quarta-feira, 5 de junho de 2013

Mais um texto de Xara-Braisil.
Transcrevemos mais um texto de Xara Brasil, o qual foi publicado na Coluna Pode Haver Luz do Diário de Odivelas.

ESTRANHO FRENESIM.

Muito se tem falado, nos bastidores, de candidatos e de nomes de candidatos. Este vai para aqui, aquele vai para ali, este não vai a lado nenhum, aquele está queimado, etc., etc… . Quantas não foram as pessoas que já me fizeram essas perguntas e quantas foram as pessoas que comigo já falaram ou tentaram falar sobre esse assunto, mas curiosamente ninguém me perguntou por projectos, por propostas ou por soluções, também nunca ouvi uma única conversa sobre este assunto.

É muito curioso, pois há muito tempo que colaboro no sentido de encontrar um projecto e um conjunto de propostas que, no mínimo, sejam capazes de devolver alguma esperança ao Concelho e aos Odivelenses, o que não é tarefa fácil, e ao ver todo este frenesim faz-me questionar, uma vez mais, se serei eu que estou errado.

Questiono-me desta forma porque não entendo como é que num Concelho que tem os problemas que todos conhecemos, como o elevado índice de desemprego, a pobreza, a insegurança, etc., etc., ninguém quer saber qual a receita e constacto que a grande preocupação é o aleatório, a composição das listas.

Penso sinceramente que Odivelas merece muito mais, merece que se trabalhe num projecto e em propostas que lhe deem corpo, para que seja possível não só minimizar o sofrimento de muitos, como também reabilitar para o futuro, de forma sustentada, muitas pessoas e muitas famílias.

Com cada pessoa ou instituição com que falo, em todas as reuniões de grupos de trabalho que tenho, ou até, enquanto coloco as ideias no computador, a minha certeza sobre a urgência e a importância de montar um projecto para Odivelas é cada vez mais forte.

Com tudo isto não quero dizer que o nome dos candidatos ou do candidato não é relevante, porque de facto também importa, mas a proporção da atenção dada à escolha do candidato e à elaboração de um projcto está na minha opinião completamente invertida. Não acha?
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Sem deixar de estar de acordo com o exposto por Xara-Brasil, ocorre-me escrever o seguinte:


A questão dos projectos e ideias quer para o País, quer para Odivelas ou outra 
autarquia qualquer, até existem, e já há muito tempo que existem, não é de agora, ou 
com este ou aquele candidato ou pretenso candidato, por vezes até são copiadas, 
dadas um cheirinho diferente para não ser reclamada a paternidade das mesmas, mas não deixam de ser copiadas, sendo que, ainda por cima, quando o fazem, nem sequer têm a honestidade de referirem a origem das mesmas e de quem elas são. Nem sempre pode ser coincidência. A questão é que, sejam eles quais forem, os candidatos e sejam elas quais forem, as ideias, acabam, os candidatos na sua maioria, por serem comprados pelo poder do dinheiro ou ofuscados pelo brilho do "vil metal", e as ideias, melhores ou não tão boas, mas que bem executadas até poderiam marcar alguma diferença, acabam nas gavetas. Resumindo, a questão é terem-se candidatos sem qualquer ligação ao poder financeiro, sem terem quaisquer patrões ligados ao poder do tal "vil metal", candidatos verdadeiramente patriotas, que não tenham medo de denunciar o que está mal, que consigam pensar no essencial mas que também saibam conciliar as diferentes partes, evitando guerrinhas partidárias/pessoais menores e que não levam a nada. Tendo candidatos assim, o que é difícil, os projectos e as ideias rapidamente aparecem e passam com a mesma rapidez do papel ou da cabeça, para o terreno. De nada valem as boas ideias e os bons projectos se forem só para se ganharem eleições, enganando os eleitores com falsas promessas. Prefiro um candidato sem projectos e sem ideias, mas honesto, sério, trabalhador que, com o decorrer do tempo vá conseguindo implementar as diferentes boas ideias que vão surgindo ( ao longo de um determinado período de tempo acabam sempre por surgir boas ideias sobre o que quer que seja que se esteja a tentar fazer ou a querer fazer), assim como os projectos que vão sendo propostos e que sirvam os interesses do conjunto da população, do que muitas ideias, ainda que boas e muitos projectos, ainda que maravilhosos, mas que depois, os candidatos que apresentaram semelhantes propostas, se ficam por isso mesmo, pela apresentação e sentados nas suas cadeiras do poder, esperando as regalias que os lugares lhes possam dar, além, claro, do vencimento e reforma entre outras vantagens que estão associadas ao poder como prestígio pessoal, futuro assegurado, etc.. Portanto, se é importante saber-se quem são os candidatos? Claro que sim, o mais importante, na minha opinião, pois, pelo que me toca, não quero oportunistas, egoístas, vaidosos e outros que tais a servirem-se dos demais para alcançarem o poder e depois, tendo-o conseguido, virarem as costas a quem os lá põe, os eleitores. A questão é que quase todos os que conhecemos vão cair no conjunto daqueles que a população eleitora já está farta e que eu tentei fazer um "desenho". Por isso, cada vez mais os eleitores mostram o seu desagrado na hora de votarem, pura e simplesmente não vão votar. A abstenção tem subido mas parece que ninguém quer saber disso, pelo menos é o que parece, desde que, quem detém o poder ou o possa ter, consiga sempre conciliar os seus interesses que, normalmente mais têm a ver com o encher dos bolsos que outra coisa, mas que também passa pelo tal prestígio que os leva a ter o futuro assegurado. O povo? Os eleitores? Apenas se tornam um meio para se conseguir um objectivo. E esse sim, bem claro: O poder e o dinheiro. O resto é filosofia.

