terça-feira, 16 de outubro de 2012



E agora é que se queixam?



Alguém geriu mal, não sei bem como, mas permitiram-se uma sucessão sucessiva de asneiras, deixámos que ladrões fossem roubando o Estado em proveito próprio, anos a fio, andámos entretidos, de forma egoísta com a nossa vidinha, muitos de nós, cidadãos, foram dizendo que não queriam saber nada de política, achou-se normal que, mesmo quando haviam fortes indícios de irregularidades, mentiras, enriquecimento em pouco tempo sem justificação, que pendiam sobre certos candidatos nas listas eleitorais, quis-se continuar a votar nos mesmos (Exemplo: Isaltino Morais, entre outros/as), ou, em alternativa, praticou-se a abstenção, voto nulo, voto em branco ( a cama, a praia, a diversão e o passeio eram melhores), achámos natural o empréstimo fácil, mesmo que não se ganhasse o suficiente para se terem certas coisas ( Exemplo: Automóveis novos, e quanto mais caros melhor, férias todos os anos no estrangeiro para depois poder-se mostrar as fotos aos amigos, casas com prestações altas nos melhores bairros porque era mais fino, etc.), e muitos/as que fui conhecendo até se achavam muito espertos por assim procederem, o burro era eu por não querer pedir empréstimos para comprar carros ou casas, etc., (eu ou tinha dinheiro e comprava, ou limitava-me a esperar por ter, trabalhando, honestamente, por isso não sou rico), e claro, não querendo dizer que não mereçamos gastar o que ganhamos, já não vejo que tenha havido o direito de gastar mais do que tínhamos e do que ganhávamos. E foi o que fizemos, não só a nível do País, como a nível pessoal (eu não), mas ninguém se preocupou e até aplaudiu. Foi uma questão de cultura adoptada durante décadas por todos nós, o sonho fácil que nos venderam. Por outro lado, não estivemos muito preocupados enquanto as empresas iam falindo, outras fechavam e iam estabelecer-se, primeiro nos países do leste, depois na China, entre outros lados, os impostos iam aumentando quase todos os anos, a indisciplina nas escolas ia aumentando a níveis nunca vistos, a insegurança foi aumentando sem parecer que preocupasse alguém, a não ser o próprio quando era assaltado, as obras para ganhar votos eram mais que muitas e bem vindas, mas ninguém queria saber como se ia pagar, em contra partida deixámos entrar nos País todo o "gato pingado" sem controlo algum, abrimos as portas a tudo o que era fabricado além fronteiras, mesmo podendo os produtos ser fabricados aqui (até era fino comprar-se lá fora ou comprar o que era estrangeiro, Nova York, Paris, Londres, Rio de Janeiro, Recife, Acapulco, entre outros sítios, eram os ideais para se gastar dinheiro, ah e o Algarve, quando o cinto começou a apertar), quisemos o Euro mas não se fiscalizaram os agentes comerciais na aplicação dos preços, e a inflação disparou, mas também ninguém se importou, foram-se admitindo pessoas na função pública para tentar controlar e mascarar os números do desemprego, também para dar lugar aos "boys", mas sem nos preocupar a competência dos que iam entrando, despedir era coisa de sacrilégio, subir na carreira era uma certeza, bastava andar por lá uns anitos, entre muitas outras coisas que fomos achando natural, ou seja, costuma-se dizer que, depois da casa roubada, trancas à porta e, nessa perspectiva, pergunto eu, e agora é que estamos preocupados porque nos estamos a sentir roubados? Bom, mais vale tarde que nunca, ainda que eu, durante anos, pelo andar da carruagem, já sabia onde isto ia parar, ou como se pode dizer também, já tinha visto qual ia ser o final do filme e, da mesma forma que dantes não pude fazer nada, a não ser falar, agora também não vejo mais solução que ir escrevendo, porque de resto vamos ter que deixar que nos "roubem", ou continuar a que nos "roubem", depende do ponto de vista (por mim, vamos continuar a ser roubados, que nunca deixámos de o ser, andávamos era distraídos), em termos fiscais, porque senão, por muita agitação que queiramos fazer, por muitas greves ainda que previstas nesta Constituição desfasada com a realidade dos tempos, entre outros disparates que sejamos levados a fazer, só vamos contribuir para rapidamente termos uma banca rota, e, nesse caso, antevejo piores situações que este "roubo" a que nos sujeitaram. Mas claro, a quem é que isso importa mesmo? Não sei, mas a mim importa-me, mas isso será por, se calhar, já ter vivido uma guerra colonial e uma civil, em África, e achar que os efeitos imediatos e os colaterais de uma situação dessas, serão bem piores do que aquilo que nos pedem neste "roubo". No entanto, por vezes, perante a inevitabilidade de uma determinada realidade, temos que tomar atitudes, ainda que não sejam as queiramos tomar. Em todo o caso, agora de nada nos serve chorar sobre o leite derramado, ou torcer a orelha para ver se sai sangue, porque ainda que o queiramos fazer, já é tarde. Agora, meus amigos e amigas, estamos nas mãos dos credores e dos especuladores da alta finança, que é o mesmo que dizer, que estamos nas mãos de quem tem o dinheiro. Escolhemos o caminho, ou fomos pondo-nos a jeito, e pronto, foi o que ganhámos. Ou fazemos o que querem, ou de um dia para o outro não vai haver dinheiro para pagar os funcionários públicos, pensionistas, desempregados, entre outros, e eu, que não sou nenhum dos que mencionei, não recebo nada do Estado, não contribuí para esta situação, nunca quis os comunistas, que começaram a estragar o meu País, já faz muitos e muitos anos, era eu ainda um jovem, bom, mas não era nem parvo nem cego, nunca votei PSD nem PS, B.E. muito menos, apesar do que referi, mais uma vez na minha vida, estou e vou, também, ter que sofrer as consequências das asneiras dos outros. Isto é que eu tenho uma sina!!!

segunda-feira, 24 de setembro de 2012



A NOTÍCIA QUE EU CONTINUO À ESPERA DE OUVIR



Ora bem, a notícia que eu queria mesmo ouvir com as alterações a serem feitas para evitar a TSU e mais aumentos de impostos, seria mais ou menos assim: 

O Governo, depois de um ano de estudos e de investigação sobre o que faziam as Fundações e Institutos e qual o interesse tanto de umas como dos outros, encontrando muitos destes organismos sem qualquer interesse para o desenvolvimento do País, decretou a anulação de todo e qualquer apoio pecuniário que actualmente exista por parte do Estado a essas organizações. 

Com esta medida o Estado espera poupar XXXX milhões por mês. 

Neste mesmo dia, após contas revistas, o Parlamento vai eliminar custos em mais XXXX milhões por ano, cortando nas despesas a,b,c, que são situações perfeitamente dispensáveis, e vai reduzir custos em todas as outras com um melhor racionamento dos meios, o que, segundo cálculos avançados pelo estudo feito, poderá fazer uma poupança de xx milhões de euros por ano. 

O que, somando as duas situações, teremos uma poupança de XXX Milhões por ano.

Também a partir desta data, todos os automóveis oficiais topos de gama, com valores acima de 20.000 Euros, serão postos à venda em leilão, para serem substituídos por apenas alguns imprescindíveis de modelos e marcas muito mais económicos, que não poderão custar mais do que 20.000 Euros cada e só em casos muito especiais. 

Com esta medida espera-se poupar mais xx milhões por mês em gasolina, em motoristas, em manutenção, seguros, etc.. 

Em todos os organismos do Estado, a começar pelo Governo e Presidência da República, passando pelo Parlamento e não esquecendo as autarquias, o Presidente, Ministros, todos os Deputados, Assessores, Secretários, Secretários Adjuntos, Chefes de Gabinetes dos Secretários de Estado,  Vereadores, Presidentes de Câmaras, funcionários superiores, Chefes de repartições, Chefes de Divisões, Directores Gerais, Administradores executivos, Delegados e não só, passarão a ter para os seus gastos, apenas e só o vencimento previsto no contrato de trabalho para a profissão e o cargo inerentes, acabando todos os subsídios, ajudas de custo e outras benesses até à data atribuídas, além do vencimento previsto, em função do cargo que desempenham, sendo que, esse mesmo vencimento, sofrerá durante um período indeterminado, pelo menos até terminar a intervenção da Troika, uma redução de 30%.  

