quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Comércio local

No dia 11 de Setembro de 2010, assisti á sessão solene do 95º aniversário da Freguesia de Caneças, que teve lugar no salão da Sociedade Musical e Desportiva de Caneças, com a presença de vários autarcas e com diversos discursos dos mesmos. Foram entregues diversas medalhas em cerimónia própria a diversas individualidades de mérito reconhecido da nossa Freguesia de Caneças. Não obstante estar de acôrdo com semelhantes iniciativas, não pude deixar de ficar surpreendido pela entrega de uma medalha de reconhecimento á firma Carvalho e Lemos, sediada em Caneças, comerciante de produtos e equipamentos para a construção civil. Após vários anos a fazer compras neste local de comércio e, embora não sendo um grande cliente, o relacionamento cliente/comércio, poderia ser considerado bom. A surpresa referida, prende-se pelo facto de que, no final do mês de Julho de 2010, dirigi-me ao estabelecimento em causa da firma Carvalho e Lemos, LDA. e adquiri um equipamento eléctrico de pequena monta, mas que me fazia falta a sua utilização no imediato por tempo indeterminado.
Feita a compra, pus o dito equipamento a uso que de imediato mostrou não estar nas melhores condições. No dia seguinte á compra e após verificação do defeito, ao dirigir-me ao local onde tinha efectuado a compra pondo em apreciação o poblema foi-me dito que o equipamento teria que ir para a assistência. Achei estranho mas como era cliente habitual apenas perguntei se não trocavam por outro equipamento, uma vez que já se tinha verificado a anomalia. Sendo a resposta negativa, devido a que não era uso da dita casa fazer isso, referi que isso não era correcto ao que ficaram de me dar resposta depois de falarem com o patrão. Não sei se falaram ou não, o que sei é que alguns dias depois, estando a fazer-me falta o dito equipamento, dirigi-me á mesma casa e perguntei se o assunto já estava resolvido ao que, mostrando-me o equipamento onde o tinham posto, me disseram que ainda não tinha sido possível enviar para reparação, pelo que tinha que esperar por isso. Não tendo gostado da resposta, insisti que deviam, dentro do prazo legal, devolver o dinheiro ou substituir o equipamento perante a apresentação da factura por outro igual ou deixarem-me escolher outro pagando eu a diferença que pudesse existir, ao que me disseram, mais uma vez, que isso não era possível, até porque nem sequer sabiam se alguém não teria maltratado ou andado aos pontapés ao mencionado equipamento. Perante tal resposta comecei a ficar zangado com a falta de respeito que demonstravam por um cliente de vários anos e também por quererem fugir ao estipulado na lei. Perante a minha insistência, já com alguma alteração de disposição, procuraram contactar o fornecedor para saberem o que podiam fazer, tendo recebido como resposta que não deviam entregar novo equipamento como substituição ou devolverem o dinheiro. Depois de variadíssimas trocas de palavras, acabei por pedir o livro de reclamações e acabei por desistir do equipamento, sem ter recebido até hoje a sua devolução nem o dinheiro que gastei. Ou seja, ficou lá o equipamento e o dinheiro. Acabei por ir a outro lado comprar outro equipamento onde me dessem mais garantias e melhores condições, não sem antes ter que assumir o prejuízo que me causou a anterior compra. A lei é clara no seu artigo 4º dos direitos do consumidor do decreto-lei nº 84/2008 referido no Diário da República 1ª série - nº 98 de 21 de maio de 2008, onde vem escrito o seguinte:
1 - Em caso de falta de conformidade do bem com o contrato, o consumidor tem direito a que esta seja reposta sem encargos, por meio de reparação ou de substituição, á redução adequada do preço ou à resolução do contrato.
2 - Tratando-se de um bem imóvel, a reparação ou a substituição devem ser realizadas dentro de um prazo razoável, tendo em conta a natureza do defeito, e tratando-se de um bem movel, num prazo máximo de 30 dias, em ambos os casos sem grave inconveniente para o consumidor.
3 - A expressão "sem engargos", utilizada no nº 1, reporta-se às despesas necessárias para repor o bem em conformidade com o contrato, incluindo, designadamente, as despesas de transporte, de mão-de-obra e material.
Ora o que se percebe é que os comerciantes, na maioria dos casos o chamado comerciante tradicional, não querem cumprir a lei na sua totalidade ou fogem como podem ao seu cumprimento. Neste caso relatado o que era normal, e que é usualmente praticado pela maioria das grandes superfícies, é a substituição pura e simples dentro de, pelo menos, os 15 dias após a compra com a apresentação da factura. Com o tipo de procedimento descrito, valia a pena recorrer ao tribunal se, pela quantia em causa e pela demora e as despesas que isso representa, não se tornasse impraticável. E é por isso, que alguns comerciantes sabendo dessa situação de precaridade da nossa justiça, usam e abusam da pacividade do consumidor, não restando outra coisa ao cliente senão virar as costas ao comerciante e procurar fazer, no futuro, as suas compras noutro lado. E assim, o comércio local vai perdendo clientes a pouco e pouco, por causa destas e de outras situações que o consumidor vai verificando fazendo com que este desista de fazer as suas compras perto da sua área de residência nas lojas chamadas tradicionais. A juntar a esta situação temos ainda a questão dos horários, a questão dos funcionários que estão no atendimento, o fecho por férias, etc. etc. Com tudo isto, não se pode esperar que seja só com apoios e mais apoios, que o comércio local - tradicional - possa saír da letargia em que se encontra, mais a mais com a existência de uma crise profunda que ainda não tem fim á vista.

