querem contribuir, ou julgam poder encontrar no seu seio uma forma de poder contribuir, para o bem do País e do seu povo, e não está na sua génese, o "puxar de orelhas" a ninguém. 
As pessoas ou estão bem e querem estar, ou não estão e procuram outra solução. Até ao momento, não tenho razões para isso, portanto, continuo até.... 
O importante são os valores, a moral e os ideais que um partido defende, e que, ao mesmo tempo, sejam do agrado dos que se encontram no seu seio. Quanto a determinadas orientações políticas, essas mudam conforme as necessidades do País e do que fôr determinado, como uma boa Democracia manda, pela maioria dos seus dirigentes Nacionais, embora isso não seja impeditivo que existam elementos que, numa real convivência democrática, possam não estar de acôrdo com algumas dessas orientações, por uma ou outra razão. Por outro lado, quem faz os partidos são as pessoas, e não são os partidos que as fazem. Pelo menos assim o penso. 

Quanto à questão das "ceroulas" quero acrescentar o seguinte: Em ceroulas, cuecas ou sem nada, poderei ser ou não, tudo e mais alguma coisa, mas de uma coisa poderão ter a certeza, seja de que maneira fôr, sei quem sou e sei quem não sou, e dentro da óptica do ser ou não ser, há opções que se tomam na vida, principalmente quando nos temos que confrontar com a nossa própria consciência e nos olhamos todos os dias ao espelho. 

Um/uma bom/boa profissional não deixa de o ser se optar, em determinada altura da sua vida e por uma razão pontual qualquer, ser em primeiro lugar pai/mãe/filho/a, etc.. 

Numa empresa qualquer, um bom quadro da mesma, gestor, chefe, director, ou o que quer que seja, não deixa de ser leal à sua empresa se achar que o seu superior hierárquico ou colega está a proceder erradamente e, por isso, dar a sua opinião ou fazer a sua critica. 
Se não o fizer, na minha óptica, não passará de mais um "lambe-botas", como muitos que tenho conhecido ao longo da minha vida. E isso, não sou, nunca fui e até morrer, julgo nunca o vir a ser. 

Por último, quanto à conclusão feita de que eu acho que o nosso actual 1º Ministro é ladrão e mentiroso, considero-a bastante desajustada relativamente ao significado do post por mim partilhado na minha página facebook. Não sei a razão que levou a quem pôs o post e o partilhou antes de mim, pois não lhe perguntei, e tão pouco vou fazer considerações sobre a sua motivação, mas sei o que me motivou a fazê-lo também. 
Não foi a pessoa em causa, que até a conheço pessoalmente, mas sim o que ela representa: 
1- A mentira na hora das campanhas políticas, que é usada por muitos dos políticos, alguns até conscientemente sabem que mentem; 
2 -O roubo que nos é feito por ordem dos nossos credores e não só. 
Claro que não esqueço que foram as governações anteriores que nos levaram a ficarmos sujeitos a esta situação. 
3 - Quanto à pieguice, não achei lá muito bem, que me tenham metido no mesmo saco que os reais piegas existentes um pouco por todo o lado. Entendo, em todo o caso, o que foi querido dizer, embora não aprove a forma.

Porque julgo não ser necessário dissertar sobre o que o povo real pensa sobre a generalidade dos políticos, termino apenas dizendo que, nas campanhas, também ando na rua e ouço muito bem o que nos é dito por onde passamos, não são só coisas boas. Por isso, não vale a pena querer tapar o "Sol com a peneira". 

Para terminar, que já são muitas as linhas escritas, quero deixar claro que não pretendo ser como Camões ou Pessoa, como é sugerido nas linhas escritas pela cronista, ao contrário dela, pelo que me é dado a entender, que se deu ao trabalho de dissertar sobre a minha pessoa. 

