terça-feira, 16 de outubro de 2012



E agora é que se queixam?



Alguém geriu mal, não sei bem como, mas permitiram-se uma sucessão sucessiva de asneiras, deixámos que ladrões fossem roubando o Estado em proveito próprio, anos a fio, andámos entretidos, de forma egoísta com a nossa vidinha, muitos de nós, cidadãos, foram dizendo que não queriam saber nada de política, achou-se normal que, mesmo quando haviam fortes indícios de irregularidades, mentiras, enriquecimento em pouco tempo sem justificação, que pendiam sobre certos candidatos nas listas eleitorais, quis-se continuar a votar nos mesmos (Exemplo: Isaltino Morais, entre outros/as), ou, em alternativa, praticou-se a abstenção, voto nulo, voto em branco ( a cama, a praia, a diversão e o passeio eram melhores), achámos natural o empréstimo fácil, mesmo que não se ganhasse o suficiente para se terem certas coisas ( Exemplo: Automóveis novos, e quanto mais caros melhor, férias todos os anos no estrangeiro para depois poder-se mostrar as fotos aos amigos, casas com prestações altas nos melhores bairros porque era mais fino, etc.), e muitos/as que fui conhecendo até se achavam muito espertos por assim procederem, o burro era eu por não querer pedir empréstimos para comprar carros ou casas, etc., (eu ou tinha dinheiro e comprava, ou limitava-me a esperar por ter, trabalhando, honestamente, por isso não sou rico), e claro, não querendo dizer que não mereçamos gastar o que ganhamos, já não vejo que tenha havido o direito de gastar mais do que tínhamos e do que ganhávamos. E foi o que fizemos, não só a nível do País, como a nível pessoal (eu não), mas ninguém se preocupou e até aplaudiu. Foi uma questão de cultura adoptada durante décadas por todos nós, o sonho fácil que nos venderam. Por outro lado, não estivemos muito preocupados enquanto as empresas iam falindo, outras fechavam e iam estabelecer-se, primeiro nos países do leste, depois na China, entre outros lados, os impostos iam aumentando quase todos os anos, a indisciplina nas escolas ia aumentando a níveis nunca vistos, a insegurança foi aumentando sem parecer que preocupasse alguém, a não ser o próprio quando era assaltado, as obras para ganhar votos eram mais que muitas e bem vindas, mas ninguém queria saber como se ia pagar, em contra partida deixámos entrar nos País todo o "gato pingado" sem controlo algum, abrimos as portas a tudo o que era fabricado além fronteiras, mesmo podendo os produtos ser fabricados aqui (até era fino comprar-se lá fora ou comprar o que era estrangeiro, Nova York, Paris, Londres, Rio de Janeiro, Recife, Acapulco, entre outros sítios, eram os ideais para se gastar dinheiro, ah e o Algarve, quando o cinto começou a apertar), quisemos o Euro mas não se fiscalizaram os agentes comerciais na aplicação dos preços, e a inflação disparou, mas também ninguém se importou, foram-se admitindo pessoas na função pública para tentar controlar e mascarar os números do desemprego, também para dar lugar aos "boys", mas sem nos preocupar a competência dos que iam entrando, despedir era coisa de sacrilégio, subir na carreira era uma certeza, bastava andar por lá uns anitos, entre muitas outras coisas que fomos achando natural, ou seja, costuma-se dizer que, depois da casa roubada, trancas à porta e, nessa perspectiva, pergunto eu, e agora é que estamos preocupados porque nos estamos a sentir roubados? Bom, mais vale tarde que nunca, ainda que eu, durante anos, pelo andar da carruagem, já sabia onde isto ia parar, ou como se pode dizer também, já tinha visto qual ia ser o final do filme e, da mesma forma que dantes não pude fazer nada, a não ser falar, agora também não vejo mais solução que ir escrevendo, porque de resto vamos ter que deixar que nos "roubem", ou continuar a que nos "roubem", depende do ponto de vista (por mim, vamos continuar a ser roubados, que nunca deixámos de o ser, andávamos era distraídos), em termos fiscais, porque senão, por muita agitação que queiramos fazer, por muitas greves ainda que previstas nesta Constituição desfasada com a realidade dos tempos, entre outros disparates que sejamos levados a fazer, só vamos contribuir para rapidamente termos uma banca rota, e, nesse caso, antevejo piores situações que este "roubo" a que nos sujeitaram. Mas claro, a quem é que isso importa mesmo? Não sei, mas a mim importa-me, mas isso será por, se calhar, já ter vivido uma guerra colonial e uma civil, em África, e achar que os efeitos imediatos e os colaterais de uma situação dessas, serão bem piores do que aquilo que nos pedem neste "roubo". No entanto, por vezes, perante a inevitabilidade de uma determinada realidade, temos que tomar atitudes, ainda que não sejam as queiramos tomar. Em todo o caso, agora de nada nos serve chorar sobre o leite derramado, ou torcer a orelha para ver se sai sangue, porque ainda que o queiramos fazer, já é tarde. Agora, meus amigos e amigas, estamos nas mãos dos credores e dos especuladores da alta finança, que é o mesmo que dizer, que estamos nas mãos de quem tem o dinheiro. Escolhemos o caminho, ou fomos pondo-nos a jeito, e pronto, foi o que ganhámos. Ou fazemos o que querem, ou de um dia para o outro não vai haver dinheiro para pagar os funcionários públicos, pensionistas, desempregados, entre outros, e eu, que não sou nenhum dos que mencionei, não recebo nada do Estado, não contribuí para esta situação, nunca quis os comunistas, que começaram a estragar o meu País, já faz muitos e muitos anos, era eu ainda um jovem, bom, mas não era nem parvo nem cego, nunca votei PSD nem PS, B.E. muito menos, apesar do que referi, mais uma vez na minha vida, estou e vou, também, ter que sofrer as consequências das asneiras dos outros. Isto é que eu tenho uma sina!!!