Armindo Cardoso
Comentário ao post de Xara-Brasil na página do FaceBook: Olival Basto - Comércio em estado de emergência.

Caro Xara, os apoios serão necessários, mas o essencial é que os comerciantes saibam adaptar-se ás novas exigências do consumidor. O comerciante chamado tradicional, continua isso mesmo, tradicional, mas sem inovar, sem modernizar-se e, por vezes, nem sabe como respeitar e lidar com o cliente, que entra pela porta dentro do seu estabelecimento. Para aqueles que queiram adaptar-se pode fazer toda a diferença os apoios e os incentivos, mas para aqueles que querem continuar a existir conforme o fizeram nas últimas décadas, o caminho será o fecho de portas. Não respeitar o artigo nº 4 do decreto-lei 84/2008 referido no Diário da República de 21 de Maio de 2008 relativo ao direito do consumidor e utilizar todos os truques para fugir a cumprir dito artigo da lei, sabendo de antemão - salvo raras excepções - que o cliente dificilmente recorrerá á justiça, fechar na hora de almoço e não quererem adaptar ás exigências actuais do consumidor todo o conceito do horário laboral que insistem em querer fazer, não serem mais exigentes com os funcionários que atendem os clientes no que respeita á forma e educação com que estes o fazem no contacto com o público, não serem mais exigentes com os artigos que vendem em matéria de relação preço qualidade e em matéria de stocks, naquilo que mais procura tem, não serem mais exigentes com a qualidade dos seus próprios fornecedores no que respeita ás condições que os mesmos oferecem para venderem os seus artigos, são algumas das questões que estão a levar o cliente em geral a fugir do comércio chamado tradicional. E os comerciantes do Concelho de Odivelas, não são diferentes nestas matérias, por isso, o seu caminho, será o mesmo que muitos outros de outras zonas ou localidades, o fecho de portas se não abrirem os olhos.

Armindo Cardoso

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Odivelas com Futuro Armindo Cardoso

Odivelas com Futuro Armindo Cardoso
Comentário sobre a forma de pagamento das SCUTS anunciada pelo Governo e vinda a público:

É a trapalhada geral á moda dos tecnocratas socialistas. Confuso, desigual e fora de propósito. Ou se paga ou não se paga, eis a questão. Uma decisão que não devia ser tão complicada de tomar. A meu vêr deve-se pagar para que quem não tem automóvel não tenha que as pagar com os impostos que paga. Em todo o caso acho abusivo os preços practicados nas portagens que só servem para encher meia dúzia de administradores e gestores assim como mais uns quantos priviligiados accionistas dessas empresas que, na maioria dos casos, nem sequer revertem esses dinheiros em investimentos para criação de emprego, apenas acumulando fortunas. Por outro lado não me parece razoável continuar a subsidiar com dinheiros públicos a utilização das auto-estradas por quem quer que seja, até porque, numa fase de contenção, não me parece ser uma practica de boa gestão dos dinheiros públicos, havendo outras matérias mais urgentes que requerem a nossa atenção e mais investimentos como a segurança, a educação, a saúde, a investigação, as energias alternativas, etc. etc., que serão muito mais úteis a médio/longo prazo e trarão, pela certa, maior desenvolvimento a Portugal e ao seu povo.


Armindo Cardoso

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Comentário relativo ao comportamento da nossa selecção na competição Europeia em 2010.