Armindo Cardoso

domingo, 11 de novembro de 2012


A visita da Chanceler Alemã.


Vem aí a senhora Angela Merkel. Há quem aprove a vinda dela e há quem não aprove. Há até quem esteja revoltado e furioso com a vinda da senhora, não contesto o direito de cada um à sua (deles) indignação e revolta, mas, para esses e essas, eu digo o seguinte:

Oh meus amigos e amigas, a Merkel apenas nos emprestou o dinheiro, ou seja, a banca alemã. Fomos nós que lhes fomos pedir, eles não nos obr
igaram a endividar. Eles não nos obrigaram a gastar o dinheiro dos fundos estruturais como o gastámos, fomos nós e apenas nós que o fizemos e até muitos aplaudiram e até iam votando nos mesmos para que se continuasse a perpetuar a questão. Não sabiam que um dia haviam de ser chamados a pagar a factura? Ah não sabiam? Mas então são burros ou quê? Pois, isso mesmo, nós é que fomos burros e, pelos vistos, queremos continuar a ser, pois até queremos morder a mão de quem nos está a alimentar neste momento. Ou seja, já viram o que nos aconteceria se de repente deixarem de nos emprestarem dinheiro, depois de toda a dívida "colossal" que fomos fazendo ao longo dos anos? Era a banca rota e aí sim, iríamos ver e conhecer de facto o que é miséria, parece que não sabemos muito bem o que isso é, e com essa miséria, se calhar, nem uma vez por mês iríamos cheirar a carne ou um bife, quanto mais comê-la e pior, se calhar nem haveriam Bancos alimentares para nos ajudarem, simplesmente porque não haveria comida para isso. Estou talvez a exagerar, mas já vi disso noutros lugares. Pois é, então não era uma criancice pagar as dívidas e com as mesmas, o que era preciso era geri-las, sendo que, as dívidas eram eternas? Claro, agora queixam-se e protestam? Pois, mas é tarde. Os alemães depois da 2ª Guerra Mundial tiveram o País dividido, ficou todo destruído. Fez-se um Plano Marshal liderado pelos USA, que muitos por cá e pela Europa fora também gostam muito de criticar, e que veio a contribuir para o renascimento da velha Europa. Os alemães aproveitaram bem essa ajuda, trabalharam, esforçaram-se, conseguiram unir o seu País, após a queda do muro de Berlim, passaram muitas dificuldades por causa das desigualdades entre ambas as partes do mesmo País e hoje são senhores da Europa, economicamente e politicamente falando e podem dar-se ao luxo de terem o que têm. Ainda querem deitar-lhes a culpa da desgraça dos outros que não souberam fazer o que deviam de ter feito com as ajudas que receberam? Tenham dó, por amor de Deus. Os culpados somos todos nós. E é escusado dizer que a culpa não é do enfermeiro, ou do médico, ou do doente, ou do desempregado, ou do estivador, ou do padeiro, ou minha, ou do vizinho, ou de quem quer que seja. O país somos todos nós, e fomos todos nós que nos endividámos. Temos pena, mas essa é a realidade. Agora toca a pagar e para a próxima oxalá já tenham aprendido a lição, o que eu duvido, pois esta já é a terceira vez desde o 25 de Abril que estamos sob programas de ajustamento financeiro. Sem contar com a banca rota na 1ª República que levou ao golpe de Estado de 1926. Por isso, digo que julgo que nada vamos aprender com mais esta vez. Parece que somos demasiado burros para isso. E lamento ter-me que incluir nessa descrição, pois não me vejo como tal, mas sou português e quanto a isso...

sábado, 10 de novembro de 2012




Em modo de reflexão, acabei por escrever este texto. 