segunda-feira, 24 de setembro de 2012



A NOTÍCIA QUE EU CONTINUO À ESPERA DE OUVIR



Ora bem, a notícia que eu queria mesmo ouvir com as alterações a serem feitas para evitar a TSU e mais aumentos de impostos, seria mais ou menos assim: 

O Governo, depois de um ano de estudos e de investigação sobre o que faziam as Fundações e Institutos e qual o interesse tanto de umas como dos outros, encontrando muitos destes organismos sem qualquer interesse para o desenvolvimento do País, decretou a anulação de todo e qualquer apoio pecuniário que actualmente exista por parte do Estado a essas organizações. 

Com esta medida o Estado espera poupar XXXX milhões por mês. 

Neste mesmo dia, após contas revistas, o Parlamento vai eliminar custos em mais XXXX milhões por ano, cortando nas despesas a,b,c, que são situações perfeitamente dispensáveis, e vai reduzir custos em todas as outras com um melhor racionamento dos meios, o que, segundo cálculos avançados pelo estudo feito, poderá fazer uma poupança de xx milhões de euros por ano. 

O que, somando as duas situações, teremos uma poupança de XXX Milhões por ano.

Também a partir desta data, todos os automóveis oficiais topos de gama, com valores acima de 20.000 Euros, serão postos à venda em leilão, para serem substituídos por apenas alguns imprescindíveis de modelos e marcas muito mais económicos, que não poderão custar mais do que 20.000 Euros cada e só em casos muito especiais. 

Com esta medida espera-se poupar mais xx milhões por mês em gasolina, em motoristas, em manutenção, seguros, etc.. 

Em todos os organismos do Estado, a começar pelo Governo e Presidência da República, passando pelo Parlamento e não esquecendo as autarquias, o Presidente, Ministros, todos os Deputados, Assessores, Secretários, Secretários Adjuntos, Chefes de Gabinetes dos Secretários de Estado,  Vereadores, Presidentes de Câmaras, funcionários superiores, Chefes de repartições, Chefes de Divisões, Directores Gerais, Administradores executivos, Delegados e não só, passarão a ter para os seus gastos, apenas e só o vencimento previsto no contrato de trabalho para a profissão e o cargo inerentes, acabando todos os subsídios, ajudas de custo e outras benesses até à data atribuídas, além do vencimento previsto, em função do cargo que desempenham, sendo que, esse mesmo vencimento, sofrerá durante um período indeterminado, pelo menos até terminar a intervenção da Troika, uma redução de 30%.  

O Estado com esta medida espera poupar mais xxx milhões de euros por ano. 

Com estas medidas não serão necessárias mais medidas de austeridade, poder-se-à disponibilizar dinheiro para a economia, os salários dos trabalhadores não serão mais reduzidos, pelo contrário, vai ser já reposto o poder de compra no principio do próximo ano com um aumento de xxx no salário mínimo e de xxx nas pensões dos reformados. Com esta medida o Governo espera que a retoma do mercado interno se revitalize e comece a ser capaz de aumentar o nº de postos de trabalho e/ou, parar com o aumento dos despedimentos já no próximo ano, invertendo a escalada do desemprego e das falências das empresas. 