O Estado com esta medida espera poupar mais xxx milhões de euros por ano. 

Com estas medidas não serão necessárias mais medidas de austeridade, poder-se-à disponibilizar dinheiro para a economia, os salários dos trabalhadores não serão mais reduzidos, pelo contrário, vai ser já reposto o poder de compra no principio do próximo ano com um aumento de xxx no salário mínimo e de xxx nas pensões dos reformados. Com esta medida o Governo espera que a retoma do mercado interno se revitalize e comece a ser capaz de aumentar o nº de postos de trabalho e/ou, parar com o aumento dos despedimentos já no próximo ano, invertendo a escalada do desemprego e das falências das empresas. 

Pois, eu sei, estou a sonhar e se calhar até poderei ser chamado de louco. Mas, em todo o caso, queria ver onde anda o HOMEM ou MULHER capaz de cumprir, porque, prometer é fácil, e já houve quem o tenha feito.

domingo, 9 de setembro de 2012


EM HORA DE REFLEXÃO

Não vou querer comparar os nossos actuais e anteriores governantes com Stalin, Hitler, Idi Amin, Mao-Tsé-Tung, Kadafi, Saddam Hussein, entre outros loucos assassinos que este complicado Mundo tem produzido ao longo dos tempos, para que eu ache que possam merecer todos os nomes com os quais, muitos de nós, os temos vindo a brindar. Até de loucos assassinos já li de alguém que, dessa forma exagerada, se referiu sobre os nossos governantes.

E, embora ache que, tal pessoa, tem razão quando diz que os nossos governantes, ao longo das décadas, foram destruindo o nosso País, acabando com as pequenas e médias empresas num sucessivo rol de erros crassos, produto da falta de visão, que acabaram por originar o desemprego sempre em aumento, apenas poderei dizer que, no meu entender, o fracasso em que resultaram as sucessivas governações pós 25 de Abril, se deveu a que, normalmente, e a partir de determinada altura, com mais notoriedade, essas mesmas governações estiveram entregues, nos mais variados âmbitos da governação de um País, como o nosso, a incompetentes, vaidosos, egoístas, a amigos por serem apenas amigos, a licenciados por apenas serem licenciados, a advogados que, na generalidade, de outra coisa nada percebem, a filhos de boas famílias sem experiência nenhuma de vida, a lambe-botas da política e não só, a carreiristas vindos das juventudes partidárias que nada percebem e que ainda, em grande parte dos casos, nem sequer saíram debaixo das saias das mães, ou nem largaram as calças dos pais, não percebendo, também eles, nada desta vida.

Enfim, estivemos entregues a todo um rol de gente sem interesse nenhum para o bom funcionamento das instituições, sem contar com uns traidores pelo caminho e uns vendidos a todos os interesses e mais alguns, excepto os do próprio País, mais uns quantos mafiosos corruptos que formaram quadrilhas ao longo dos anos para defenderem os seus próprios interesses, sendo que, estes, formam um grupo bem mais perigoso que o anterior mas que, ainda assim, não consigo comparar (talvez eu esteja a ser demasiado ingénuo) com outros referidos ao início, de forma a poder apelidá-los, como disse já ter lido, de loucos assassinos.

Obviamente, perante esse assalto ao poder, executado durante décadas, cada vez foi sobrando menos espaço, até que acabou mesmo por não sobrar espaço nem lugar, para os verdadeiros Homens e Mulheres, honestos, competentes, patriotas, etc., ainda que estes e estas, não fossem licenciados, filhos de boas famílias, lambe-botas e carreiristas das juventudes partidárias, o que, perante a existência de governantes, na sua maioria pertencentes ao primeiro grupo, o dos incompetentes e afins, meninos da mamã, etc.,, o segundo grupo, bem mais perigoso, o dos mafiosos, traidores e afins, aproveitando-se do momento e do espaço vazio, criado pela falta de Homens e Mulheres competentes, patriotas, desligados do poder do dinheiro para poderem ser comprados por outros interesses que não os do País, e de outros atributos necessários para uma boa governação, foram ocupando a pouco e pouco, o espaço possível a todos os níveis do Estado, corrompendo aqui, ali e acolá, comprando poder num sítio e noutro, afastando quem podia fazer sombra aos seus desígnios e entrando nos partidos, a partir dos quais se ia tornando mais fácil concretizar os seus intentos, aproveitando os mesmos, os partidos, para se catapultarem na vida política, acabando por afastar os poucos honestos, competentes e patriotas que ainda pudessem haver.

Essa situação, ao longo dos tempos, levou a que cada vez mais, as pessoas honestas se fossem afastando da política, ao ponto de termos nas eleições, um sinal claro disso mesmo, uma cada vez maior abstenção, sem contar que, nos dias de hoje, o respeito pela política e pelos políticos, está num nível que nunca pensei poder ver, o que ajuda também, a quem tenha um pouco de vergonha na cara, que não goste de ser injustiçado e acusado do que quer que seja sem culpa nenhuma, que preze o seu bom nome, a se afastar.

Nisso a nossa imprensa sido uma ajuda fundamental, quando acusa sem provas, deixando a justiça cair na rua, enlameando o nome de quem quer que seja, fazendo precisamente o jogo dos que pertencem ao segundo grupo.

Mas, como sempre ouvi dizer que o mal só vence quando os bons nada fazem, está na hora de todos os que se acham e se consideram gente honesta, anticorrupção, patriotas, que não se deixam comprar pelo poder do dinheiro e que estão verdadeiramente interessados em que isto acabe bem, em que este País tenha uma solução viável para os nossos filhos e netos, como dizia, está na hora de dar um passo em frente, e lutar pelos ideais que defende, em vez de ficar apenas chamando nomes aos nossos governantes e criticar apenas pela critica.

O País precisa de todos os que podem fazer alguma coisa por ele, os nossos filhos esperam que sejamos nós a resolver o que deixamos estragar, e os nossos netos querem ter um futuro promissor que, neste momento, não vejo que possam ter.

Alguém disse: “O Mundo não é uma herança deixada pelos nosso pais, é um empréstimo feito pelos nossos filhos”.

Na óptica desse pensamento, com o qual concordo, não vamos continuar a esbanjar o que os nossos pais deixaram, coisa que já fizemos bem demais. Vamos, neste momento, e já estamos atrasados, começar a gerir bem o empréstimo que os nossos filhos nos fizeram. Eles merecem, o País merece e todos os que virão no futuro precisam que, agora, neste momento, seja feita alguma coisa por eles.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Correcção sobre a notícia relativa ao 
Vereador Hugo Martins da C.M.O.

