segunda-feira, 3 de setembro de 2012


Acerca do Vereador Hugo Martins

Sem querer deixar de ser solidário com quem precisa e, neste caso, com alguém que, num momento menos feliz, não se portou bem, quero deixar a minha opinião sobre a situação. Em primeiro lugar, segundo parece, já não é a primeira vez que acontece uma acusação de agressão a agentes da autoridade por parte deste vereador. Em segundo lugar, também parece que, das duas vezes que os eventos menos felizes se deram, ele se fazia transportar num veículo automóvel da autarquia, ou seja, carro de serviço. Em terceiro lugar, a igual que outros, porque ocupa um lugar público, tem por obrigação de dar o exemplo, o que me parece que, pelas notícias que se sabem, não foi, não é e nunca poderá ser, o melhor exemplo. Por fim, pela idade que tem, já tinha idade para ter juízo, uma vez que já não é nenhuma criança, ou, por assim dizer, já não tem idade para se comportar como um adolescente irascível e mal criado. Perante esta minha análise dos factos noticiados, antes e o mais recente, espero que seja castigado de forma a servir de exemplo para quem, ocupando cargos públicos, não julgue, ou continue julgando que tudo podem fazer e que se podem comportar da maneira que lhes apetece, mesmo que essa maneira seja dar o pior exemplo á sociedade em geral. Por outro lado, se aos GNR de Amarante, o Ministério Público recorreu da sentença que os tinha deixado ilesos quanto à acusação de peculato, pelo uso de um veículo de serviço para irem às compras, espero que, neste caso…. Bom, quero ver o que o Ministério Público vai fazer, quanto ao uso do veículo de serviço para outros fins que não os que deveria. Já sem contar com, a provar-se, a alegada agressão a agentes da autoridade. Aguardemos pelo desenvolvimento do caso, para tirar as ilações devidas. Em todo o caso, mesmo que a justiça venha a ser benevolente, quanto a mim, deveria demitir-se e já. Isto se tiver um pingo de vergonha na cara. Não tendo, vai fazer tudo por tudo para continuar agarrado ao lugar, como se a sua vida disso dependesse.

domingo, 2 de setembro de 2012




A propósito da privatização 
ou da concessão da RTP 
ou de outra empresa qualquer 
do Estado.





Como disse há pouco tempo a Ministra da Justiça, e eu estou de acordo, ainda está por provar que o sector privado administra e gere melhor que o sector público. O que acontece, e digo eu, é que no sector privado, ainda que com algumas limitações, se somos confrontados com um incompetente nas nossas empresas, despedimo-lo, enquanto que, no Estado, ao longo dos anos foram ficando, e onde o despedimento, acaba sempre por ser um grande entrave. Sem contar que, na generalidade, nesse mesmo Estado dos dias de hoje, ainda há a filosofia de que as coisas não são para se fazer, são para se ir fazendo. E eu sei do que falo porque, por alguns meses, fui funcionário do Estado, tendo-me despedido por não querer pactuar com essa filosofia, mas muitos dos que nessa altura eram funcionários do Estado, ainda o são, portanto.... Agora o que me parece é que, como em muitas coisas, ainda andamos num processo do 8 ou 80, embora se saiba que no meio é que está a virtude. Quer dizer, depois do 25 de Abril, roubou-se tudo e todos com as nacionalizações indiscriminadas, promovidas pelos camaradas comunistas, invejosos daquilo que era dos outros, à laia do que foi feito em certos países africanos, relativamente com os colonos brancos e com aquilo que era deles, ou ainda à semelhança do que foi feito na Revolução Francesa, uns séculos antes, ou ainda na Revolução dos sovietes de 1917, acabando por se ter destruído o tecido industrial, e não só, do País, ao longo dos anos, e foi o 80. Agora estamos no 8, quer dizer, nada do Estado, tudo privatizado, ainda que tenhamos andado a investir durante anos numa determinada empresa, ainda que uma empresa possa ser rentável, se bem gerida, ou até seja mesmo rentável, o que interessa é privatizar tudo. O que me dá a ideia é que se andou anos e a anos a deixarem-se mal gerir certas empresas, colocando nas administrações delas as pessoas indicadas para que os resultados fossem esses mesmos, prejuízos atrás de prejuízos, ainda que com ordenados fabulosos, para que, com os anos, a sociedade, todos nós, ou pelo menos a maioria, pudesse acabar por estar favorável à concretização de uma política ideológica que se centra na privatização de tudo a todo o custo, da mesma forma que a opinião popular foi orientada, por lavagem cerebral ideológica, para o roubo efectuado pelas nacionalizações de tudo e de mais alguma coisa, pós 25 de Abril. Portanto, na minha opinião, o problema não é se devemos ou não privatizar ou concessionar a RTP, mas sim se o Estado deve ou não ter mão em sectores que poderão ser considerados estratégicos para o País, como a electricidade, os combustíveis, as comunicações e, porque não, a informação. Todas estas coisas nas mãos de privados e apenas de privados, e ainda por cima estrangeiros, não me dá tranquilidade nenhuma, enquanto português nascido neste território à beira mar plantado. Poderá já não constituir problema nenhum para outros que, provavelmente, ainda que nascidos portugueses, não estejam preocupados com a Nação e com o País, ou que estejam vendidos a outros interesses que não os de Portugal e os do seu povo.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012