Ainda acerca das palavras proferidas pela Senhora Jonet.

Uma das coisas que parece ter feito mais furor, foi o facto de ela ter dito que em Portugal não havia miséria. Esquece-mo-nos, antes de criticar, é de perguntar à senhora, comparativamente a quê é que ela afirmava que não havia miséria em Portugal. Embora suponha que ela sabe que até existe localizada nalgumas famílias e até em algumas zona
s restritas do país. Digo isto porque, de facto, se ela se referia comparativamente, por exemplo, ao que se passa em certos países da África sub-sahariana, então, de facto, em Portugal não há miséria, embora haja pobreza. Enquanto houverem instituições como o Banco alimentar, e não faltar a comida à grande maioria do povo, a miséria será comparativa ao poder económico de cada um de nós em tempos anteriores, e será sempre relativa a essa comparação. Para mim, ou para qualquer um de nós, por exemplo, poderei considerar-me na miséria se, diferentemente que antes, hoje não possa comprar um carro novo e tenha que andar com um carro com muitos anos, se em vez de poder comer carne todos os dias apenas o possa fazer uma ou duas vezes por semana, se tiver que aceitar a ajuda da família para poder suprir a qualquer das minhas necessidades ou dos meus filhos, entre outras coisas do género. Isso poderá ser considerado miséria por quem antes poderá ter tido uma vida mais abastada. Mas miséria de facto, e suponho que era nessa perspectiva que a senhora Jonet se expressou, é aquela em que quando se quer comer, nem isso se possa fazer, porque simplesmente não há, nem ninguém a tem e até se morre à fome, onde se quer um copo de água e se morre infectado pela poluição da própria água, ou simplesmente se morre na tentativa para a conseguir. Eu assisti a esse tipo de miséria quando estive a viver em Angola, no meio da guerra civil, após o 25 de Abril. E mais digo, apesar de ter muito dinheiro na época, cheguei a passar fome muitas vezes, dentro da própria cidade de Luanda, porque nem o dinheiro servia para comprar comida porque ela não existia mesmo, e a que ainda ia aparecendo, de vez em quando, era tão escassa que só com um pouco de sorte se chegava a tempo de se conseguir comer para matar a fome. Mas até nessa altura, eu era um privilegiado, porque com o meu dinheiro conseguia sempre melhores facilidades que outros, portanto, a minha miséria nem era tão miséria assim, comparativamente a outros, aliás, havia quem achasse que eu era um menino rico cheio de sorte. Até cheguei a poder almoçar lagosta com cerveja, a partir de determinada altura, embora, depois o jantar, já pudesse ser coisa realmente mais difícil e perigosa. Por isso, quanto a miséria, depende dos padrões comparativos donde se queira começar a falar. Não gostei muito do que ela disse, mas não é caso para tamanho problema, havendo por exemplo, outros problemas bem maiores como a greve dos estivadores que prejudicam e empobrece ainda mais o nosso País, mas que parece não importar ninguém ao ponto de se resolver essa situação. E afinal porquê? Porque é mais fácil atacar e criticar uma mulher como a senhora Jonet que até tem anos de bom trabalho? Parece-me mesquinhez a mais ou o lugar dela já está na mira de alguém.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012





O QUE POR AÍ SE VAI DIZENDO


Ontem dei-me conta destes textos escritos por alguém que conheço. Quanto ao ponto 1 e 2 pouco posso dizer e quem de direito com certeza o fará. Já quanto ao ponto 3 não posso deixar passar sem dizer de minha justiça.  