Afinal, desta vez, segundo notícia ouvida esta manhã, o senhor seguia no seu carro particular. Do mal o menos, como se costuma dizer, mas ainda assim, segundo parece, ficam várias questões nada próprias de quem ocupa um cargo público, assim como, de quem é presidente local da Concelhia de um Partido como o PS, tais como: não ter respeitado um sinal stop, tendo provocado um acidente, ter-se recusado a fazer o teste de álcool e, com se o restante já não fosse suficiente, agressão a um agente da autoridade. A serem confirmadas estas atitudes, mantenho o que já disse, ainda que a justiça possa vir a ser benevolente, se este senhor tiver vergonha na cara, demite-se, e quanto mais depressa melhor. Na minha opinião, este tipo de exemplos não são aceitáveis e não podemos tolerar estas atitudes vindas de quem se propõe nos governar, quer seja numa autarquia ou no governo central, sendo que estamos perante uma reincidência.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012


Acerca do Vereador Hugo Martins

Sem querer deixar de ser solidário com quem precisa e, neste caso, com alguém que, num momento menos feliz, não se portou bem, quero deixar a minha opinião sobre a situação. Em primeiro lugar, segundo parece, já não é a primeira vez que acontece uma acusação de agressão a agentes da autoridade por parte deste vereador. Em segundo lugar, também parece que, das duas vezes que os eventos menos felizes se deram, ele se fazia transportar num veículo automóvel da autarquia, ou seja, carro de serviço. Em terceiro lugar, a igual que outros, porque ocupa um lugar público, tem por obrigação de dar o exemplo, o que me parece que, pelas notícias que se sabem, não foi, não é e nunca poderá ser, o melhor exemplo. Por fim, pela idade que tem, já tinha idade para ter juízo, uma vez que já não é nenhuma criança, ou, por assim dizer, já não tem idade para se comportar como um adolescente irascível e mal criado. Perante esta minha análise dos factos noticiados, antes e o mais recente, espero que seja castigado de forma a servir de exemplo para quem, ocupando cargos públicos, não julgue, ou continue julgando que tudo podem fazer e que se podem comportar da maneira que lhes apetece, mesmo que essa maneira seja dar o pior exemplo á sociedade em geral. Por outro lado, se aos GNR de Amarante, o Ministério Público recorreu da sentença que os tinha deixado ilesos quanto à acusação de peculato, pelo uso de um veículo de serviço para irem às compras, espero que, neste caso…. Bom, quero ver o que o Ministério Público vai fazer, quanto ao uso do veículo de serviço para outros fins que não os que deveria. Já sem contar com, a provar-se, a alegada agressão a agentes da autoridade. Aguardemos pelo desenvolvimento do caso, para tirar as ilações devidas. Em todo o caso, mesmo que a justiça venha a ser benevolente, quanto a mim, deveria demitir-se e já. Isto se tiver um pingo de vergonha na cara. Não tendo, vai fazer tudo por tudo para continuar agarrado ao lugar, como se a sua vida disso dependesse.

domingo, 2 de setembro de 2012




A propósito da privatização 
ou da concessão da RTP 
ou de outra empresa qualquer 
do Estado.





Como disse há pouco tempo a Ministra da Justiça, e eu estou de acordo, ainda está por provar que o sector privado administra e gere melhor que o sector público. O que acontece, e digo eu, é que no sector privado, ainda que com algumas limitações, se somos confrontados com um incompetente nas nossas empresas, despedimo-lo, enquanto que, no Estado, ao longo dos anos foram ficando, e onde o despedimento, acaba sempre por ser um grande entrave. Sem contar que, na generalidade, nesse mesmo Estado dos dias de hoje, ainda há a filosofia de que as coisas não são para se fazer, são para se ir fazendo. E eu sei do que falo porque, por alguns meses, fui funcionário do Estado, tendo-me despedido por não querer pactuar com essa filosofia, mas muitos dos que nessa altura eram funcionários do Estado, ainda o são, portanto.... Agora o que me parece é que, como em muitas coisas, ainda andamos num processo do 8 ou 80, embora se saiba que no meio é que está a virtude. Quer dizer, depois do 25 de Abril, roubou-se tudo e todos com as nacionalizações indiscriminadas, promovidas pelos camaradas comunistas, invejosos daquilo que era dos outros, à laia do que foi feito em certos países africanos, relativamente com os colonos brancos e com aquilo que era deles, ou ainda à semelhança do que foi feito na Revolução Francesa, uns séculos antes, ou ainda na Revolução dos sovietes de 1917, acabando por se ter destruído o tecido industrial, e não só, do País, ao longo dos anos, e foi o 80. Agora estamos no 8, quer dizer, nada do Estado, tudo privatizado, ainda que tenhamos andado a investir durante anos numa determinada empresa, ainda que uma empresa possa ser rentável, se bem gerida, ou até seja mesmo rentável, o que interessa é privatizar tudo. O que me dá a ideia é que se andou anos e a anos a deixarem-se mal gerir certas empresas, colocando nas administrações delas as pessoas indicadas para que os resultados fossem esses mesmos, prejuízos atrás de prejuízos, ainda que com ordenados fabulosos, para que, com os anos, a sociedade, todos nós, ou pelo menos a maioria, pudesse acabar por estar favorável à concretização de uma política ideológica que se centra na privatização de tudo a todo o custo, da mesma forma que a opinião popular foi orientada, por lavagem cerebral ideológica, para o roubo efectuado pelas nacionalizações de tudo e de mais alguma coisa, pós 25 de Abril. Portanto, na minha opinião, o problema não é se devemos ou não privatizar ou concessionar a RTP, mas sim se o Estado deve ou não ter mão em sectores que poderão ser considerados estratégicos para o País, como a electricidade, os combustíveis, as comunicações e, porque não, a informação. Todas estas coisas nas mãos de privados e apenas de privados, e ainda por cima estrangeiros, não me dá tranquilidade nenhuma, enquanto português nascido neste território à beira mar plantado. Poderá já não constituir problema nenhum para outros que, provavelmente, ainda que nascidos portugueses, não estejam preocupados com a Nação e com o País, ou que estejam vendidos a outros interesses que não os de Portugal e os do seu povo.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012


Acerca do código do trabalho, lembrei-me de uma história:

Há muitos anos, quando esse traidor do Mário Soares nos levou à intervenção do FMI, criei um empresa que chegou a ter 100 funcionários. Essa empresa foi criada do nada, sem contar com empréstimos nem com apoios Estatais. Foi começada apenas com as parcas e escassas possibilidades que eu tinha, juntamente com o meu sócio à época. Anos mais tarde, depois de muito esforço e trabalho, correndo os riscos próprios de quem quer fazer alguma coisa, a empresa funcionava em velocidade de cruzeiro, completamente organizada e com objectivos bem definidos, relativamente ao caminho que pretendia seguir quanto ao seu futuro. Nessa época, um antigo vizinho e amigo de infância, vem a minha casa para interceder por uma pessoa das suas amizades, procurando que eu ajudasse a resolver a difícil e aflitiva situação que essa pessoa amiga vivia, criada pelo desemprego, fazendo o favor de a empregar na minha empresa. Imediatamente me dispus a ajudar, uma vez que sempre gostei de ajudar quem quer trabalhar e, sem mais questões, do tipo religião, raça ou política, pedi que a pessoa se deslocasse aos meus escritórios para entrevista. A entrevista foi feita por mim, e apenas me preocupei em saber, em que é que a dita pessoa podia ajudar na empresa, para saber em que departamento ou secção a podia inserir, e quais as expectativas relativamente ao vencimento, para saber se a podia contratar, assim como, quais as suas necessidades mais emergentes, para saber em que é que a empresa a podia ajudar. Acordados todos os itens necessários e contratada a dita pessoa, a mesma pôs-se, no dia seguinte, a trabalhar inserida numa secção, onde a chefe era uma prima da minha mãe, que tinha ido para a empresa logo nos primeiros meses de existência da mesma. Uns dias depois, uma pessoa da minha confiança, o marido dessa prima, que também estava comigo quase desde o início da empresa, vem ao meu escritório e faz-me a seguinte pergunta: "Oh Armindo, tu sabes quem é que meteste cá dentro"? Admirado por tal pergunta procuro saber a razão da mesma, ao que me respondeu: "Parece-me que terás que estar atento à pessoa que admitiste há poucos dias". Assim fiz, passei a estar atento e acabei por verificar que, a tal pessoa que eu tinha pretendido ajudar colocando-a dentro da minha empresa, e tentando prestar-lhe toda a ajuda urgente, como dinheiro adiantado e compra de passe social, apesar de, na altura, não estar propriamente a precisar urgentemente de mais funcionários, passava o tempo a instigar o restante pessoal a fazer greve, para protestar contra tudo e mais alguma coisa, a começar pelo vencimento que ela própria tinha acordado comigo e que estava acima, embora pouco, do determinado pela lei. Imediatamente dei ordem à secção da contabilidade para fazerem as contas e emitirem o cheque assim como ao departamento de pessoal para fazerem a carta de despedimento e, sem mais conversas, inclusive, sem falar com o advogado da firma, mandei a pessoa embora. Por acaso ainda não tinham passado os fatídicos 15 dias de experiência, o que era notoriamente muito pouco, em que se podia despedir sem mais problemas, mas se eu não tivesse sido avisado a tempo e horas, ou não tivesse prestado a devida atenção ao aviso feito, o tempo passaria e depois já seria uma carga de trabalhos para a despedir, inclusivamente no que se refere a indemnizações e até talvez a ter que ir responder ao tribunal do trabalho. Quer dizer, na minha casa não posso ter apenas quem eu quero e, para não a ter, ainda iria ter que lhe dar dinheiro, ganho com o meu esforço e o de todos os outros que lá trabalhavam. Isso é que era bom. Claro que sei que há patrões/empresários que não merecem qualquer tipo de consideração, que são exploradores e oportunistas aproveitando o problema da falta de emprego para tirarem vantagem dos seus funcionários, mas convenhamos, também há muita gente que se diz trabalhadora, que diz que quer trabalhar, e o que quer é um vencimento ao final do mês e a empresa, o patrão/empresário e até os próprios colegas que se lixem. Contrabalançar os interesses destas duas posições, o de quem quer trabalhar, ou diz que quer, e o do patrão/empresário, ou que se diz ser, é que é um verdadeiro problema de difícil resolução e que, quanto a mim, por muitas reuniões e acordos conseguidos, não vão evitar os conflitos laborais do dia a dia de uma empresa e/ou de um trabalhador. Uma das formas mais fáceis para resolver essas situações é, precisamente, a existência de uma maior oferta do emprego e, para isso, o patronato tem que ter um pouco de liberdade e de tempo para poder decidir quem quer ter dentro de sua "casa", senão, com medo, prefere não arriscar a admitir uma determinada pessoa, que até poderia vir a ser um bom elemento e que, também ela, poderia resolver o seu problema financeiro/profissional começando a trabalhar e a ganhar um ordenado. Para terminar esta história, apenas quero referir que, este episódio, me custou uma zanga imediata no mesmo dia à noite, dentro de minha casa, com o meu amigo, que me foi pedir explicações por a ter despedido e, durante anos, deixá-mo-nos de falar, sendo que, a amizade que existia, nunca mais foi a mesma. 
Armindo Cardoso