Acerca do código do trabalho, lembrei-me de uma história:

Há muitos anos, quando esse traidor do Mário Soares nos levou à intervenção do FMI, criei um empresa que chegou a ter 100 funcionários. Essa empresa foi criada do nada, sem contar com empréstimos nem com apoios Estatais. Foi começada apenas com as parcas e escassas possibilidades que eu tinha, juntamente com o meu sócio à época. Anos mais tarde, depois de muito esforço e trabalho, correndo os riscos próprios de quem quer fazer alguma coisa, a empresa funcionava em velocidade de cruzeiro, completamente organizada e com objectivos bem definidos, relativamente ao caminho que pretendia seguir quanto ao seu futuro. Nessa época, um antigo vizinho e amigo de infância, vem a minha casa para interceder por uma pessoa das suas amizades, procurando que eu ajudasse a resolver a difícil e aflitiva situação que essa pessoa amiga vivia, criada pelo desemprego, fazendo o favor de a empregar na minha empresa. Imediatamente me dispus a ajudar, uma vez que sempre gostei de ajudar quem quer trabalhar e, sem mais questões, do tipo religião, raça ou política, pedi que a pessoa se deslocasse aos meus escritórios para entrevista. A entrevista foi feita por mim, e apenas me preocupei em saber, em que é que a dita pessoa podia ajudar na empresa, para saber em que departamento ou secção a podia inserir, e quais as expectativas relativamente ao vencimento, para saber se a podia contratar, assim como, quais as suas necessidades mais emergentes, para saber em que é que a empresa a podia ajudar. Acordados todos os itens necessários e contratada a dita pessoa, a mesma pôs-se, no dia seguinte, a trabalhar inserida numa secção, onde a chefe era uma prima da minha mãe, que tinha ido para a empresa logo nos primeiros meses de existência da mesma. Uns dias depois, uma pessoa da minha confiança, o marido dessa prima, que também estava comigo quase desde o início da empresa, vem ao meu escritório e faz-me a seguinte pergunta: "Oh Armindo, tu sabes quem é que meteste cá dentro"? Admirado por tal pergunta procuro saber a razão da mesma, ao que me respondeu: "Parece-me que terás que estar atento à pessoa que admitiste há poucos dias". Assim fiz, passei a estar atento e acabei por verificar que, a tal pessoa que eu tinha pretendido ajudar colocando-a dentro da minha empresa, e tentando prestar-lhe toda a ajuda urgente, como dinheiro adiantado e compra de passe social, apesar de, na altura, não estar propriamente a precisar urgentemente de mais funcionários, passava o tempo a instigar o restante pessoal a fazer greve, para protestar contra tudo e mais alguma coisa, a começar pelo vencimento que ela própria tinha acordado comigo e que estava acima, embora pouco, do determinado pela lei. Imediatamente dei ordem à secção da contabilidade para fazerem as contas e emitirem o cheque assim como ao departamento de pessoal para fazerem a carta de despedimento e, sem mais conversas, inclusive, sem falar com o advogado da firma, mandei a pessoa embora. Por acaso ainda não tinham passado os fatídicos 15 dias de experiência, o que era notoriamente muito pouco, em que se podia despedir sem mais problemas, mas se eu não tivesse sido avisado a tempo e horas, ou não tivesse prestado a devida atenção ao aviso feito, o tempo passaria e depois já seria uma carga de trabalhos para a despedir, inclusivamente no que se refere a indemnizações e até talvez a ter que ir responder ao tribunal do trabalho. Quer dizer, na minha casa não posso ter apenas quem eu quero e, para não a ter, ainda iria ter que lhe dar dinheiro, ganho com o meu esforço e o de todos os outros que lá trabalhavam. Isso é que era bom. Claro que sei que há patrões/empresários que não merecem qualquer tipo de consideração, que são exploradores e oportunistas aproveitando o problema da falta de emprego para tirarem vantagem dos seus funcionários, mas convenhamos, também há muita gente que se diz trabalhadora, que diz que quer trabalhar, e o que quer é um vencimento ao final do mês e a empresa, o patrão/empresário e até os próprios colegas que se lixem. Contrabalançar os interesses destas duas posições, o de quem quer trabalhar, ou diz que quer, e o do patrão/empresário, ou que se diz ser, é que é um verdadeiro problema de difícil resolução e que, quanto a mim, por muitas reuniões e acordos conseguidos, não vão evitar os conflitos laborais do dia a dia de uma empresa e/ou de um trabalhador. Uma das formas mais fáceis para resolver essas situações é, precisamente, a existência de uma maior oferta do emprego e, para isso, o patronato tem que ter um pouco de liberdade e de tempo para poder decidir quem quer ter dentro de sua "casa", senão, com medo, prefere não arriscar a admitir uma determinada pessoa, que até poderia vir a ser um bom elemento e que, também ela, poderia resolver o seu problema financeiro/profissional começando a trabalhar e a ganhar um ordenado. Para terminar esta história, apenas quero referir que, este episódio, me custou uma zanga imediata no mesmo dia à noite, dentro de minha casa, com o meu amigo, que me foi pedir explicações por a ter despedido e, durante anos, deixá-mo-nos de falar, sendo que, a amizade que existia, nunca mais foi a mesma. 
Armindo Cardoso