É claro que quem escreveu tem toda a razão em dizer que a mentira tem perna curta, mas desconheço a que mentira se refere essa mesma pessoa porque, que eu saiba, e fui interveniente directo no assunto em causa, quando o CDS/PP de Odivelas aceitou o convite para fazer parte de uma coligação, foi porque se revia em grande parte no programa eleitoral defendido pelo cabeça de lista proposto pelo PPD/PSD para as eleições autárquicas. Nessa matéria continuamos a defender o que antes nos propusemos defender. 
Portanto, quanto à mentira, desconheço a qual se refere a pessoa em causa. 
Relativamente à memória curta do CDS/PP em Odivelas que é referida no que concerne aos resultados eleitorais autárquicos de 2005, está completamente enganado o Senhor, porque ninguém se esqueceu, nem sequer o PPD/PSD que, mesmo sabendo desses resultados, produto da coligação Governamental anterior tendo como 1º Ministro o Sr. Durão Barroso que acabou por "fugir" para ir aceitar um melhor lugar na Europa, e posteriormente um outro 1º Ministro, o Sr. Pedro Santana Lopes que um tal Sr. Presidente da República de orientação socialista se apressou a arranjar forma de fazer cair o Governo de coligação, mas, como dizia, ninguém se esqueceu de nada, e mesmo sabendo desses mesmos resultados ambos os intervenientes, CDS/PP e PPD/PSD sabiam que sem os resultados juntos, poucas hipóteses haveria de o PPD/PSD ganhar sequer uma junta de freguesia e muito menos a Câmara Municipal. Estando a Junta de Freguesia da Póvoa de Santo Adrião em perigo devido ao candidato e cabeça de lista dessa freguesia ser uma pessoa pouco estimada na região as expectativas viravam-se para a Junta de Freguesia de Odivelas, entre outra qualquer possibilidade em que as coisas pudessem correr bem e claro, a cereja em cima do bolo, a Câmara Municipal. Portanto, ninguém se esqueceu, tudo foi falado e demoradamente concertado com o maior respeito entre as pessoas intervenientes, pelo menos foi essa a impressão que sobressaiu. Quanto à ideia que o CDS/PP em Odivelas quer ser parasita do PPD/PSD, creio, mais uma vez, que o Sr. que assim escreve, está completamente enganado. Aliás, se bem se lembra, foi o PPD/PSD que convidou outros partidos a fazerem parte de uma coligação na qual queriam contar com o CDS/PP nesse projecto, não foi o CDS/PP que foi pedir para entrar ou fazer parte dessa mesma coligação. Aceitámos de bom grado por, como já referi, nos termos revisto nas linhas gerais do programa eleitoral que iria ser apresentado e por, à época, e julgo que ainda hoje, os intervenientes julgarem que, para o bem da população em geral, a união sempre é melhor que a divisão. Aliás, como mote de campanha o que se dizia era: Primeiro as pessoas. Lembra-se? 
Quanto à credibilidade das propostas que se tinha ou deixava de ter, apenas lhe digo que terão a mesma credibilidade que as do PPD/PSD ou do PS ou de outro qualquer partido e quem escolhe é o povo, que elege os seus representantes. Mas, pelos resultados actuais, bem vemos que as escolhas não terão sido as melhores ao longo das décadas, por isso, quanto a credibilidade, estamos falados.
Continuando, não posso deixar de lembrar que não foi o CDS/PP que quebrou a coligação assumindo-se como grupo autónomo, mas sim o PPD/PSD que, na noite das eleições, assim que deu a meia-noite e estava claro que não se tinha ganho a Câmara Municipal, declarou que a coligação tinha terminado naquele exacto momento e que o cabeça de lista podia ir à sua (dele) vida porque tinha sido contratado para ganhar e não para perder. Quanto a isso, não achei muito bem, mas, por outro lado, sou obrigado, ainda que me custe, a compreender. No entanto, já não consigo, ainda hoje, compreender como foi possível, logo nessa mesma noite, entrar em conversações com a cabeça de lista que ganhou as eleições, com o único propósito de se assegurarem lugares remunerados, sem dar uma única palavra aos parceiros de coligação ainda presentes no local onde se fazia a concentração de apoiantes e interessados em saberem os resultados. Portanto, se queria fazer alguma menção quanto a lealdade que tenha faltado ao CDS/PP, pense melhor e veja se ela não faltou ao PPD/PSD. Quanto à acusação sobre o abandono do CDS/PP do executivo da Junta de Freguesia de Odivelas, é verdade, abandonou-se o executivo, por motivos pessoais da representante, que passou a ocupar o seu lugar na Assembleia de Freguesia, mas, por respeito ao meu amigo e Presidente da Junta de Freguesia de Odivelas Victor Machado, escuso-me a fornecer qualquer outra informação adicional que, de todas as maneiras, não é a mim que me compete dar. Se o Presidente da Junta de Freguesia achar que lhe a deve de dar que o faça.
Para terminar esta já longa "missiva" apenas quero referir que em Odivelas, pelo menos que eu saiba, o CDS/PP não é obrigado a afinar pelo mesmo diapasão do Governo e, por isso, não gostando todos do "amarelo", poderá haver quem discorde de certas tomadas de posição do Governo, especialmente do Sr. 1º Ministro, do Sr Ministro Miguel Relvas e do Sr. Ministro das Finanças Gaspar. Quanto a dizer que só achamos os nossos ministros como sendo os melhores, vejamos, eles também são poucos, daí que seria muito mau se entre tão poucos ainda pudessem ser incompetentes ou pudessem trabalhar pouco. No entanto, não julgue que acreditemos que possam estar sempre certos ou que estejamos sempre de acordo com tudo o que fazem. Não só errar é humano, como também, como já referi, nem todos gostam do "amarelo", por isso, creia que, até nós, por vezes, criticamos os nossos. Na maioria dos casos, não temos cegueira partidária ou ideológica. Apenas pensamos e raciocinamos, de preferência com inteligência. Finalizo dizendo que, na minha modesta opinião, não estamos em tempo para este tipo de questões. Criticar sim, apontar orientações sim, dar opiniões sim, sugerir alternativas sim, divisões e acusações gratuitas não. 
Armindo Cardoso