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Política económico/financeira de Esquerda 


Os ditos partidos e políticos de esquerda, na generalidade, reclamam mais endividamento do Estado. Achando serem os únicos preocupados com o problema social causado pelo desemprego, reclamam mais endividamento para criar os postos de trabalho que faltam, afirmando que o Estado deve ser o promotor de obras públicas para as quais não existe dinheiro; dizem que se preocupam com o estado da nossa saúde, por isso, acham que tem que haver mais investimento nesse sector, gastando o Estado o que não tem e, em geral, advogam mais gastos em todos os sectores como os transportes, etc., etc., afirmando que é um dever do Estado e que é a única forma de sairmos do estado actual em que nos encontramos. Logo, como não se consegue tanto dinheiro para isso, lá vamos pedindo mais empréstimos e, com isso, lá vamos pagando mais juros o que faz com que, cada vez mais, os impostos tenham que aumentar, entrando numa espiral perigosa, muito perigosa mesmo. Portanto, na minha opinião, está errado, não é por aí. O que esses senhores e seus correlegionários, que tanto atacam o capitalismo selvagem e o sistema financeiro que o suporta não entendem, é que estão precisamente a fazer o jogo desse mesmo sistema financeiro, e do seu "protegido" capitalismo selvagem. O actual Presidente da República Francesa, se seguir nesta senda do que os senhores, ditos de esquerda, advogam, prevejo em pouco tempo, a França a vergar-se perante o sistema financeiro como outros já o fizeram. O sistema financeiro, dominado pelos U.S.A. e seus amigos/parceiros, não querem outra moeda a dominar o comércio Mundial que não seja o Dollar, por isso há que acabar com o Euro. Por outro lado uma Europa junta e unida, também não é útil aos desígnios do capital, se esta - a Europa - não se vergar à sua - do sistema financeiro -vontade. Não tenham os verdadeiros políticos, patriotas e Europeístas, coragem, juízo e não abram bem os olhos, que o nosso futuro será o caminho para uma nova escravidão ou, provavelmente, um retrocesso a uma escravidão à laia do século 19, do tempo da "explosão" industrial. Só não vê isso quem anda distraído ou já está vendido ao poder do sistema financeiro e do seu dinheiro, ou, em alternativa, tem medo de ser mandado assassinar pelos senhores do dinheiro.
Abram os olhos e deixem-se de políticas de esquerdas e de direitas. Aqui só queremos uma política, a nossa, a de Portugal e de seu povo, e, já agora, a da Europa e do seu povo também. E para isso só podemos ter políticas que defendam os interesses dos Estados e que não defendam os interesses do capital e dos capitalistas selvagens, assim como não defendam o sistema financeiro comandado pelos interesses das grandes indústrias e empresas intercontinentais americanas com capitais e sócios chineses. Para finalizar, tenho que dizer que os ditos neo-liberais, a igual que os ditos esquerditas, também não estão a vêr bem a questão, neste caso com a ideia de tudo privatizarem e de tudo entregarem ao poder do sector privado, comandado precisamente pelo tal poder financeiro. As empresas não têm que dar prejuízo só porque estão no sector do Estado e também não vejo qualquer interesse futuro para o nosso País, que se entreguem empresas rentáveis aos "abutres" do vale tudo, porque estes, rapidamente, ficam cegos pelo brilho do vil metal. Expliquem-me qual foi, ou qual será a vantagem de, por exemplo, ter-se vendido parte da Galp ao sector privado? Principalmente recebendo dinheiro roubado a um povo esmifrado pela ditadura de quem se tem servido do poder para se enriquecer a si próprio e à sua família. É que, assim, apenas estamos a contribuir para a existência de falsos políticos e verdadeiros ladrões, que vão enriquecendo à custa dos seus povos e dos recursos naturais dos países que juram defender.

domingo, 27 de maio de 2012


Comportamentos e atitudes




Eu não estou convencido de que todas as medidas de austeridade que nos são impostas sejam necessárias para resolver o nosso problema; não estou convencido de que seja com brutais aumentos de impostos e constantes, pelo menos é o que se tem verificado ao longo dos anos, os impostos sempre em aumento, que o nosso País possa ter um futuro melhor; eu não estou convencido de que penhorar os bens das famílias e das empresas por tudo e por nada, ajude a resolver o que quer que seja, que beneficie o País e o povo em geral; eu não estou convencido de muitas outras coisas sobre as quais tenho falado e escrito, dando a minha opinião e alternativas, mas também não estou convencido de que a forma que muitos escolhem para criticar, quer o Governo na generalidade, quer os seus elementos, mostrando simplesmente uma grande falta de respeito, nos leve a algum lado, especialmente porque, a grande maioria que assim procede, não deixa ideias nenhumas nem alternativas razoáveis e credíveis. Posso me sentir revoltado e indignado, posso achar que estão errados os que nos governam, mas evitarei ofendê-los na sua dignidade e procurarei desviar-me de comportamentos que me possam identificar como mais um, dos muitos que por aí há, que parece nunca terem tido um pingo sequer de educação, daquela educação que habitualmente se chama de berço. Mas paciência de facto tem limites e se me "estala o verniz", ou se fôr suficientemente provocado, também poderei, como pode acontecer com qualquer Ser Humano, perder a noção das boas regras de comportamento. Espero não chegar a esse estado existencial, porque, se lá chegar, será mau sinal e será naturalmente óbvio, sem qualquer sobra de dúvida nenhuma, que estes políticos e suas políticas nos levaram a uma maior desgraça, pelo que poderei estar em "ponto de rebuçado", para defender os meus interesses, os da minha família, os do meu País e os do seu povo em geral, com todos os meios ao meu alcance, mesmo que outro remédio não haja, senão a violência. É que, por vezes, apenas a linguagem da violência é compreendida por quem, no seu egoísmo, fanatismo, ganância desmedida, maldade diabólica, etc., nos provoca uma vida de "inferno".

quarta-feira, 9 de maio de 2012

A moda da futurologia. 