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Política económico/financeira de Esquerda 


Os ditos partidos e políticos de esquerda, na generalidade, reclamam mais endividamento do Estado. Achando serem os únicos preocupados com o problema social causado pelo desemprego, reclamam mais endividamento para criar os postos de trabalho que faltam, afirmando que o Estado deve ser o promotor de obras públicas para as quais não existe dinheiro; dizem que se preocupam com o estado da nossa saúde, por isso, acham que tem que haver mais investimento nesse sector, gastando o Estado o que não tem e, em geral, advogam mais gastos em todos os sectores como os transportes, etc., etc., afirmando que é um dever do Estado e que é a única forma de sairmos do estado actual em que nos encontramos. Logo, como não se consegue tanto dinheiro para isso, lá vamos pedindo mais empréstimos e, com isso, lá vamos pagando mais juros o que faz com que, cada vez mais, os impostos tenham que aumentar, entrando numa espiral perigosa, muito perigosa mesmo. Portanto, na minha opinião, está errado, não é por aí. O que esses senhores e seus correlegionários, que tanto atacam o capitalismo selvagem e o sistema financeiro que o suporta não entendem, é que estão precisamente a fazer o jogo desse mesmo sistema financeiro, e do seu "protegido" capitalismo selvagem. O actual Presidente da República Francesa, se seguir nesta senda do que os senhores, ditos de esquerda, advogam, prevejo em pouco tempo, a França a vergar-se perante o sistema financeiro como outros já o fizeram. O sistema financeiro, dominado pelos U.S.A. e seus amigos/parceiros, não querem outra moeda a dominar o comércio Mundial que não seja o Dollar, por isso há que acabar com o Euro. Por outro lado uma Europa junta e unida, também não é útil aos desígnios do capital, se esta - a Europa - não se vergar à sua - do sistema financeiro -vontade. Não tenham os verdadeiros políticos, patriotas e Europeístas, coragem, juízo e não abram bem os olhos, que o nosso futuro será o caminho para uma nova escravidão ou, provavelmente, um retrocesso a uma escravidão à laia do século 19, do tempo da "explosão" industrial. Só não vê isso quem anda distraído ou já está vendido ao poder do sistema financeiro e do seu dinheiro, ou, em alternativa, tem medo de ser mandado assassinar pelos senhores do dinheiro.
Abram os olhos e deixem-se de políticas de esquerdas e de direitas. Aqui só queremos uma política, a nossa, a de Portugal e de seu povo, e, já agora, a da Europa e do seu povo também. E para isso só podemos ter políticas que defendam os interesses dos Estados e que não defendam os interesses do capital e dos capitalistas selvagens, assim como não defendam o sistema financeiro comandado pelos interesses das grandes indústrias e empresas intercontinentais americanas com capitais e sócios chineses. Para finalizar, tenho que dizer que os ditos neo-liberais, a igual que os ditos esquerditas, também não estão a vêr bem a questão, neste caso com a ideia de tudo privatizarem e de tudo entregarem ao poder do sector