1 – Sem título.
O Sr. Xara Brasil é muito célere a colocar no seu blogue as intervenções que o vereador Paulo Aido profere em reunião de câmara. Não me daria ao trabalho de comentar esses desideratos, porque na sua maioria são a mostra da ignorância de que quem os produz, não conhece o concelho nem os seus reais problemas, fazendo apenas demagogia sobre os mais variados assuntos. Mas como me enoja a mentira e a hipocrisia, coisa diferente do “combate” político, que é sempre legítimo, não vou permitir que uma mentira repetida tantas vezes se transforme em verdade.
Diz o sr. vereador Paulo Aido, que as terras descarregadas na urbanização da ribeirada, permitiram a quem lá as colocou o ganho de uns milhares de euros. Bem sei que a matemática não é ciência para todos, nem onde foi buscar tal tabela de preços, mas esqueceu-se de ir averiguar, ou sequer de me perguntar, se por acaso, o empreiteiro em causa tem um vazadouro? Ou se tem no concelho algum local que necessitasse de terra, para modelar as quotas para uma futura obra? Ou está preocupado que esta câmara esteja a trabalhar?
Bem sei que apenas o move o ódio aos empreiteiros e o ataque gratuito à câmara, escondido no slogan, que para ele estão primeiro as pessoas. Resta saber quais pessoas, porque por causa destes episódios e de muitos outros, as ditas pessoas fugiram e o resultado viu-se…
Carlos Bodião

2 - Acima de tudo, a verdade…

Esta na hora do vereador Paulo Aido contar aos odivelenses, quanto é que a comissão instaladora lhe pagava de avença, para não fazer nada. Sim porque eu nunca vi nada produzido por esse senhor, a quem o Dr. Fernando Ferreira deu a mão, num período em que este estava desempregado e que agora lhe paga, cuspindo-lhe no prato a quem lhe matou a fome. E de caminho explicar, porque é que todas as avenças são do domínio público e foram a reunião de câmara, menos a do gabinete dele. Não me digam que não sabiam, que este vereador também tinha um avençado no gabinete a ganhar uns milhares de euros? A moral é sempre para os outros.
Carlos Bodião

Quinta-feira, 4 de Outubro de 2012

3 - A MENTIRA TEM PERNA CURTA

O CDS-PP tem memória curta e quer ser parasita do PSD no concelho de Odivelas. Estes são os resultados nas últimas eleições autárquicas, onde cada um foi na sua bicicleta, as Eleições Autárquicas 2005.
CÂMARA MUNICIPAL
PARTIDOS
Votos
Percentagem
Mandatos
CDS/PP
1203
2%
0
PSD
15926
27.6%
3
ASSEMBLEIA MUNICIPAL
PARTIDOS
Votos
Percentagem
Mandatos
CDS/PP
1411
2.4%
0
PSD
15799
26.6%
10
O CDS-PP não elegeu NENHUM autarca no concelho de Odivelas, porque os odivelenses não deram credibilidade às suas propostas. Nas últimas eleições de 2009, por força da coligação ora estabelecida, e porque o PSD colocou em lugar elegível os candidatos do CDS, estes passaram a ter eleitos em todas as freguesias. Lembram-se do que aconteceu? Logo na tomada de posse, quebraram a coligação e assumiram-se como um grupo autónomo, hostilizando o PSD e insultando o seu presidente em Odivelas. Na freguesia de Odivelas abandonaram o executivo e deixaram o PSD em minoria na assembleia de freguesia. Por isso não me é estranha a posição do CDS em Odivelas, quando sistematicamente ataca o governo, Só os ministros deles é que são bons, aqueles que descobriram que se podia poupar no ar condicionado não usando gravata. Coitados!!! 

terça-feira, 30 de outubro de 2012


Refundar o memorando com a Troika ou Revisão Constitucional?