Armindo Cardoso. 

sábado, 4 de fevereiro de 2012

PARA MEDITAR

É curioso como ao fim de tantos anos, especialmente 37 anos após o 25 de Abril, façam tanto sentido as declarações feitas por Salazar, de quem tanta gente fala mal, ao Diário de Notícias de 2 de Fevereiro de 1929 em que diz, referindo-se aos anos anteriores, durante a 1ª República: "O Estado estava sendo, pela irregularidade da sua vida administrativa, o maior inimigo da economia nacional; e era um caso de salvação pública que quanto antes deixasse de sê-lo". A 24 de Agôsto diz: "Eu tenho de pedir humildemente perdão aos discordantes da minha orientação financeira por as contas da gerência finda em 30 de Junho não se limitarem a confirmar o equilíbrio previsto no orçamento, mas apresentarem um saldo positivo de cerca de 300.000 contos". Depois afirma: " Agora, que já começamos a ter algum dinheiro, já podemos começar a fazer alguma política". Claro que sendo ainda e só Ministro das Finanças, a questão do "podemos começar a fazer alguma política" era do ponto de vista doutrinário. Mas, mais tarde, como 1º Ministro veio a implementar muitas das suas idéias, tirando o País da pobreza extrema e da banca rota a que a 1ª República nos tinha trazido. Dizem que no tempo de Salazar não havia isto, não havia aquilo, não havia mais não sei o quê. Pelo que leio, não havia mesmo nada, mas foi antes de ele ir para o Governo, depois, após muitos sacrifícios, sem contar com uma 2ª Guerra Mundial pelo caminho a atrapalhar, é que se foram conseguindo fazer algumas coisas, que fizeram com que este País se levantasse da "lama" onde estava enterrado, e que grande parte do seu povo pudesse levantar a cabeça, para poder voltar a ter orgulho de ser português. Os invejosos, oportunistas, traidores, idealistas também, juntos com os ambiciosos de chegarem ao poder a todo o custo, fizeram, com a desculpa da guerra Colonial e do sistema ditatorial do Governo de Salazar, o 25 de Abril. Razões até poderiam haver, não contesto, mas 37 anos depois, o que vemos? Quanto a mim voltámos atrás á época do final da 1ª República, com algumas ligeiras diferenças no que respeita a betão e asfalto, feito, ainda por cima, com dinheiro emprestado, que levaram as nossas finanças á ruina. Mas atenção, alguns dos projectos de asfalto já se encontravam iniciados no seu tempo, como a Auto-Estrada para o Porto. A Marginal Lisboa-Cascais foi feita na sua época. O Hospital de Stª. Maria e o de S.José também foram obras do seu tempo. A ponte 25 de Abril também. A Ponte Óscar Carmona, mais conhecida pela ponte de Vila Franca de Xira, também. Há quem acuse que no seu tempo não haviam escolas. Pode até haver alguma verdade, mas quando tomou conta do Governo, muitas foram feitas, bastantes dessas escolas ainda funcionam nos dias de hoje, algumas deixaram de funcionar porque, pós 25 de Abril, não houve o cuidado suficiente com elas e com a educação. Mas houve mais obra feita, sem nos endividarmos, houve barragens, houve estradas, houve bairros sociais, houve muita coisa feita de bom que, alguns a quem não lhes interessa que se saiba, tentam esconder com mentiras e com raiva ideológica sem sentido. Alguns dos responsáveis pelo retrocesso que hoje se verifica, em que se volta a ter que pedir sacrifícios para a salvação do País, andam por aí á solta e são, alguns, considerados de heróis. Não é injusto? E ainda falam o que falam de Salazar? Deviam era de ter vergonha de não lerem e estudarem o suficiente sobre a nossa história recente, e até da do Mundo á época, antes de acusarem um dos Governantes que melhor conduziu as finanças deste País, e que tinha uma visão geo-estratégica fora do normal para a sua época, relativamente ao restante dos portugueses, no que se referia ás nossas ex-Províncias Ultramarinas, que muitos dos que o criticavam, nem com muitos anos de aprendizagem sobre estratégia global do Mundo dessa época, iriam compreender. Não foi tudo bom? Pois não terá sido. Mas também não foi tudo mau e isso há quem não queira vêr ou entender.