Diariamente, vou ouvindo certos "iluminados" tecerem previsões sobre a evolução da economia, do desemprego e sobre outros temas que, no contexto do futuro, são, já por si mesmas, imprevisíveis, dadas as circunstâncias que temos vivido nos últimos anos. E são imprevisíveis no que concerne á precisão que querem dar á questão numérica das percentagens relatadas, como se de alguma ciência exacta se tratasse. Não é, por isso, fora do habitual, virem depois, a terreiro, alterar, rectificar, etc., os números anteriormente apresentados. Claro que há coisas que são previsíveis, mas previsíveis se olharmos ao passado e á experiência que se pode aprender com a história, com a qual se pode ainda aprender alguma coisa. E o que o passado e a história me podem dizer, de forma a permitir-me prever alguma coisa, é que, a continuarmos nesta política económica, fiscal, etc., o desemprego vai aumentar, a recessão vai aumentar, a economia vai fragilizar-se, o poder de compra vai diminuir, as falências vão aumentar, as empresas vão deslocar-se mais rapidamente para outras paragens e os nossos jovens vão cada vez mais rumar para o estrangeiro. Quanto a números, a única certeza que tenho, é que 2+2=4 e, apesar de todas as engenharias financeiras que me queiram meter na cabeça, não vão modificar isso, ainda que, por piada, se diga que 2 e 2 são 22. É que, apesar da matemática ser considerada uma ciência exacta, a futurologia não o é. Daí que, se querer prevêr números exactos, percentualmente falando, para o desemprego, para o crescimento económico ou outros do género, só podem dar erro. Por isso, seria mais razoável, perderem tempo com aquilo que é possível prever, ou seja, o aumento do desemprego, seja ele qual fôr, a diminuição do poder de compra, que não é difícil de prever, a derrocada da nossa economia, que há muito se verifica e, com isso, encontrarem meios credíveis e aplicáveis para inverter essa mesma previsão. Bom, já que estes "iluminados" gostam tanto da futurologia, sempre podiam contratar, como consultor/a, um/a qualquer conhecido/a profissional do ramo, por exemplo, a Maia. Podia ser que assim, sempre houvesse alguma possibilidade de acertarem, uma vez que fosse.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

 Sobre o acôrdo 
Sporting / Odivelas F. C.



Sem estar a querer dizer mal por dizer mal, e independentemente se, realmente, o acôrdo beneficia mais ou menos os Odivelenses, o O.F.C, as camadas de jovens desportistas, se é mais ou menos prejudicial, ou se há mais ou menos questões jurídicas que possam ser levantadas com prejuízos que, neste momento, não são quantificáveis, a minha pergunta centra-se no seguinte: 


Sabendo qualquer pessoa, minimamente informada, que a disponibilidade financeira da maioria dos clubes é pouca e, nalguns casos, nenhuma, sabendo que a maioria dos clubes se debatem com grandes dificuldades de liquidez e com cash flow de meter dó, muitos deles vivendo com apoios vários externos aos seus próprios meios de auto-financiamento e, sendo o Sporting um clube que se insere nesse grupo de clubes com dificuldades financeiras, falta de liquidez, baixo cash-flow e dificuldades de auto-financiamento, como é que se pode fazer um qualquer tipo de acôrdo em que estão previstos investimentos de vários milhões de euros? É, no mínimo, arriscado. 


Mas como já sabemos que quem paga os erros dos políticos nunca são eles, é sempre o povo, óbviamente que que se der problema, alguém vai cá estar, num futuro qualquer, para pagar, menos os que cometeram o erro. 
Esse é sempre o nosso drama de cidadãos, que elegemos os políticos para defenderem os interesses da nossa terra, país ou região. 


Em todo o caso, espero que me engane, pois não desejo mal a ninguém, mas que o bom senso aconselhava a não avançar com o dito acôrdo, lá isso é verdade. 
Geralmente eu pago do meu bolso os erros que cometo, e sempre paguei os erros que cometi e, pior que isso, sou obrigado a pagar os erros cometidos por outros, e será talvez por toda essa experiência passada, que eu acabe por ter uma sensibilidade muito diferente quanto à existência de uma qualquer possibilidade de serem cometidos erros. E este é um desses casos.

quarta-feira, 25 de abril de 2012



Em tempo de comemorações.






Hoje comemora-se a revolução dos cravos levada a cabo de 24 para 25 de Abril de 74. Passaram várias décadas, e não querendo comparar o que não é comparável, ou seja, uma vivência numa qualquer ditadura, ainda que a nossa não fosse pior nem comparável com a de Hitler, ou a do Pinochet, ou a de Mao Tsé Tung, ou a de Stalin, entre outras, e uma Democracia, ainda que a nossa não tenha chegado ao estado da Americana, que, na minha opinião, não é exemplo para nenhuma Democracia, fico-me apenas por comparar o que é comparável. E nesse contexto permito-me comparar as seguintes situações:

1 - Segurança Interna - No tempo antes do 25 de Abril e apesar da guerra Colonial, vivia-se com maior segurança pessoal e não era raro poder-se andar nas ruas até altas horas sem medo de se ser assaltado, era raro ouvir-se falar de assaltos ao comércio. Hoje vive-se numa ditadura de medo e o comércio em geral quase todos os dias contam com assaltos muitos deles violentos.

2 - Educação - Antes do 25 de Abril respeitavam-se as pessoas mais velhas, os pais, os professores, as autoridades, o País, a nossa história, a religião católica. Os jovens eram mais bem preparados com conhecimentos gerais. e não só. para enfrentarem uma vida profissional. Hoje vive-se num facilitismo e laxismo geral quanto à disciplina e quanto a conhecimentos dos estudantes tendo-se confundido liberdade com libertinagem.

3 - Obras Públicas - Foram várias a que foram feitas e não as vou mencionar, mas foram muitas e nem por isso, apesar da guerra, endividámos o País.

4 - Política interna - Se bem que não havia liberdade para todos se poderem expressar, a verdade é que os políticos antes do 25 de Abril, que eu saiba, não enriqueciam ao passar, quer pelo Parlamento, quer pelo Governo, nomeadamente Salazar, depois de tantos anos no poder, morreu sem fortuna própria. Hoje, todos se encheram, uns mais que outros, por apenas terem passado, ou pelo Governo ou pela Assembleia da República.

5 - Política externa - Ainda que antes do 25 de Abril estivéssemos um pouco isolados de grande parte dos países da Europa e nos condenassem na ONU pela guerra do Ultramar, a verdade é que tínhamos uma palavra própria que era ouvida. Hoje andamos a reboque da palavra do outros.

6 - Economia - Antes do 25 de Abril, tínhamos uma moeda forte, uma economia que se expandia e desenvolvia sustentadamente, apesar de se ter saído de uma banca rota deixada pela 1ª República, o Banco de Portugal estava cheio de ouro que sustentava a nossa moeda. Hoje vivemos da caridade da Europa, endividados, endividamento esse que vai durar várias gerações, já não temos moeda própria e o ouro, segundo sei, já quase que não existe, se é que ainda existe algum.