Com o discurso de fecho nas jornadas parlamentares PSD/CDS, o 1º Ministro usou uma expressão que tem provocado um “terramoto” de opiniões e de dúvidas sobre o que quereria dizer quando a utilizou. Vieram a terreiro vários conhecidos da vida política acusando-o de, com isso, estar a dizer que quereria fazer uma revisão Constitucional. Fiquei curioso e, ao mesmo tempo espantado, com o problema causado por essa expressão: Refundar. E utilizou-a relativamente ao memorando da Troika e não a nenhuma revisão Constitucional. Devido às dúvidas causadas em pessoas que, supostamente não as deviam de ter tido, resolvi ir pesquisar o significado dessa expressão, não fosse ser eu que estivesse enganado. Pois bem, o que eu encontrei foi o seguinte:
Refundar –
1. Tornar mais fundo. Afundar, aprofundar
2. Tornar a criar, a estabelecer algo; fundar novamente.
Ora bem, desfeitas as dúvidas, fico a saber que refundar o memorando da Troika, não significa automaticamente qualquer refundação da Constituição. Poderia pensar que o 1º Ministro teria querido dizer várias coisas, mas nunca que pudesse automaticamente estar a dizer que se teria que alterar a Constituição. Claro, a não ser que eu quisesse causar de imediato quezílias e mau estar, para procurar notoriedade jornalística e tirar proveito político de qualquer natureza.
De qualquer forma, ainda que, para se fazer uma revisão profunda do memorando da Troika, se acabe por ter que rever algumas situações previstas na Constituição, não sei porque é que isso terá que provocar, como já o está fazendo, tanto alarme e convulsão entre os mais diversos actores políticos.
A Constituição Portuguesa, pelo que sei, teve o seu início em 1822, ainda na Monarquia. E nela constavam vários princípios entre os quais os que consagravam os direitos e deveres individuais de todos os cidadãos Portugueses (dando primazia aos direitos humanos, nomeadamente, a garantia da liberdade, da igualdade perante a lei, da segurança, e da propriedade) bem como o princípio fundamental de consagração da Nação (união de todos os Portugueses) como base da soberania nacional, a ser exercida pelos representantes da mesma legalmente eleitos. Outros havia que, em função com os tempos, foram sendo modificados e que deram origem a várias revisões. A Constituição de 1822, pouco tempo depois foi alterada com a Carta Constitucional da Monarquia Portuguesa de 1826. Depois, foi novamente revista e alterada em 1838. Em 1911, após a implantação da República, que queria trazer a Democracia, embora ela já existisse, voltou a Constituição a ser revista. Mais uma vez, com a queda da 1ª República e com a instauração do Estado Novo, novamente a Constituição foi revista e alterada em 1933. Com a revolução de 25 de Abril de 1974, que foi feita com a promessa de nos voltar a trazer a Democracia, a Constituição voltou a sofrer revisão e alteração em 1976. Depois disso tem sofrido alterações e revisões pontuais que já se contam por várias ao longo dos anos. Portanto, ainda que se tenham que se rever alguns conceitos descritos actualmente na nossa Constituição não vejo onde está o grande “terramoto”. Por outro lado, fala-se tanto em Democracia e em defender os princípios dos direitos fundamentais previstos na nossa Constituição, mas sem procurar muito, encontro logo, na nossa Constituição, o espírito absolutista e ditatorial que foi vigente em outros períodos da nossa história e que se insere no seu Artigo 288.º, relativo aos limites materiais da revisão Constitucional e que, na sua alínea b, prevê que qualquer alteração ou revisão, ela não se possa fazer sem respeitar a forma Republicana de Governo. Já não bastou ter sido imposta uma República pela força das armas, aproveitando o descontentamento existente na época, para que, “democraticamente”, nos dias de hoje, se continue a permitir que ao povo lhe esteja vedado a possibilidade de escolha relativamente ao regime sob o qual quer viver e que quer para o seu País. Ou seja, podemos escolher entre a República e a República. Que grande lição de Democracia! Hipocrisia deste nosso Estado e destes nossos políticos que se dizem democráticos, mas que ficam logo muito aflitos quando se pode supor ter que rever a nossa Constituição, ainda que ela desde tempos da nossa Monarquia, tenha sofrido alterações em função do decorrer dos tempos. Do que eu tenho medo não é da mudança, mas sim de que nunca nada mude. 