Pois, eu sei, estou a sonhar e se calhar até poderei ser chamado de louco. Mas, em todo o caso, queria ver onde anda o HOMEM ou MULHER capaz de cumprir, porque, prometer é fácil, e já houve quem o tenha feito.

domingo, 9 de setembro de 2012


EM HORA DE REFLEXÃO

Não vou querer comparar os nossos actuais e anteriores governantes com Stalin, Hitler, Idi Amin, Mao-Tsé-Tung, Kadafi, Saddam Hussein, entre outros loucos assassinos que este complicado Mundo tem produzido ao longo dos tempos, para que eu ache que possam merecer todos os nomes com os quais, muitos de nós, os temos vindo a brindar. Até de loucos assassinos já li de alguém que, dessa forma exagerada, se referiu sobre os nossos governantes.

E, embora ache que, tal pessoa, tem razão quando diz que os nossos governantes, ao longo das décadas, foram destruindo o nosso País, acabando com as pequenas e médias empresas num sucessivo rol de erros crassos, produto da falta de visão, que acabaram por originar o desemprego sempre em aumento, apenas poderei dizer que, no meu entender, o fracasso em que resultaram as sucessivas governações pós 25 de Abril, se deveu a que, normalmente, e a partir de determinada altura, com mais notoriedade, essas mesmas governações estiveram entregues, nos mais variados âmbitos da governação de um País, como o nosso, a incompetentes, vaidosos, egoístas, a amigos por serem apenas amigos, a licenciados por apenas serem licenciados, a advogados que, na generalidade, de outra coisa nada percebem, a filhos de boas famílias sem experiência nenhuma de vida, a lambe-botas da política e não só, a carreiristas vindos das juventudes partidárias que nada percebem e que ainda, em grande parte dos casos, nem sequer saíram debaixo das saias das mães, ou nem largaram as calças dos pais, não percebendo, também eles, nada desta vida.

Enfim, estivemos entregues a todo um rol de gente sem interesse nenhum para o bom funcionamento das instituições, sem contar com uns traidores pelo caminho e uns vendidos a todos os interesses e mais alguns, excepto os do próprio País, mais uns quantos mafiosos corruptos que formaram quadrilhas ao longo dos anos para defenderem os seus próprios interesses, sendo que, estes, formam um grupo bem mais perigoso que o anterior mas que, ainda assim, não consigo comparar (talvez eu esteja a ser demasiado ingénuo) com outros referidos ao início, de forma a poder apelidá-los, como disse já ter lido, de loucos assassinos.

Obviamente, perante esse assalto ao poder, executado durante décadas, cada vez foi sobrando menos espaço, até que acabou mesmo por não sobrar espaço nem lugar, para os verdadeiros Homens e Mulheres, honestos, competentes, patriotas, etc., ainda que estes e estas, não fossem licenciados, filhos de boas famílias, lambe-botas e carreiristas das juventudes partidárias, o que, perante a existência de governantes, na sua maioria pertencentes ao primeiro grupo, o dos incompetentes e afins, meninos da mamã, etc.,, o segundo grupo, bem mais perigoso, o dos mafiosos, traidores e afins, aproveitando-se do momento e do espaço vazio, criado pela falta de Homens e Mulheres competentes, patriotas, desligados do poder do dinheiro para poderem ser comprados por outros interesses que não os do País, e de outros atributos necessários para uma boa governação, foram ocupando a pouco e pouco, o espaço possível a todos os níveis do Estado, corrompendo aqui, ali e acolá, comprando poder num sítio e noutro, afastando quem podia fazer sombra aos seus desígnios e entrando nos partidos, a partir dos quais se ia tornando mais fácil concretizar os seus intentos, aproveitando os mesmos, os partidos, para se catapultarem na vida política, acabando por afastar os poucos honestos, competentes e patriotas que ainda pudessem haver.

Essa situação, ao longo dos tempos, levou a que cada vez mais, as pessoas honestas se fossem afastando da política, ao ponto de termos nas eleições, um sinal claro disso mesmo, uma cada vez maior abstenção, sem contar que, nos dias de hoje, o respeito pela política e pelos políticos, está num nível que nunca pensei poder ver, o que ajuda também, a quem tenha um pouco de vergonha na cara, que não goste de ser injustiçado e acusado do que quer que seja sem culpa nenhuma, que preze o seu bom nome, a se afastar.