Armindo Cardoso

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012





O artigo do Jornal de Odivelas

E porque a política continua a ser feita por pessoas de baixo nível, mal formadas, com pouca ou nenhuma educação, que baseiam as suas acções no oportunismo puro, numa desesperada tentativa de obterem dividendos políticos, sejam lá eles quais forem, utilizando a mentira, aproveitando-se também da ignorância de quem não está informado sobre o que se fala e que eles apanham nas suas "redes", é que o País está como está. Salazar poderá não ter sido um Governante que tivesse agradado a todos, o que é impossível e não há nenhum que o tenha conseguido e o possa vir a conseguir, mas há acusações que lhe são feitas que eu, como português que sou, e que não sou própriamente um ignorante total, me custa lêr ou ouvir, o que certas pessoas dizem ou escrevem, sobre este nosso ex-Governante. Acima de tudo a verdade e, se houveram coisas más, que as houve, também houve muita coisa boa e não admito a ninguém que distorce a história do meu País, difamando tudo e todos, enlameando o nome de Portugal e de quem é realmente português, querendo deixar escrito na nossa história apenas aquilo que foi mal feito por um qualquer nosso governante que, ainda por cima, na minha opinião, foi mais português e patriota que muitos que o difamam. Eu digo que só fala totalmente mal de Salazar e do tempo do Estado Novo porque, das duas uma, ou não viveu na época, ou está mal informado, mas ainda arranjo outra opção, poderá ser um traidor disfarçado de democrata e anti-fascista. Não tínhamos escolas? Onde é que eu então andei? Liceu Camões, escola primária no Bairro S. Miguel entre outras, já cá as havia quando eu nasci em 1952. Hospital de Stª. Maria e outros também feitos nessa época, ainda cá estão para servir a quem diz mal de quem os mandou fazer, a ponte sobre o Tejo, a quem roubaram o nome inicial de quem a mandou fazer, foi feita e não nos deixou endividados, servindo a mesma agora, para encher os bolsos de alguns priveligiados que criticavam e criticam Salazar. A guerra? Pois, haviam demasiados interesses estrangeiros á volta daquilo que as nossas ex-Províncias Ultramarinas tinham, como o petróleo, diamantes, terras ricas para cultivo, e que queriam correr com os portugueses para se instalarem eles, os tais que apoiavam os grupos que nos faziam a luta armada, que não eram mais do que mercenários estrangeiros pagos por esses mesmos interesses. Americanos, Russos, Chineses e alguns países da Europa, invejosos por nós conseguirmos conservar as nossas províncias. A guerra estava ganha em Angola e, prácticamente, em Moçambique também (apesar de todos os cobardes e traidores que fugiram com a desculpa de serem objectores de consciência, ou de estarem contra as políticas de Salazar, segundo o artigo do jornal, 200.000), por isso, os interessados tiveram que arranjar alguns traidores a outro nível que lhes fizessem a vontade, e para que serviu? Para agora andarmos de mãos estendidas á esmola de quem quizer nos ajudar, a troco daquilo que já sabemos, sem contar que o povo está a passar mal e eles de bolsos cheios á nossa conta, claro, á conta dos patêgos. Salazar tinha essa visão sobre o que se passava com esses interesses, muito mais além do que aqueles que o criticam. Facista, chamam-no, mas sabem bem o que é o fascismo? Claro que não sabem, senão chamavam-no de ditador, autoritário ou outra coisa do género, porque, Fascismo, era na Itália, Nacional-Socialismo ou Nazismo, era na Alemanha, Franquismo na Espanha, Comunismo na Rússia, na China e noutros lugares que estavam debaixo do proteccionismo desses Países, etc.. Portanto, querem chamar a Salazar alguma coisa, chamem-lhe ditador. Sim, isso é verdade, foi um ditador, numa época em que eram habituais as ditaduras, mesmo as do proletariado como a da Russia e da China, com um comunismo tão querido por alguns dos que atacam Salazar que, pelo menos, nunca se deixou vender aos interesses estrangeiros em prejuízo do País que ele sempre defendeu, sem roubar o Estado, vivendo apenas do seu ordenado e sem acumular fortunas usando a sua influência governativa, como em democracia temos visto acontecer com alguns dos que criticavam e criticam Salazar. Mais não digo a não ser que, digam mal do que é mau, mas digam bem do que é bom. A verdade acima de tudo e a história não pode ser enganada e, a terminar, quero deixar bem claro que, para pensar assim, não preciso de pertencer a nenhum partido político, seja lá ele qual fôr.