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

E O CDS DECIDIU-SE


Tomou-se uma decisão, se foi a melhor ou não o futuro o dirá. Quanto a mim não foi a melhor. Mas, qualquer decisão, em circunstâncias idênticas, é sempre difícil para quem a tem que tomar, e mais fácil para os outros de criticar. Eu sei disso mas, ainda assim, a posição tomada, na expectativa de evitar uma crise política não me parece razoável e a desculpa do sentido patriótico, neste momento, perante os factos, já não me parece razoável, até porque, assim, vamos mesmo na direcção errada. E há quem pergunte: "E a seguir a uma crise política o que é que vinha?" Bom, em primeiro lugar, ela, a crise política, já existe, ou ainda ninguém reparou? Com uma agravante, a rotura definitiva entre o povo e a classe política foi agora consumada. Mas isso importa alguma coisa? Claro que não deve importar pois parece que o povo e os seus interesses não são os mesmo do País, ou seja, diz-se querer defender os interesses de um País, cujo povo não faz parte da desses interesses, é assim como que esse povo não fizesse parte do País. Um pouco surreal, mas enfim. De qualquer forma, à pergunta que tenho ouvido e lido como que a justificar uma decisão como a que foi agora tomada pelo CDS/PP: A seguir a uma crise política o que é que vinha? Eu apenas digo que, a seguir, vinha a responsabilidade do PSD de avançar com a sua (dele) política sem arrastar o CDS, e, mais importante que tudo, mas mesmo o mais importante, sem fazer o povo perder a esperança de que nem todos os partidos são iguais e que nem todos os políticos só querem "tacho", dando mostras precisamente do contrário, que ainda há políticos que falam verdade e que actuam em conformidade com o que prometem nas campanhas eleitorais, e que nem todos os partidos só pensam nos seus interesses sem que o povo conte para nada. Assim, não temos crise política, virá mais dinheiro (que nada indicava que não viesse, ainda que houvesse essa tal crise política que, de todas as formas já existe, embora parece que muitos se recusam a perceber que ela já está aí, um pouco como aconteceu com a crise, ela já existia e ainda havia muita gente que dizia que estávamos no paraíso), para continuar a alimentar os custos de um Estado pesado, cujo empréstimo terá que ser pago pelos mesmos de sempre, mas, em contrapartida, não sei se agora é que não vamos ter um caminho que nos vai levar aos resultados que verificamos na Grécia. Se era disso que queriam fugir, enganam-se. Havia uma encruzilhada com dois caminhos, foram escolher o caminho que vai levar ao que se queria fugir. E o meu desejo é que não venha a ser pior que a Grécia. Todos dizíamos e dizemos que não queremos ser como a Grécia e que não éramos como a Grécia, mas nunca nos perguntámos porque é que a Grécia chegou ao que chegou. Julgo não precisar de dar a resposta. Essa, acabamos de a ter aqui. Pela rotura total entre a classe política e o povo com a respectiva falta de esperança num futuro melhor. Espero firmemente estar enganado, mas infelizmente a história mostra-me que não.

terça-feira, 16 de outubro de 2012



E agora é que se queixam?