7 - Emprego- Se bem que antes do 25 de Abril, durante muitos anos a imigração era obrigatória para quem não tinha trabalho no nosso país, a verdade é que podíamos escolher ir para as nossas províncias Ultramarinas onde não faltavam oportunidades. Por outro lado, não esquecer que se estava lutando com as consequências provenientes, quer da 1ª República, quer da 2ª Guerra Mundial que, tanto uma como outra, complicou a vida deste nosso povo. Hoje, depois de uns anos de ilusão e de mentiras, os nossos jovens estão a ser obrigados a imigrarem para procurarem meios de subsistência e não podem escolher outra coisa, senão o estrangeiro.

Fico-me por aqui, porque, de comparações que não valem a pena fazer-se, já que, para o passado não se pode ir, já chega. Apenas desejo que se aprenda com os erros do passado, mas parece-me que cada vez se cometem mais. Ou seja não se aprendeu nada. Por outro lado desejo que não se fale só daquilo que era mau antes do 25 de Abril, mas que, a bem da nossa história futura e da verdade, se fale daquilo que foi bom, dentro das limitações a que o País, desgastado pela 1ª República e pela 1ª Guerra Mundial, podia fazer no Estado Novo, que também teve que passar pelas privações provenientes da 2ª Guerra Mundial, sem contar com os problemas ocasionados, ainda que poucos, com a guerra civil Espanhola, e a insurreição nas Províncias Ultramarinas. apoiada pelos países que queriam correr com os portugueses, para que esses territórios entrassem na esfera da sua influência, tirando todos os proventos que daí pudessem retirar. Liberdade sim, libertinagem não. Democracia sim, oportunismos não.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Operação Mercúrio


Caros amigos leitores, cuidado com os excessos de velocidade, anda por aí uma Operação Mercúrio, dizem que feita a nível Europeu, destinada a "sacar" dinheiro aos incautos, com a desculpa da segurança rodoviária. Alguém que me responda se souber: Para quê se ter gasto tanto dinheiro, que fazia falta para outras coisas que não vou agora mencionar, em auto-estradas, ter-se que pagar portagens, permitir-se a venda de carros que andam a muito mais que o limite legal de 120 Km/h, se depois não podemos andar depressa nessas auto-estradas? E a pressa que é uma coisa que esta sociedade, dita moderna, nos incutiu e nos exige, cada vez mais, como forma de competição profissional e como factor de êxito. Essas obras, que nos custaram os olhos da cara, que vão continuar a custar, e vamos ter que pagar, afinal servem para quê? Por mim, serviram para ter enchido e continuar a encher os bolsos de meia dúzia de amigalhaços que frequentam o compadrio do poder político, por assim dizer, e para nos sacarem o dinheiro em coimas e demais questões, além da coima em si, como juros da dívida quando não paga dentro do prazo, tribunais quando não se paga depois dos avisos previstos na lei, e claro, mais custas de tribunal, etc., fazendo de todos, mesmo os que não tenham excedido o limite por hábito, criminosos, entre outras coisas. Foi e é para isso que nos vão obrigar a pagar essas obras? Então se é para se andar mais devagar do que aquilo que muitos carros, que custam fortunas, podem andar nessas auto-estradas, então apenas seria suficiente, terem feito boas estradas normais e arranjado as outras, em conformidade com as necessidades de cada estrada e região. Pelo menos tínhamos evitado o pagamento de portagens e já havia uma razão coerente para o limite de velocidade existir nessas estradas. Como tento sempre ser coerente com os meus pensamentos e não podendo deixar de pedir o mesmo aos outros, neste caso, digo que, se querem ser coerentes com a preocupação da Segurança Rodoviária e reduzir os custos provenientes dos acidentes que, segundo notícias, representam 1,5% do PIB, então proíbam a venda de automóveis que andem a mais de 120 Km./h. Assunto resolvido. Para quem teve a paciência de ler até ao final, o meu agradecimento, o meu bom dia e desejos que tudo vos corra bem. Atenção à velocidade!


Armindo Cardoso

sábado, 14 de abril de 2012




PONTE SALAZAR EM CONSTRUÇÃO


Uma grande obra que não teve derrapagens, que eu saiba não serviu para enriquecer o 1º Ministro ou outros governantes, que não teve como consequência a banca rota do País ou de intervenção de ajuda externa financeira, mas que os pretensos heróis deste País souberam roubar o seu nome para pôr o nome de um evento que nada teve a vêr com esta obra. Como esta obra, muitas mais houveram e que não causaram dívida ao País, apesar de Portugal ter saído de uma banca rota provocada pela 1ª República como exemplo disso são as seguintes: O Instituto Superior Técnico, liceus vários como o de Dª. Filipa de Lencastre - o que deita por terra o argumento de quem diz que no tempo de Salazar não se dava importância à educação e que não haviam escolas, de facto a 1ª República, além de ter deixado o País ainda mais na miséria, nada tinha feito, mas no Estado Novo estava-se a fazer - o Museu de Arte Antiga - o que também deita por terra a acusação de que Salazar não dava importância à arte e à cultura -, a Estrada Marginal Lisboa / Cascais, a Auto-Estrada Lisboa / Linda-a-Pastora que foi o início para a futura Auto-Estrada Lisboa / Cascais - esta acabada deixando a idéia ás gerações actuais de que foi uma obra do regime pós 25 de Abril, foi acabado pós 25 de Abril, mas o projecto era muito anterior, o Estádio Nacional - o que contraria quem afirma que o Estado Novo não dava importância ao desporto -, Bairros Sociais - sim os bairros Sociais não foram invenção do pós 25 de Abril, mas antes do 25 de Abril as casas não eram entregues a todos e mais alguns indiscriminadamente sem rei nem roque e muito menos a estrangeiros -, o Aeroporto Internacional da Portela, Avenidas Novas, vários Hospitais como o Hospital de Santa Maria e tudo isto sem endividar o País, tendo sido a herança da 1ª República para o Estado Novo um País falido. No 25 de Abril a herança recebida do Estado Novo foi o de um País que já conseguia sobreviver pelos seus próprios meios, que conseguia fazer obras sem se endividar, uma moeda forte, soberano, com um vasto território Ultramarino com o qual fazia comércio e para onde iam muitos portugueses em busca de novas oportunidades, um País com uma história que todos estudavam nas escolas, etc.. Agora, qual a herança que esta Democracia, que certos senhores quiseram instaurar derrubando o anterior regime porque estava tudo mal, vai deixar ás gerações vindouras? Eu digo: um País falido, nas mãos de estrangeiros, sem possibilidades de fazer qualquer obra sem apoios financeiros dados por países que, no fundo, sempre desejaram a nossa queda, por inveja claro, um País em que se tem que ir para o estrangeiro para se procurarem novas oportunidades, e sem alternativa, uma vez que já não temos os nossos Estados Ultramarinos, um País sem moeda própria - mas isso é a evolução própria de uma Europa que devia de ser mais unida - um País reduzido á sua mais pequena fatia de território , um País inseguro onde se é assaltado a toda a hora, uma escola que já não transmite bons conhecimentos e valores, um País onde a família se está desintegrando, um País sem rumo, enfim um País que não reconheço.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

