quinta-feira, 22 de março de 2012


Será que aprendemos alguma coisa?

Causas da Grande Depressão 

Com o fim da Primeira Guerra Mundial, os países europeus encontravam-se devastados, com a economia enfraquecida e com forte retração de consumo, que abalou a economia mundial. Os Estados Unidos por sua vez, lucraram com a exportação de alimentos e produtos industrializados aos países aliados no período pós-guerra. Como resultado disso, entre 1918 e 1928 a produção norte-americana cresceu de forma estupenda. A prosperidade econômica gerou o chamado "american way of life" (modo de vida americano). Havia emprego, os preços caíam, a agricultura produzia muito e o consumo era incentivado pela expansão do crédito e pelo parcelamento do pagamento de mercadorias. Porém, a economia europeia posteriormente se restabeleceu e passou a importar cada vez menos dos Estados Unidos. Com a retração do consumo na Europa, as indústrias norte-americanas não tinham mais para quem vender. Havia mais mercadorias que consumidores, ou seja, a oferta era maior que a demanda; consequentemente os preços caíram, a produção diminuiu e logo o desemprego aumentou. A queda dos lucros, a retração geral da produção industrial e a paralisação do comércio resultou na queda das ações da bolsa de valores e mais tarde na quebra da bolsa. Portanto, a crise de 1929 foi uma crise de superprodução.[6] Durante décadas, essa foi a teoria mais aceita para a causa da Grande Depressão, porém, em contrapartida, economistas, historiadores e cientistas políticos tem criado diversas outras teorias para a causa, ou causas, da Grande Depressão, com surpreendente pouco consenso. A Grande Depressão permanece como um dos eventos mais estudados da história da economia mundial. Teorias primárias incluem a quebra da bolsa de valores de 1929, a decisão de Winston Churchill em fazer com que o Reino Unido passasse a usar novamente o padrão-ouro em 1925, que causou massiva deflação ao longo do Império Britânico, o colapso do comércio internacional, a aprovação do Ato da Tarifa Smoot-Hawley, que aumentou os impostos de cerca de 20 mil produtos no país,[7] a política da Reserva Federal dos Estados Unidos da América, e outras influências. Segundo teorias baseadas na economia capitalista concentram-se no relacionamento entre produção, consumo e crédito, estudado pela macroeconomia, e em incentivos e decisões pessoais, estudado pela microeconomia. Estas teorias são feitas para ordenar a sequência dos eventos que causaram eventualmente a implosão do sistema monetário do mundo industrializado e suas relações de comércio. Outras teorias heterodoxas sobre a Grande Depressão foram criadas, e gradualmente estas teorias passaram a ganhar credibilidade. Estas teorias incluem a teoria da atividade de longo ciclo e que a Grande Depressão foi um período na intersecção da crista de diversos longos e concorrentes ciclos. Mais recentemente, uma das teorias mais aceitas entre economistas é que a Grande Depressão não foi causada primariamente pela quebra das bolsas de valores de 1929, alegando que diversos sinais na economia americana, nos meses, e mesmo anos, que precederam à Grande Depressão, já indicavam que esta Depressão já estava a caminho nos Estados Unidos e na Europa. Atualmente, a teoria mais em voga entre os economistas é de Peter Temin. Segundo Temin, a Grande Depressão foi causada por política monetária catastroficamente mal planejada pela Reserva Monetária dos Estados Unidos da América, nos anos que precederam a Grande Depressão. A política de reduzir as reservas monetárias foi uma tentativa de reduzir uma suposta inflação, o que de fato somente agravou o principal problema na economia americana à época, que não era a inflação e sim a deflação.[8] Um outro aspecto que vem sendo apontado como uma das possíveis causas da Grande Depressão nos anos 1930 é o da superprodução, causada pelos grandes ganhos de produtividade industrial, obtidos com os benefícios tecnológicos do taylorismo. Tanto Ford quanto Keynes já vinham há tempos alertando, sem serem ouvidos, que "a aceleração dos ganhos de produtividade provocada pela revolução taylorista levaria a uma gigantesca crise de superprodução se não fosse encontrada uma contrapartida em uma revolução paralela do lado da demanda", que permitisse a redistribuição dos ganhos de produtividade causados pelo taylorismo, de forma que houvesse redistribuição dessa nova renda gerada, para dirigí-la ao consumo. Para os que defendem esta tese a Grande Depressão dos anos 1930 foi causada por uma gigantesca crise de superprodução, naquilo que teria sido uma trágica confirmação daquelas previsões.( Lipietz,1989:30-31)[9] 

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
A propósito de mais esta greve geral