Nisso a nossa imprensa sido uma ajuda fundamental, quando acusa sem provas, deixando a justiça cair na rua, enlameando o nome de quem quer que seja, fazendo precisamente o jogo dos que pertencem ao segundo grupo.

Mas, como sempre ouvi dizer que o mal só vence quando os bons nada fazem, está na hora de todos os que se acham e se consideram gente honesta, anticorrupção, patriotas, que não se deixam comprar pelo poder do dinheiro e que estão verdadeiramente interessados em que isto acabe bem, em que este País tenha uma solução viável para os nossos filhos e netos, como dizia, está na hora de dar um passo em frente, e lutar pelos ideais que defende, em vez de ficar apenas chamando nomes aos nossos governantes e criticar apenas pela critica.

O País precisa de todos os que podem fazer alguma coisa por ele, os nossos filhos esperam que sejamos nós a resolver o que deixamos estragar, e os nossos netos querem ter um futuro promissor que, neste momento, não vejo que possam ter.

Alguém disse: “O Mundo não é uma herança deixada pelos nosso pais, é um empréstimo feito pelos nossos filhos”.

Na óptica desse pensamento, com o qual concordo, não vamos continuar a esbanjar o que os nossos pais deixaram, coisa que já fizemos bem demais. Vamos, neste momento, e já estamos atrasados, começar a gerir bem o empréstimo que os nossos filhos nos fizeram. Eles merecem, o País merece e todos os que virão no futuro precisam que, agora, neste momento, seja feita alguma coisa por eles.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Correcção sobre a notícia relativa ao 
Vereador Hugo Martins da C.M.O.

Afinal, desta vez, segundo notícia ouvida esta manhã, o senhor seguia no seu carro particular. Do mal o menos, como se costuma dizer, mas ainda assim, segundo parece, ficam várias questões nada próprias de quem ocupa um cargo público, assim como, de quem é presidente local da Concelhia de um Partido como o PS, tais como: não ter respeitado um sinal stop, tendo provocado um acidente, ter-se recusado a fazer o teste de álcool e, com se o restante já não fosse suficiente, agressão a um agente da autoridade. A serem confirmadas estas atitudes, mantenho o que já disse, ainda que a justiça possa vir a ser benevolente, se este senhor tiver vergonha na cara, demite-se, e quanto mais depressa melhor. Na minha opinião, este tipo de exemplos não são aceitáveis e não podemos tolerar estas atitudes vindas de quem se propõe nos governar, quer seja numa autarquia ou no governo central, sendo que estamos perante uma reincidência.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012


Acerca do Vereador Hugo Martins

Sem querer deixar de ser solidário com quem precisa e, neste caso, com alguém que, num momento menos feliz, não se portou bem, quero deixar a minha opinião sobre a situação. Em primeiro lugar, segundo parece, já não é a primeira vez que acontece uma acusação de agressão a agentes da autoridade por parte deste vereador. Em segundo lugar, também parece que, das duas vezes que os eventos menos felizes se deram, ele se fazia transportar num veículo automóvel da autarquia, ou seja, carro de serviço. Em terceiro lugar, a igual que outros, porque ocupa um lugar público, tem por obrigação de dar o exemplo, o que me parece que, pelas notícias que se sabem, não foi, não é e nunca poderá ser, o melhor exemplo. Por fim, pela idade que tem, já tinha idade para ter juízo, uma vez que já não é nenhuma criança, ou, por assim dizer, já não tem idade para se comportar como um adolescente irascível e mal criado. Perante esta minha análise dos factos noticiados, antes e o mais recente, espero que seja castigado de forma a servir de exemplo para quem, ocupando cargos públicos, não julgue, ou continue julgando que tudo podem fazer e que se podem comportar da maneira que lhes apetece, mesmo que essa maneira seja dar o pior exemplo á sociedade em geral. Por outro lado, se aos GNR de Amarante, o Ministério Público recorreu da sentença que os tinha deixado ilesos quanto à acusação de peculato, pelo uso de um veículo de serviço para irem às compras, espero que, neste caso…. Bom, quero ver o que o Ministério Público vai fazer, quanto ao uso do veículo de serviço para outros fins que não os que deveria. Já sem contar com, a provar-se, a alegada agressão a agentes da autoridade. Aguardemos pelo desenvolvimento do caso, para tirar as ilações devidas. Em todo o caso, mesmo que a justiça venha a ser benevolente, quanto a mim, deveria demitir-se e já. Isto se tiver um pingo de vergonha na cara. Não tendo, vai fazer tudo por tudo para continuar agarrado ao lugar, como se a sua vida disso dependesse.

domingo, 2 de setembro de 2012




A propósito da privatização 
ou da concessão da RTP 
ou de outra empresa qualquer 
do Estado.