O FECHO DA MATERNIDADE ALFREDO DA COSTA

Bom dia, mas gostaria apenas de referir o seguinte, relativamente ao fecho dessa unidade de saúde: Independentemente se ela é, ou não, um ícone arquitectónico da cidade, se é uma unidade de saúde com um bom desempenho profissional, a verdade é que outros houveram que, a seu tempo desapareceram ou deram lugar a novos e mais eficientes edifícios. Quanto ao facto, relativo ao sentimento ligado a quem tem o seu registo de nascimento feito naquela unidade de saúde, e que, por essa razão, pretendem evitar o seu fecho, compreendo perfeitamente, mas ainda assim, os tempos vão dando origem a mudanças. E eu sou um pouco como alguém que disse: "As pessoas têm medo de mudanças, eu tenho medo que nada mude". Algumas dessas mudanças poderão não ser as que mais nos agradam individualmente, ou até mesmo, não agradem a um conjunto de pessoas, mas não é por isso que as coisas se deixam de fazer se, realmente, fôr do interesse comum, na generalidade. Não estando profundamente conhecedor da alternativa proposta ao fecho dessa unidade, e sem saber se há ou não algum interesse relativamente a algum futuro projecto imobiliário, creio que por aí, é que pode estar a grande questão que deve ser equacionada e, já agora, debatida. Que alternativas? São melhores? Beneficiam o conjunto do S.N.S.? Os futuros, quer dizer, as futuras utentes serão mais eficientemente assistidas? O que é que está previsto no futuro para ali ser construído? Quem sai beneficiado? Enfim, que motivos, no geral, são os que movem esta idéia? Quanto ao resto são apenas ruídos de fundo. Já agora, para terminar o meu raciocínio, seguindo a linha de pensamento relacionada com a questão sentimental eu, que nasci em casa, como era muito o hábito naquele tempo, assistido por um médico particular e não sendo eu o proprietário quando da morte do meu pai, sendo a minha madrasta a proprietária naquela época e os herdeiros directos os meus 2 meios- irmãos, também devia ter feito greve e manifestações à porta para evitar a sua venda? Sim, claro que estou a ridicularizar o caso. Porque isso não é o mais importante. Como disse, e repito, é ruído de fundo. Desculpem-me este "testamento", mas custa-me sintetizar em poucas palavras os meus pensamentos.

segunda-feira, 2 de abril de 2012


DESEMPREGO

No programa Opinião Pública da SIC Notícias de hoje, o tema é dedicado ao problema do desemprego. A pergunta vai no sentido de procurar saber o que está a falhar nas políticas para que se tenham os números que se estão a verificar. Mas ainda não sabem? Arre que são burros!!! Não, não pensem que vou voltar a escrever um testamento com a minha opinião. Estou farto, e não só eu, de o fazer. Espero, no entanto, como não percebo nada de "agricultura", que os "iluminados" que nos governam, com canudos que, supostamente, lhes dão maior sapiência nesta matéria, resolvam o problema. Mas, pelo sim pelo não, volto a dar umas pistas.
1 - Baixar impostos sobre o rendimento do trabalho.
2 - Premiar o mérito.
3 - Taxar os produtos importados que possam ser fabricados no nosso País, e que venham provocar concorrência desleal, além dos produtos chamados de luxo.
4 - Aumentar o poder de compra da generalidade da população, para revitalizar o comércio interno.
5 - Apoiar devidamente as PME, quer no acesso ao crédito, quer em questões fiscais.
6 - Apoiar as empresas que tenham possibilidade de exportar.
7 - Diminuir os custos com a energia e combustíveis.
8 - Facilitar as autorizações para início de actividade. (Relativamente a esta, já se adiantou qualquer coisa.)
9 - Agilizar a Justiça na questão de conflitos comerciais. Quer de contratos, quer de dívidas ou outros.
10 - Agilizar a obtenção de autorizações relativas a alvarás diversos.
11 - Não continuar com vencimentos excessivos em empresas com baixos salários na maioria dos seus funcionários e que, ainda por cima, dão prejuízos.
12 - Não penhorar por tudo e por nada empresas e particulares, pondo, com essa actuação, no limiar da pobreza, muitas famílias e condenar ao encerramento de pequenas e micro empresas que, apesar das suas dificuldades, ainda podem evitar um maior aumento do desemprego e de pedidos dos respectivos subsídios.
Algumas das mencionadas seriam necessárias também a nível da restante Europa, mas haverão outras, a par destas, que também são urgentes, nomeadamente no que respeita à segurança, educação, ciência, energias alternativas, etc., mas fico-me por aqui.
Armindo Cardoso
AUMENTOS!!!
ATÉ QUANDO?


A gasolina volta a subir. Temos os combustíveis mais caros da Europa, por outro lado, o ordenado mínimo é dos mais baixos. É a lei das compensações. As gasolineiras estão cada vez mais em dificuldades e, por isso, fecham, obrigando a mais desempregados a irem engrossar as filas do pedido de subsídio de desemprego. Com este novo aumento, as dificuldades de movimentação de mercadorias vai piorar e os custos vão aumentar. Esperam-se novas falências e mais desemprego, na área dos transportes e não só. Pergunto, a quem beneficia mais e novos aumentos dos combustíveis? Não acredito que só beneficie os produtores de petróleo pois, por aquilo que sei, o petróleo não voltou a ter novas subidas, ultimamente, que justifiquem todos os aumentos que estamos a sofrer em Portugal. Ah, já sei, é preciso receber mais dinheiro por via do imposto sobre os produtos petrolíferos. Mas será que ninguém avisou o nosso Ministro das Finanças, que a cada aumento de impostos vai ter mais desemprego? E quanto mais desemprego, maior vão ser os gastos do Estado? E se a recessão se agravar, não vai haver dinheiro cobrado de impostos nenhuns, pela simples razão de que não vai haver ninguém para pagar o que quer que seja? Uns porque foram para o estrangeiro, outros porque faliram e perderam tudo, outros porque deixaram de ter trabalho e de receberem o seu salário, outros porque continuarão a fugir, e agora com mais razão, ao pagamento de impostos, outros porque continuarão no mercado negro, outros ainda porque continuarão a não querem investir em Portugal, escolhendo, para isso, outras paragens e, por fim, o Sr. Ministro ficará com todos aqueles que farão filas à porta da Segurança Social com a mão estendida, à espera que o Estado resolva o problema. Mas será possível que ninguém o tenha avisado disso Sr. Ministro? Será esta a brilhante estratégia para nos afastarmos do fantasma da banca rota? Sinceramente não o creio. Mas isso sou eu, que não percebo nada de "agricultura". Isso de boas estratégias são coisas próprias para os iluminados, do género daqueles que nos têm governado ao longo destes últimos e "maravilhosos" (???) 37 anos.

quinta-feira, 29 de março de 2012


 PERGUNTO EU...

Bom dia. Mais um dia de Sol. Chuva nem vê-la. Agora sim, até eu, que não gosto de chuva, já peço que ela venha, senão..., senão vamos ter um problema grave para resolver. No fundo será só mais um. Já vamos estando habituados. Só não percebo é como os Árabes, lá no País deles, resolvem este tipo de problemas. É claro que sei. O que quero dizer com isso, resume-se numa pergunta: Porque é que aqui, também não se faz o mesmo? Um dia fiz essa pergunta no meio de várias pessoas e houve logo alguém, muito versado nestes assuntos, pelo menos assim parecia, que respondeu de imediato dizendo que era uma solução muito cara, própria para Países com muito dinheiro. Pois, imagino, mas então não fomos nós que gastámos como se fossemos um desses Países? Era só uma questão de termos feito outras escolhas em matéria de investimentos para o futuro e, óbviamente, quanto ao meu ponto de vista, no recurso energético e bem essencial que é a água, não houve investimento adequado. O alerta já há anos que está sendo dado por diversos cientistas, mas, como sempre digo, os diversos Governos não dão muitos ouvidos á ciência e aos resultados das pesquisas feitas. É que há anos que ouço falar que o Sul da Europa caminha para a desertificação, e que vamos ter cada vez mais e maiores períodos de seca. Se é assim, e acredito que o seja, então a água potável para nosso consumo diário, para a agricultura, etc., tornar-se-à imprescindível que não falte. Não teria sido inteligente termos já começado por aprender com os Árabes, e a fazer como eles fazem para resolver esse problema? Pergunto eu, que não percebo nada de "agricultura".

quinta-feira, 22 de março de 2012


Será que aprendemos alguma coisa?