E com uma dívida colossal para pagar, com decisões importantes que têm que ser tomadas urgentemente que nos afectam todos os dias e que nos vão afectar nos próximos anos, por culpa das várias governações de "meninos/as" (para não os chamar de outras coisas piores) que tivemos nas últimas décadas, e sem contar com a cambada de palermas que se sentam no Parlamento, pretensamente ao serviço do povo e do País, mas que não passam de perfeitos verbos de encher e lambe-botas, que há anos andam a comer e a viver que nem lordes à nossa conta e que só perdem tempo em discussões inúteis, sendo eles também culpados desta situação actual, por estarem mais preocupados com as mais valias partidárias que sejam possíveis retirar das suas acções parlamentares, do que com o resto  (felizmente não são todos), como dizia, com tudo isto, preferimos andar entretidos com greves e com a discussão de números de adesões. Está bonito, está. Assim será difícil, para não dizer impossível, sair desta crise e do perigo da banca rota. Parece que se esquecem, ou até nem sabem, que foi numa situação idêntica que, para sairmos de uma iminente banca rota, foi levado a cabo um golpe de Estado a 28 de Maio de 1926 e que mais tarde levou o professor universitário António Salazar a ser Ministro das Finanças e, de seguida, a Presidente do Conselho de Ministros. Foi, há época, a única forma de levantarmos a cabeça. Infelizmente, mostrado que não sabemos viver em Democracia e que essa mesma Democracia, mais uma vez, nos leva a um pedido de ajuda externa e a novo perigo iminente de banca rota, creio ter que pensar que é isso que estamos precisando. Uma ditadura novamente. Embora eu preferisse antes, um Estado Autoritário, que pudesse tomar decisões sem se ter que perder tanto tempo em discussões inúteis no palco do teatro parlamentar, talvez mesmo, dentro do regime Republicano, uma República mais presidencialista, em que o presidente tivesse mais poderes interventivos e executivos. Na hora de eleições o povo escolheria ou não, novo dirigente e líder governamental. Agora, nesta balbúrdia, em que todos querem mandar, em que as minorias se acham com mais direitos que a maioria, em que se discute e discute, mas nada se decide e, quando se decide, se "torpedeiam" as decisões com este tipo de greves, ou outro tipo de manifestações de desagrado com os mesmo efeitos destruidores da nossa economia já por si bastante debilitada, ainda que estas estejam previstas nos nossos direitos e liberdades, acho que já deu para vêr que não vamos a lado nenhum. Ou será que está assim tão difícil de vêr? Em apenas 36 anos, financeiramente recuamos aos anos do golpe de Estado de 1926, em educação estamos bem pior que no tempo dos meus pais, em matéria de segurança, deixámos de ser um país seguro, como sociedade estamos perdendo todos os valores fundamentais que sustentam a própria sociedade em que nos inserimos, o respeito pelo nosso semelhante vê-se como anda no dia-a-dia e até, o que se passa nos estádios de futebol, são um belo exemplo do que falo, o fosso entre pobres e ricos tornou-se maior, com um agravamento de vida para toda a classe média, suporte inequívoco da nossa capacidade "motora" como País no seu conjunto. Ou seja, evoluímos na tecnologia e na ciência mas, no restante, regredimos. Há dúvidas? Para mim não há. Para mim está fácil de vêr em que é que este País e esta sociedade se estão tornando, mas nada posso fazer a não ser escrever ou falar, e continuar a sentir-me desagradado por pensar que me estão a tomar por parvo. Não vou entrar em paranóia extremista e fazer o que qualquer desses indivíduos faz, por exemplo como este de Bordéus e o outro na Dinamarca há algum tempo atrás, ou até incitar á violência, como também já vai sendo hábito vêrmos, e que só demonstra a demência que está a afectar muita gente. Mas que, por vezes, perante certas injustiças e a nossa impossibilidade de alterar as situações, é a vontade que dá, lá isso é.

Armindo Cardoso

terça-feira, 20 de março de 2012


SERÃO BURROS?

Mais uma vez vejo todo o mundo espantado com o aumento dos preços dos combustíveis. Mas será que ainda não se compreendeu que essa vai ser a evolução natural, sempre a subir? Com o choque do petróleo em 72, com novos choques de petróleo posteriores, com os aumentos sucessivos ao longo dos anos, ainda não perceberam? Ainda não perceberam que, qualquer instabilidade que exista em países produtores de petróleo, ou que haja alguma instabilidade política em qualquer parte do Mundo, isso provoca logo alterações que são sempre negativas e nos desfavorecem? Então são burros!!!! Se assim fôr, estamos mesmo tramados, quer dizer, nós os que ainda estamos por cá, e os nossos filhos e netos. Já começámos tarde no desenvolvimento das energias alternativas, ainda andamos a pensar se vale a pena avançar ou não com o carro eléctrico, os combustíveis ecológicos ainda são uma miragem e, entretanto, vamos sendo escravizados, roubados e gozados pelos srs. do petróleo, accionistas e administradores das empresas que giram em volta do ouro negro e dos combustíveis fósseis, que vão fazendo fortunas colossais que, nem em várias vidas, se as vivessem, poderiam gastar. Andamos mesmo a dormir na forma. Só que quanto mais tarde acordarmos, pior será para o futuro de Portugal e dos nossos descendentes.