Armindo Cardoso

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012


A propósito desta notícia que vi no facebook, julgo que se gosta muito de arranjar temas que servem apenas para desviar a atenção do essencial. Agora voltamos á questão do fumo? Pois, mas isso não deveria ser preocupante por agora, há outras coisas bem mais urgentes e preocupantes. Ao preço a que vão estar os maços de tabaco e com o que se avizinha como dificuldades acrescidas no que respeita á liquidez mensal de cada um, não me parece tema demasiado importante. Por outro lado fundamentalismos já temos que cheguem. Mas querem ser rigorosos na defesa da vida e dos outros? Então não sejam hipócritas e não defendam o aborto, por exemplo. Estão preocupados com os malefícios do tabaco? Então preocupem-se também com quem se expõe ao Sol e proibam as pessoas de irem á praia durante o dia nas horas de maior exposição solar, e de andarem na rua sem chapéu e/ou guarda-sol, pois podem apanhar cancro da pele. Estão preocupados com a segurança das crianças e querem evitar que se prejudique a sua saúde? Parece-me bem, mas então, para serem coerentes, proibam os carros a gasolina e gasoil de andarem por aí, proibam as fábricas de emitirem gases para a atmosfera, comecem a proibir tudo e mais alguma coisa. Quando já não houver mais nada para proibir, pode ser que a vida tenha deixado de ter algum interesse e, então, comecem a ter-se que preocupar com o aumento de suicídios, de uma população infeliz, cujo Estado quiz, julgando estar no uso da razão, interferir com as liberdades e o bem estar de cada um. Já agora, proibam os automóveis, os aviões, os combóios, etc., pois além de matarem muita gente adulta e útil ao País, também ferem e matam crianças, além dos sobreviventes dos desastres, ficarem com muitas sequelas, quer a nível físico, quer a nível psicológico, que resultam num acréscimo grande de despesas no nosso S.N.S.. Continuamos a falar de proibir o quê? Ah, sim, o fumo do tabaco! Não me parece muito urgente e importante por agora. Preocupem-se é em dar mais segurança para se poder trabalhar, para que se possa ter um negócio sem estarmos com medo de assaltos, e até de morrermos ás mãos de assassinos, preocupem-se em fomentar a criação de postos de trabalho, com medidas realistas e razoáveis, preocupem-se em aliviar a carga fiscal, e deixem de continuar numa corrida desenfreada para roubarem os bens de quem está passando por dificuldades, preocupem-se em arranjar maneira para que, quem trabalha, quer por conta própria, quer por conta de outrém, possa ter mais dinheiro disponível na carteira, e se querem mesmo algo com que se devem preocupar por muito tempo, então preocupem-se em pôr a Justiça a funcionar mais célere, mais democrática e equilibradamente justa, etc., etc., etc.. Bem, vou parar, para exemplificar que há muitas mais coisas que nos devem preocupar que não as discussões sobre fumo, acho que já chega.
Armindo Cardoso

sábado, 14 de janeiro de 2012

Do que eu estou mesmo farto
 
Diz um amigo para o outro: "Eh pá, do que eu estou mais farto é de vêr os pretos, os ciganos, os brasileiros e todos os estrangeiros aqui em Portugal a receberem todo o tipo de subsídios da nossa Segurança Social, a receberem casas, a usufruirem de benefícios do nosso S.N.S., a não quererem fazer nada e ainda por cima andarem no roubo e no crime e, depois, termos que estar a alimenntá-los nas nossas cadeias, com o dinheiro dos nossos impostos, sendo que, ainda por cima me tiram dinheiro da reforma e da dos demais, para pagarmos uma dívida que não fomos nós que a fizemos". Diz o outro: "Pois, tens toda a razão, mas, independentemente se são pretos, ciganos ou outra coisa qualquer, do que eu estou mesmo, mas mesmo muito farto, é daqueles que permitiram que isso acontecesse e que, governando-se e bem, nos desgorvenaram e continuam por aí á solta, recebendo pequenas fortunas por nada fazerem, em parte incerta, ou fazendo turismo intelectual".
 
Armindo Cardoso