Causas da Grande Depressão 

Com o fim da Primeira Guerra Mundial, os países europeus encontravam-se devastados, com a economia enfraquecida e com forte retração de consumo, que abalou a economia mundial. Os Estados Unidos por sua vez, lucraram com a exportação de alimentos e produtos industrializados aos países aliados no período pós-guerra. Como resultado disso, entre 1918 e 1928 a produção norte-americana cresceu de forma estupenda. A prosperidade econômica gerou o chamado "american way of life" (modo de vida americano). Havia emprego, os preços caíam, a agricultura produzia muito e o consumo era incentivado pela expansão do crédito e pelo parcelamento do pagamento de mercadorias. Porém, a economia europeia posteriormente se restabeleceu e passou a importar cada vez menos dos Estados Unidos. Com a retração do consumo na Europa, as indústrias norte-americanas não tinham mais para quem vender. Havia mais mercadorias que consumidores, ou seja, a oferta era maior que a demanda; consequentemente os preços caíram, a produção diminuiu e logo o desemprego aumentou. A queda dos lucros, a retração geral da produção industrial e a paralisação do comércio resultou na queda das ações da bolsa de valores e mais tarde na quebra da bolsa. Portanto, a crise de 1929 foi uma crise de superprodução.[6] Durante décadas, essa foi a teoria mais aceita para a causa da Grande Depressão, porém, em contrapartida, economistas, historiadores e cientistas políticos tem criado diversas outras teorias para a causa, ou causas, da Grande Depressão, com surpreendente pouco consenso. A Grande Depressão permanece como um dos eventos mais estudados da história da economia mundial. Teorias primárias incluem a quebra da bolsa de valores de 1929, a decisão de Winston Churchill em fazer com que o Reino Unido passasse a usar novamente o padrão-ouro em 1925, que causou massiva deflação ao longo do Império Britânico, o colapso do comércio internacional, a aprovação do Ato da Tarifa Smoot-Hawley, que aumentou os impostos de cerca de 20 mil produtos no país,[7] a política da Reserva Federal dos Estados Unidos da América, e outras influências. Segundo teorias baseadas na economia capitalista concentram-se no relacionamento entre produção, consumo e crédito, estudado pela macroeconomia, e em incentivos e decisões pessoais, estudado pela microeconomia. Estas teorias são feitas para ordenar a sequência dos eventos que causaram eventualmente a implosão do sistema monetário do mundo industrializado e suas relações de comércio. Outras teorias heterodoxas sobre a Grande Depressão foram criadas, e gradualmente estas teorias passaram a ganhar credibilidade. Estas teorias incluem a teoria da atividade de longo ciclo e que a Grande Depressão foi um período na intersecção da crista de diversos longos e concorrentes ciclos. Mais recentemente, uma das teorias mais aceitas entre economistas é que a Grande Depressão não foi causada primariamente pela quebra das bolsas de valores de 1929, alegando que diversos sinais na economia americana, nos meses, e mesmo anos, que precederam à Grande Depressão, já indicavam que esta Depressão já estava a caminho nos Estados Unidos e na Europa. Atualmente, a teoria mais em voga entre os economistas é de Peter Temin. Segundo Temin, a Grande Depressão foi causada por política monetária catastroficamente mal planejada pela Reserva Monetária dos Estados Unidos da América, nos anos que precederam a Grande Depressão. A política de reduzir as reservas monetárias foi uma tentativa de reduzir uma suposta inflação, o que de fato somente agravou o principal problema na economia americana à época, que não era a inflação e sim a deflação.[8] Um outro aspecto que vem sendo apontado como uma das possíveis causas da Grande Depressão nos anos 1930 é o da superprodução, causada pelos grandes ganhos de produtividade industrial, obtidos com os benefícios tecnológicos do taylorismo. Tanto Ford quanto Keynes já vinham há tempos alertando, sem serem ouvidos, que "a aceleração dos ganhos de produtividade provocada pela revolução taylorista levaria a uma gigantesca crise de superprodução se não fosse encontrada uma contrapartida em uma revolução paralela do lado da demanda", que permitisse a redistribuição dos ganhos de produtividade causados pelo taylorismo, de forma que houvesse redistribuição dessa nova renda gerada, para dirigí-la ao consumo. Para os que defendem esta tese a Grande Depressão dos anos 1930 foi causada por uma gigantesca crise de superprodução, naquilo que teria sido uma trágica confirmação daquelas previsões.( Lipietz,1989:30-31)[9] 

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
A propósito de mais esta greve geral

E com uma dívida colossal para pagar, com decisões importantes que têm que ser tomadas urgentemente que nos afectam todos os dias e que nos vão afectar nos próximos anos, por culpa das várias governações de "meninos/as" (para não os chamar de outras coisas piores) que tivemos nas últimas décadas, e sem contar com a cambada de palermas que se sentam no Parlamento, pretensamente ao serviço do povo e do País, mas que não passam de perfeitos verbos de encher e lambe-botas, que há anos andam a comer e a viver que nem lordes à nossa conta e que só perdem tempo em discussões inúteis, sendo eles também culpados desta situação actual, por estarem mais preocupados com as mais valias partidárias que sejam possíveis retirar das suas acções parlamentares, do que com o resto  (felizmente não são todos), como dizia, com tudo isto, preferimos andar entretidos com greves e com a discussão de números de adesões. Está bonito, está. Assim será difícil, para não dizer impossível, sair desta crise e do perigo da banca rota. Parece que se esquecem, ou até nem sabem, que foi numa situação idêntica que, para sairmos de uma iminente banca rota, foi levado a cabo um golpe de Estado a 28 de Maio de 1926 e que mais tarde levou o professor universitário António Salazar a ser Ministro das Finanças e, de seguida, a Presidente do Conselho de Ministros. Foi, há época, a única forma de levantarmos a cabeça. Infelizmente, mostrado que não sabemos viver em Democracia e que essa mesma Democracia, mais uma vez, nos leva a um pedido de ajuda externa e a novo perigo iminente de banca rota, creio ter que pensar que é isso que estamos precisando. Uma ditadura novamente. Embora eu preferisse antes, um Estado Autoritário, que pudesse tomar decisões sem se ter que perder tanto tempo em discussões inúteis no palco do teatro parlamentar, talvez mesmo, dentro do regime Republicano, uma República mais presidencialista, em que o presidente tivesse mais poderes interventivos e executivos. Na hora de eleições o povo escolheria ou não, novo dirigente e líder governamental. Agora, nesta balbúrdia, em que todos querem mandar, em que as minorias se acham com mais direitos que a maioria, em que se discute e discute, mas nada se decide e, quando se decide, se "torpedeiam" as decisões com este tipo de greves, ou outro tipo de manifestações de desagrado com os mesmo efeitos destruidores da nossa economia já por si bastante debilitada, ainda que estas estejam previstas nos nossos direitos e liberdades, acho que já deu para vêr que não vamos a lado nenhum. Ou será que está assim tão difícil de vêr? Em apenas 36 anos, financeiramente recuamos aos anos do golpe de Estado de 1926, em educação estamos bem pior que no tempo dos meus pais, em matéria de segurança, deixámos de ser um país seguro, como sociedade estamos perdendo todos os valores fundamentais que sustentam a própria sociedade em que nos inserimos, o respeito pelo nosso semelhante vê-se como anda no dia-a-dia e até, o que se passa nos estádios de futebol, são um belo exemplo do que falo, o fosso entre pobres e ricos tornou-se maior, com um agravamento de vida para toda a classe média, suporte inequívoco da nossa capacidade "motora" como País no seu conjunto. Ou seja, evoluímos na tecnologia e na ciência mas, no restante, regredimos. Há dúvidas? Para mim não há. Para mim está fácil de vêr em que é que este País e esta sociedade se estão tornando, mas nada posso fazer a não ser escrever ou falar, e continuar a sentir-me desagradado por pensar que me estão a tomar por parvo. Não vou entrar em paranóia extremista e fazer o que qualquer desses indivíduos faz, por exemplo como este de Bordéus e o outro na Dinamarca há algum tempo atrás, ou até incitar á violência, como também já vai sendo hábito vêrmos, e que só demonstra a demência que está a afectar muita gente. Mas que, por vezes, perante certas injustiças e a nossa impossibilidade de alterar as situações, é a vontade que dá, lá isso é.

Armindo Cardoso