Armindo Cardoso

quinta-feira, 1 de março de 2012


Conselho Europeu debate crescimento económico - agenciafinanceira.iol.pt


Deve ser realmente uma coisa muito difícil. Encontrar as possíveis soluções numa primeira fase. Depois, conseguir a concordância de todos os parceiros, ou seja, que todos se entendam, é outro caminho espinhoso e traumático, pelo menos na minha opinião. Após isso, que já por si é difícil e complicado, conseguir que cada País implemente as medidas necessárias e, como isto não é como um remédio exactamente igual para todas as doenças, encontrar a forma de aplicabilidade em cada natureza específica de cada nacionalidade. Enfim, é de facto, na minha opinião, uma tarefa árdua. Assim é com a Democracia, ou pelo menos deve ser. Toda esta reflexão me leva a uma simples conclusão, com a idade que tenho, não tenho muitas esperanças de voltar a vêr um crescimento económico do qual nos possamos orgulhar e que nos crie várias oportunidades, não só para as grandes empresas, que essas terão sempre os maiores apoios possíveis, mas para todos os empresários e pequenas empresas que precisam que o mercado evolua e cresça, ainda que tenham alguma capacidade para exportar, se bem que, nem todas as actividades e negócios serão capazes, ou poderão, viver disso. Aliás, cada País e a Europa em geral, precisa de ter o seu mercado interno a funcionar bem. Bolas, ao fim e ao cabo somos á volta de 500 Milhões de cidadãos Europeus. Se a isso juntarmos mais os Países que estão ligados de alguma maneira, pelo menos a Portugal e a  Espanha, seremos muito próximos dos 900 Milhões, julgo eu. Não será suficiente para que se consiga criar um mercado útil a todos? Não se pode é abrir as portas a importações de Países que jogam com regras diferentes, fazendo uma concorrência desleal e prejudicial a todos os nossos mercados. Só beneficiam os senhores apátridas das grandes multinacionais, que podem levantar asas, quando se lhes torna conveniente, e irem procurar outras paragens com melhores custos para produzirem os seus produtos de forma a, vendendo mais barato que os seus concorrentes, ainda podem usufruir de maiores lucros. É isso que a Europa tem feito e agora está a pagar o erro da falta de estratégia relativamente a estas questões. O que me preocupa, é que já tendo visto isto, ainda vão dar abertura aos lanifícios vindos, salvo erro, do Paquistão. Então? Isso não é para acabar com a nossa indústria desse sector? A quem é que isso vai beneficiar? Não é certamente a quem está no espaço Europeu, não é a Portugal ou a outro parceiro qualquer, apenas sei que há quem saia beneficiado, mas não nós. Seremos burros?????
Eu sei que não sou, mas e eles, os que nos governam, quer na Europa, quer por cá?

domingo, 26 de fevereiro de 2012


A FALTA DE CHUVA

Já anda tudo atrapalhado por causa de umas semanas sem chuva. Acredito que, com toda a certeza cause problemas e prejuízos. Mas, por vezes, são exegerados e empolados na mira de se conseguirem mais uns apoiozinhos. Julgo haverem seguros próprios que cada um dos agricultores pode fazer, mas grande parte deles não o fazem, pelo menos por aquilo que tenho percebido. É preferível andarmos de mãos estendidas ao "papá" Estado, julgando que o mesmo é uma grande Companhia Seguradora para todas as desgraças, que cobre todas as eventualidades e imprevistos. Em todo o caso, tudo serve para estendermos a mão. Há quem me diga que há fundos próprios para apoiar este tipo de problemas, eu sei, mas ainda assim eu continuo a dizer que, apesar disso, não deixamos de estar continuamente na expectativa e no hábito da pedinchice. Já agora, eu também queria apoios, esta crise tem-me afectado muito e, suponho, que todos os outros portugueses, aos quais a crise tem afectado, também gostariam de poder contar com uns apoiozitos extras. Mas a única coisa com que nos confrontamos, é pedirem-nos mais impostos e, se não tens dinheiro para pagar, devido precisamente aos efeitos de um problema, que não foi nem por nossa culpa que existiu, nem os seus efeitos ocasionados por nós, apesar disso, não olham para trás e tiram-te os bens, bens esses que, na maioria dos casos, foram conseguidos ao longo de anos e anos de trabalho árduo e de sacrifício, não deixando os impostos de serem pagos, num tempo em que se ganhava para isso. Agora, depois de termos - eu não - contribuido para a destruição da nossa agricultura, virou moda dar todas as facilidades e ter todos os cuidados com essa actividade primária. Acho bem, mas não exagerem. É que, sujeitos aos problemas do clima estamos todos, e a precisar de apoios extras, também estamos todos. Mas cá estarei para vêr, quando chover, não faltarão os pedidos de ajuda para pagar prejuízos causados pela cheias. É assim como, preso por ter cão e preso por não ter. Se não chove, dá cá ajudas, mas se chove, as ajudas também são precisas para pagar os prejuízos.
Assim é difícil. Bolas!!!