Como disse há pouco tempo a Ministra da Justiça, e eu estou de acordo, ainda está por provar que o sector privado administra e gere melhor que o sector público. O que acontece, e digo eu, é que no sector privado, ainda que com algumas limitações, se somos confrontados com um incompetente nas nossas empresas, despedimo-lo, enquanto que, no Estado, ao longo dos anos foram ficando, e onde o despedimento, acaba sempre por ser um grande entrave. Sem contar que, na generalidade, nesse mesmo Estado dos dias de hoje, ainda há a filosofia de que as coisas não são para se fazer, são para se ir fazendo. E eu sei do que falo porque, por alguns meses, fui funcionário do Estado, tendo-me despedido por não querer pactuar com essa filosofia, mas muitos dos que nessa altura eram funcionários do Estado, ainda o são, portanto.... Agora o que me parece é que, como em muitas coisas, ainda andamos num processo do 8 ou 80, embora se saiba que no meio é que está a virtude. Quer dizer, depois do 25 de Abril, roubou-se tudo e todos com as nacionalizações indiscriminadas, promovidas pelos camaradas comunistas, invejosos daquilo que era dos outros, à laia do que foi feito em certos países africanos, relativamente com os colonos brancos e com aquilo que era deles, ou ainda à semelhança do que foi feito na Revolução Francesa, uns séculos antes, ou ainda na Revolução dos sovietes de 1917, acabando por se ter destruído o tecido industrial, e não só, do País, ao longo dos anos, e foi o 80. Agora estamos no 8, quer dizer, nada do Estado, tudo privatizado, ainda que tenhamos andado a investir durante anos numa determinada empresa, ainda que uma empresa possa ser rentável, se bem gerida, ou até seja mesmo rentável, o que interessa é privatizar tudo. O que me dá a ideia é que se andou anos e a anos a deixarem-se mal gerir certas empresas, colocando nas administrações delas as pessoas indicadas para que os resultados fossem esses mesmos, prejuízos atrás de prejuízos, ainda que com ordenados fabulosos, para que, com os anos, a sociedade, todos nós, ou pelo menos a maioria, pudesse acabar por estar favorável à concretização de uma política ideológica que se centra na privatização de tudo a todo o custo, da mesma forma que a opinião popular foi orientada, por lavagem cerebral ideológica, para o roubo efectuado pelas nacionalizações de tudo e de mais alguma coisa, pós 25 de Abril. Portanto, na minha opinião, o problema não é se devemos ou não privatizar ou concessionar a RTP, mas sim se o Estado deve ou não ter mão em sectores que poderão ser considerados estratégicos para o País, como a electricidade, os combustíveis, as comunicações e, porque não, a informação. Todas estas coisas nas mãos de privados e apenas de privados, e ainda por cima estrangeiros, não me dá tranquilidade nenhuma, enquanto português nascido neste território à beira mar plantado. Poderá já não constituir problema nenhum para outros que, provavelmente, ainda que nascidos portugueses, não estejam preocupados com a Nação e com o País, ou que estejam vendidos a outros interesses que não os de Portugal e os do seu povo.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012


Acerca do código do trabalho, lembrei-me de uma história:

Há muitos anos, quando esse traidor do Mário Soares nos levou à intervenção do FMI, criei um empresa que chegou a ter 100 funcionários. Essa empresa foi criada do nada, sem contar com empréstimos nem com apoios Estatais. Foi começada apenas com as parcas e escassas possibilidades que eu tinha, juntamente com o meu sócio à época. Anos mais tarde, depois de muito esforço e trabalho, correndo os riscos próprios de quem quer fazer alguma coisa, a empresa funcionava em velocidade de cruzeiro, completamente organizada e com objectivos bem definidos, relativamente ao caminho que pretendia seguir quanto ao seu futuro. Nessa época, um antigo vizinho e amigo de infância, vem a minha casa para interceder por uma pessoa das suas amizades, procurando que eu ajudasse a resolver a difícil e aflitiva situação que essa pessoa amiga vivia, criada pelo desemprego, fazendo o favor de a empregar na minha empresa. Imediatamente me dispus a ajudar, uma vez que sempre gostei de ajudar quem quer trabalhar e, sem mais questões, do tipo religião, raça ou política, pedi que a pessoa se deslocasse aos meus escritórios para entrevista. A entrevista foi feita por mim, e apenas me preocupei em saber, em que é que a dita pessoa podia ajudar na empresa, para saber em que departamento ou secção a podia inserir, e quais as expectativas relativamente ao vencimento, para saber se a podia contratar, assim como, quais as suas necessidades mais emergentes, para saber em que é que a empresa a podia ajudar. Acordados todos os itens necessários e contratada a dita pessoa, a mesma pôs-se, no dia seguinte, a trabalhar inserida numa secção, onde a chefe era uma prima da minha mãe, que tinha ido para a empresa logo nos primeiros meses de existência da mesma. Uns dias depois, uma pessoa da minha confiança, o marido dessa prima, que também estava comigo quase desde o início da empresa, vem ao meu escritório e faz-me a seguinte pergunta: "Oh Armindo, tu sabes quem é que meteste cá dentro"? Admirado por tal pergunta procuro saber a razão da mesma, ao que me respondeu: "Parece-me que terás que estar atento à pessoa que admitiste há poucos dias". Assim fiz, passei a estar atento e acabei por verificar que, a tal pessoa que eu tinha pretendido ajudar colocando-a dentro da minha empresa, e tentando prestar-lhe toda a ajuda urgente, como dinheiro adiantado e compra de passe social, apesar de, na altura, não estar propriamente a precisar urgentemente de mais funcionários, passava o tempo a instigar o restante pessoal a fazer greve, para protestar contra tudo e mais alguma coisa, a começar pelo vencimento que ela própria tinha acordado comigo e que estava acima, embora pouco, do determinado pela lei. Imediatamente dei ordem à secção da contabilidade para fazerem as contas e emitirem o cheque assim como ao departamento de pessoal para fazerem a carta de despedimento e, sem mais conversas, inclusive, sem falar com o advogado da firma, mandei a pessoa embora. Por acaso ainda não tinham passado os fatídicos 15 dias de experiência, o que era notoriamente muito pouco, em que se podia despedir sem mais problemas, mas se eu não tivesse sido avisado a tempo e horas, ou não tivesse prestado a devida atenção ao aviso feito, o tempo passaria e depois já seria uma carga de trabalhos para a despedir, inclusivamente no que se refere a indemnizações e até talvez a ter que ir responder ao tribunal do trabalho. Quer dizer, na minha casa não posso ter apenas quem eu quero e, para não a ter, ainda iria ter que lhe dar dinheiro, ganho com o meu esforço e o de todos os outros que lá trabalhavam. Isso é que era bom. Claro que sei que há patrões/empresários que não merecem qualquer tipo de consideração, que são exploradores e oportunistas aproveitando o problema da falta de emprego para tirarem vantagem dos seus funcionários, mas convenhamos, também há muita gente que se diz trabalhadora, que diz que quer trabalhar, e o que quer é um vencimento ao final do mês e a empresa, o patrão/empresário e até os próprios colegas que se lixem. Contrabalançar os interesses destas duas posições, o de quem quer trabalhar, ou diz que quer, e o do patrão/empresário, ou que se diz ser, é que é um verdadeiro problema de difícil resolução e que, quanto a mim, por muitas reuniões e acordos conseguidos, não vão evitar os conflitos laborais do dia a dia de uma empresa e/ou de um trabalhador. Uma das formas mais fáceis para resolver essas situações é, precisamente, a existência de uma maior oferta do emprego e, para isso, o patronato tem que ter um pouco de liberdade e de tempo para poder decidir quem quer ter dentro de sua "casa", senão, com medo, prefere não arriscar a admitir uma determinada pessoa, que até poderia vir a ser um bom elemento e que, também ela, poderia resolver o seu problema financeiro/profissional começando a trabalhar e a ganhar um ordenado. Para terminar esta história, apenas quero referir que, este episódio, me custou uma zanga imediata no mesmo dia à noite, dentro de minha casa, com o meu amigo, que me foi pedir explicações por a ter despedido e, durante anos, deixá-mo-nos de falar, sendo que, a amizade que existia, nunca mais foi a mesma. 
Armindo Cardoso