privado, comandado precisamente pelo tal poder financeiro. As empresas não têm que dar prejuízo só porque estão no sector do Estado e também não vejo qualquer interesse futuro para o nosso País, que se entreguem empresas rentáveis aos "abutres" do vale tudo, porque estes, rapidamente, ficam cegos pelo brilho do vil metal. Expliquem-me qual foi, ou qual será a vantagem de, por exemplo, ter-se vendido parte da Galp ao sector privado? Principalmente recebendo dinheiro roubado a um povo esmifrado pela ditadura de quem se tem servido do poder para se enriquecer a si próprio e à sua família. É que, assim, apenas estamos a contribuir para a existência de falsos políticos e verdadeiros ladrões, que vão enriquecendo à custa dos seus povos e dos recursos naturais dos países que juram defender.

domingo, 27 de maio de 2012


Comportamentos e atitudes




Eu não estou convencido de que todas as medidas de austeridade que nos são impostas sejam necessárias para resolver o nosso problema; não estou convencido de que seja com brutais aumentos de impostos e constantes, pelo menos é o que se tem verificado ao longo dos anos, os impostos sempre em aumento, que o nosso País possa ter um futuro melhor; eu não estou convencido de que penhorar os bens das famílias e das empresas por tudo e por nada, ajude a resolver o que quer que seja, que beneficie o País e o povo em geral; eu não estou convencido de muitas outras coisas sobre as quais tenho falado e escrito, dando a minha opinião e alternativas, mas também não estou convencido de que a forma que muitos escolhem para criticar, quer o Governo na generalidade, quer os seus elementos, mostrando simplesmente uma grande falta de respeito, nos leve a algum lado, especialmente porque, a grande maioria que assim procede, não deixa ideias nenhumas nem alternativas razoáveis e credíveis. Posso me sentir revoltado e indignado, posso achar que estão errados os que nos governam, mas evitarei ofendê-los na sua dignidade e procurarei desviar-me de comportamentos que me possam identificar como mais um, dos muitos que por aí há, que parece nunca terem tido um pingo sequer de educação, daquela educação que habitualmente se chama de berço. Mas paciência de facto tem limites e se me "estala o verniz", ou se fôr suficientemente provocado, também poderei, como pode acontecer com qualquer Ser Humano, perder a noção das boas regras de comportamento. Espero não chegar a esse estado existencial, porque, se lá chegar, será mau sinal e será naturalmente óbvio, sem qualquer sobra de dúvida nenhuma, que estes políticos e suas políticas nos levaram a uma maior desgraça, pelo que poderei estar em "ponto de rebuçado", para defender os meus interesses, os da minha família, os do meu País e os do seu povo em geral, com todos os meios ao meu alcance, mesmo que outro remédio não haja, senão a violência. É que, por vezes, apenas a linguagem da violência é compreendida por quem, no seu egoísmo, fanatismo, ganância desmedida, maldade diabólica, etc., nos provoca uma vida de "inferno".

quarta-feira, 9 de maio de 2012

A moda da futurologia. 