sábado, 25 de fevereiro de 2012





economia.publico.pt


Mais???? Mas ainda não chegou o que já lá foi enterrado? Isto parece mais um 
saco roto que um Banco. Bolas!!!! E eu que só queria um milhãozito. Não há por 
aí alguém no Governo que tenha pena de mim?


Isto faz-me lembrar uma história antiga. 
Uma dia pedi apoio para um projecto ao abrigo dos Jovens Empresários da 
época. Contas muito bem feitas e realistas fizeram-me referir a necessidade de apenas 18.000 contos para a sua implementação. Entre umas coisas e 
outras o apoio não foi concedido. O meu pai, após saber do que se tinha 
passado disse-me:
-"Filho, foste burro!" 
Então porquê? perguntei eu admirado. 
Ao que ele respondeu: - "Então não se está mesmo a vêr? Com essa quantia, 
eles perceberam logo que não ia haver dinheiro para distribuir luvas. Devias 
ter pedido 180.000 contos e ias vêr que te davam mais atenção". 


Pois é, como só quero um milhão, não vou ter sorte. Acho que vou pedir 
também 300 Milhões. Pode ser que, assim, tenha mais sorte.
De referir que o meu pai era um barra em contabilidade, era auditor do 
Estado, director de Banco e administrador de Empresas. Teria sido por isso 
que ele lá saberia do que falava.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012



O AVISO DO GOVERNO


O Governo, segundo li no post da revista visão na minha página de facebook, veio a público avisar que, para o ano, não haverá tolerância de ponto no Carnaval. Não vejo problema no facto de não haver tolerância de ponto para o ano. Já não foi muito inteligente fazê-lo este ano, a poucos dias do começo desta antiquíssima celebração festiva. Ao Sábado e Domingo, são sempre dias que se podem aproveitar para festividades do género. O que não se pode fazer é, de um dia para o outro, por decreto, mudar os hábitos de gerações. Além de provocar desagrados desnecessários, pode provocar revoltas e ódios contra o poder instituído, ainda mais em alturas em que são pedidos sacrifícios, para se pagarem asneiras, das quais o povo pouca ou nenhuma culpa tem. Por outro lado, fala-se em até acabar com o Carnaval e o seu dia feriado, tendo como desculpa a necessidade de aumentarmos a produção, de trabalharmos mais. Mas pergunto eu, então no Carnaval e para o dia do Carnaval, não se trabalha e muito? E todo o movimento que é feito por causa disso?  Atrai turismo, aumenta o movimento na restauração, fazem-se os fatos, os carros alegóricos para os desfiles, etc., tudo isso cria trabalho e movimenta dinheiro. Atenção que eu até nem gosto muito do Carnaval, mas uma coisa é não se gostar, e outra coisa bem diferente é arranjar pretextos sem nexo, para ter razão em querer acabar com o Carnaval. Quando os nossos governantes estão tão alheados do povo como os que nós temos tido nos últimos anos, quando eles nem nunca souberam o que é viver as dificuldades da população que querem governar, só pode sair asneiradas. Tudo muito técnico e burocrata, mas de uma frieza insensata e, ainda assim, de tanta técnica aprendida nos livros e burocracia instituída há anos, acabam por se esquecer da realidade que nos é transmitida pela experiência que, óbviamente, quase todos eles não têm. Por isso, muitas vezes, estes sacrifícios pedidos não são bem aceites pelos povos. Os exemplos que nos dão são algo do género: "faz o que eu digo e não o que eu faço". E isso não é muito inteligente. O exemplo tem que vir de cima e não ao contrário, e o que nós mais vemos é que, de exemplos vindos de cima, foram, são, e lamento ter que o dizer, continuam a ser, de péssima qualidade.


Armindo Cardoso