Alguém geriu mal, não sei bem como, mas permitiram-se uma sucessão sucessiva de asneiras, deixámos que ladrões fossem roubando o Estado em proveito próprio, anos a fio, andámos entretidos, de forma egoísta com a nossa vidinha, muitos de nós, cidadãos, foram dizendo que não queriam saber nada de política, achou-se normal que, mesmo quando haviam fortes indícios de irregularidades, mentiras, enriquecimento em pouco tempo sem justificação, que pendiam sobre certos candidatos nas listas eleitorais, quis-se continuar a votar nos mesmos (Exemplo: Isaltino Morais, entre outros/as), ou, em alternativa, praticou-se a abstenção, voto nulo, voto em branco ( a cama, a praia, a diversão e o passeio eram melhores), achámos natural o empréstimo fácil, mesmo que não se ganhasse o suficiente para se terem certas coisas ( Exemplo: Automóveis novos, e quanto mais caros melhor, férias todos os anos no estrangeiro para depois poder-se mostrar as fotos aos amigos, casas com prestações altas nos melhores bairros porque era mais fino, etc.), e muitos/as que fui conhecendo até se achavam muito espertos por assim procederem, o burro era eu por não querer pedir empréstimos para comprar carros ou casas, etc., (eu ou tinha dinheiro e comprava, ou limitava-me a esperar por ter, trabalhando, honestamente, por isso não sou rico), e claro, não querendo dizer que não mereçamos gastar o que ganhamos, já não vejo que tenha havido o direito de gastar mais do que tínhamos e do que ganhávamos. E foi o que fizemos, não só a nível do País, como a nível pessoal (eu não), mas ninguém se preocupou e até aplaudiu. Foi uma questão de cultura adoptada durante décadas por todos nós, o sonho fácil que nos venderam. Por outro lado, não estivemos muito preocupados enquanto as empresas iam falindo, outras fechavam e iam estabelecer-se, primeiro nos países do leste, depois na China, entre outros lados, os impostos iam aumentando quase todos os anos, a indisciplina nas escolas ia aumentando a níveis nunca vistos, a insegurança foi aumentando sem parecer que preocupasse alguém, a não ser o próprio quando era assaltado, as obras para ganhar votos eram mais que muitas e bem vindas, mas ninguém queria saber como se ia pagar, em contra partida deixámos entrar nos País todo o "gato pingado" sem controlo algum, abrimos as portas a tudo o que era fabricado além fronteiras, mesmo podendo os produtos ser fabricados aqui (até era fino comprar-se lá fora ou comprar o que era estrangeiro, Nova York, Paris, Londres, Rio de Janeiro, Recife, Acapulco, entre outros sítios, eram os ideais para se gastar dinheiro, ah e o Algarve, quando o cinto começou a apertar), quisemos o Euro mas não se fiscalizaram os agentes comerciais na aplicação dos preços, e a inflação disparou, mas também ninguém se importou, foram-se admitindo pessoas na função pública para tentar controlar e mascarar os números do desemprego, também para dar lugar aos "boys", mas sem nos preocupar a competência dos que iam entrando, despedir era coisa de sacrilégio, subir na carreira era uma certeza, bastava andar por lá uns anitos, entre muitas outras coisas que fomos achando natural, ou seja, costuma-se dizer que, depois da casa roubada, trancas à porta e, nessa perspectiva, pergunto eu, e agora é que estamos preocupados porque nos estamos a sentir roubados? Bom, mais vale tarde que nunca, ainda que eu, durante anos, pelo andar da carruagem, já sabia onde isto ia parar, ou como se pode dizer também, já tinha visto qual ia ser o final do filme e, da mesma forma que dantes não pude fazer nada, a não ser falar, agora também não vejo mais solução que ir escrevendo, porque de resto vamos ter que deixar que nos "roubem", ou continuar a que nos "roubem", depende do ponto de vista (por mim, vamos continuar a ser roubados, que nunca deixámos de o ser, andávamos era distraídos), em termos fiscais, porque senão, por muita agitação que queiramos fazer, por muitas greves ainda que previstas nesta Constituição desfasada com a realidade dos tempos, entre outros disparates que sejamos levados a fazer, só vamos contribuir para rapidamente termos uma banca rota, e, nesse caso, antevejo piores situações que este "roubo" a que nos sujeitaram. Mas claro, a quem é que isso importa mesmo? Não sei, mas a mim importa-me, mas isso será por, se calhar, já ter vivido uma guerra colonial e uma civil, em África, e achar que os efeitos imediatos e os colaterais de uma situação dessas, serão bem piores do que aquilo que nos pedem neste "roubo". No entanto, por vezes, perante a inevitabilidade de uma determinada realidade, temos que tomar atitudes, ainda que não sejam as queiramos tomar. Em todo o caso, agora de nada nos serve chorar sobre o leite derramado, ou torcer a orelha para ver se sai sangue, porque ainda que o queiramos fazer, já é tarde. Agora, meus amigos e amigas, estamos nas mãos dos credores e dos especuladores da alta finança, que é o mesmo que dizer, que estamos nas mãos de quem tem o dinheiro. Escolhemos o caminho, ou fomos pondo-nos a jeito, e pronto, foi o que ganhámos. Ou fazemos o que querem, ou de um dia para o outro não vai haver dinheiro para pagar os funcionários públicos, pensionistas, desempregados, entre outros, e eu, que não sou nenhum dos que mencionei, não recebo nada do Estado, não contribuí para esta situação, nunca quis os comunistas, que começaram a estragar o meu País, já faz muitos e muitos anos, era eu ainda um jovem, bom, mas não era nem parvo nem cego, nunca votei PSD nem PS, B.E. muito menos, apesar do que referi, mais uma vez na minha vida, estou e vou, também, ter que sofrer as consequências das asneiras dos outros. Isto é que eu tenho uma sina!!!