Diariamente, vou ouvindo certos "iluminados" tecerem previsões sobre a evolução da economia, do desemprego e sobre outros temas que, no contexto do futuro, são, já por si mesmas, imprevisíveis, dadas as circunstâncias que temos vivido nos últimos anos. E são imprevisíveis no que concerne á precisão que querem dar á questão numérica das percentagens relatadas, como se de alguma ciência exacta se tratasse. Não é, por isso, fora do habitual, virem depois, a terreiro, alterar, rectificar, etc., os números anteriormente apresentados. Claro que há coisas que são previsíveis, mas previsíveis se olharmos ao passado e á experiência que se pode aprender com a história, com a qual se pode ainda aprender alguma coisa. E o que o passado e a história me podem dizer, de forma a permitir-me prever alguma coisa, é que, a continuarmos nesta política económica, fiscal, etc., o desemprego vai aumentar, a recessão vai aumentar, a economia vai fragilizar-se, o poder de compra vai diminuir, as falências vão aumentar, as empresas vão deslocar-se mais rapidamente para outras paragens e os nossos jovens vão cada vez mais rumar para o estrangeiro. Quanto a números, a única certeza que tenho, é que 2+2=4 e, apesar de todas as engenharias financeiras que me queiram meter na cabeça, não vão modificar isso, ainda que, por piada, se diga que 2 e 2 são 22. É que, apesar da matemática ser considerada uma ciência exacta, a futurologia não o é. Daí que, se querer prevêr números exactos, percentualmente falando, para o desemprego, para o crescimento económico ou outros do género, só podem dar erro. Por isso, seria mais razoável, perderem tempo com aquilo que é possível prever, ou seja, o aumento do desemprego, seja ele qual fôr, a diminuição do poder de compra, que não é difícil de prever, a derrocada da nossa economia, que há muito se verifica e, com isso, encontrarem meios credíveis e aplicáveis para inverter essa mesma previsão. Bom, já que estes "iluminados" gostam tanto da futurologia, sempre podiam contratar, como consultor/a, um/a qualquer conhecido/a profissional do ramo, por exemplo, a Maia. Podia ser que assim, sempre houvesse alguma possibilidade de acertarem, uma vez que fosse.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

 Sobre o acôrdo 
Sporting / Odivelas F. C.



Sem estar a querer dizer mal por dizer mal, e independentemente se, realmente, o acôrdo beneficia mais ou menos os Odivelenses, o O.F.C, as camadas de jovens desportistas, se é mais ou menos prejudicial, ou se há mais ou menos questões jurídicas que possam ser levantadas com prejuízos que, neste momento, não são quantificáveis, a minha pergunta centra-se no seguinte: 


Sabendo qualquer pessoa, minimamente informada, que a disponibilidade financeira da maioria dos clubes é pouca e, nalguns casos, nenhuma, sabendo que a maioria dos clubes se debatem com grandes dificuldades de liquidez e com cash flow de meter dó, muitos deles vivendo com apoios vários externos aos seus próprios meios de auto-financiamento e, sendo o Sporting um clube que se insere nesse grupo de clubes com dificuldades financeiras, falta de liquidez, baixo cash-flow e dificuldades de auto-financiamento, como é que se pode fazer um qualquer tipo de acôrdo em que estão previstos investimentos de vários milhões de euros? É, no mínimo, arriscado. 


Mas como já sabemos que quem paga os erros dos políticos nunca são eles, é sempre o povo, óbviamente que que se der problema, alguém vai cá estar, num futuro qualquer, para pagar, menos os que cometeram o erro. 
Esse é sempre o nosso drama de cidadãos, que elegemos os políticos para defenderem os interesses da nossa terra, país ou região. 


Em todo o caso, espero que me engane, pois não desejo mal a ninguém, mas que o bom senso aconselhava a não avançar com o dito acôrdo, lá isso é verdade. 
Geralmente eu pago do meu bolso os erros que cometo, e sempre paguei os erros que cometi e, pior que isso, sou obrigado a pagar os erros cometidos por outros, e será talvez por toda essa experiência passada, que eu acabe por ter uma sensibilidade muito diferente quanto à existência de uma qualquer possibilidade de serem cometidos erros. E este é um desses casos.