Tantos apoios, tanto dinheiro, vencimentos milionários, tudo em prol do futebol e é o que vemos. No entanto temos tantas outras modalidade em que os portugueses se evidenciam e nem uma décima parte dos apoios recolhem. O hoquéi em patins, a canoagem, o surf, o andebol, o atletismo, o judo, o kik boxing, etc. são algumas das modalidades onde portugueses têm vindo a mostrar o seu valor. Porque é que só quando fazemos má figura no futebol é que é preocupante? Para mim, preocupante é vêr desportistas, mesmo defendendo o nome de Portugal com bons resultados, não serem devidamente apioados. O futebol, cada vez mais, é uma modalidade que só está servindo para mostrar o pior que há no ser humano, não dignificando o espectáculo que devia ser. Por isso, apesar de também não estar a gostar do que se está a passar com a nossa selecção, não fico absolutamente nada preocupado, apenas lamento o dinheiro que se gasta com o futebol e com todos os mercenários que á sua conta vivem.

Armindo Cardoso
Notícia do público na página do facebook do dia 8/9/2010:

Portugal sofre de "ciganofobia", mais de 80% têm atitudes racistas contra ciganos.

Meu comentário:

E porque será? Em vez de perderem tempo em considerandos mais ou menos politicamente correctos, analisem-se os factos reais. Não será este o lugar apropriado para o efeito. Mas será que somos os únicos onde os ciganos - na sua maioria - não são bem vistos? E de ser assim - de não sermos o único País onde os ciganos na sua maioria não são bem vistos - seremos nós de facto os culpados? Quem pode gostar, em nome da solidariedade, vêr uma determinda comunidade e seus elementos serem protegidos, ajudados, dar-se-lhes casas, subsídios e demais apoios e sentirmos que estamos a ser enganados e muitas vezes prejudicados em nome dessa solidariedade? A criminalidade não existe só porque dizemos que existe, ela é um facto real cometido por pessoas que estão cá no nosso País, serão Nacionais alguns, mas esses temos que os aturar, mas temos os outros que, não agradecendo nada do que se faz por eles, desrespeitam a autoridade das nossas instituições e as nossas leis. O que fazer com esses? Continuar a dar-lhes tudo e ainda ao irem para a prisão continuar a dar-lhes comida, dormida e, depois quando sairem, mais apoios? Gosto de ajudar mas não sou parvo, e muito menos gosto que me façam de parvo contra a minha vontade. Sendo nós um País maioritáriamente Cristão, seria de esperar que déssemos a outra face quando somos ofendidos mas, com muita pena, não somos como Jesus Cristo, por isso, quanto a mim, a outra face poderá ser dada mas a quem merecer e, as oportunidades e os apoios, devem ser dados a quem relmente deles precisa e merece, e não a qualquer um em nome de uma solidariedade qualquer.


Armindo Cardoso

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Notícia do Público no dia 7 de Setembro de 2010 na página do Facebook:

Moita Flores quer reunir 100 mil assinaturas em defesa da tourada

Francisco Moita Flores quer recolher 100 mil assinaturas até Julho de 2011, contra "os talibãs que em nome dos direitos dos animais procuram destruir os animais, a economia que os sustenta, além da cultura a eles imanente".

Meu comentário:

Que ele consiga recolher as assinaturas, não é coisa que me estranhe. O que de facto me estranha é saber que, perante uma divisão de opiniões como a que existe, entre os que apoiam a tourada e os que acham que ela devia acabar, não se promovam debates, - como agora é hábito fazer para tudo - e se possam explicar as razões de uns e de outros, em vez de, cada parte se fechar nos seus radicalismos fundamentalistas á boa maneira dos que se acham donos da verdade. Por mim seria interessante assistir a um debate com as pessoas mais conhecedoras dos motivos de cada parte e entendidas na matéria. Por mim penso que, se fossêmos pela teoria da tradição, então ainda a esta hora seria razoável assistirmos a espectáculos com cristãos nas arenas a serem comidos por leões, ou então ainda tinhamos gladiadores a matarem-se uns aos outros para deleite da multidão, ou se enforcavam os delinquentes ou ainda se lhes cortavam o pescoço, tudo coisas muito tradicionais em seu tempo. Por outro lado, se a tradição de um País, pode ficar abalada pelo simples facto da existência ou não de um evento como a tourada, triste e pobre é a sua cultura que nada mais tem para se fazer valer dos seus costumes e tradições culturais. Quanto á questão posta por quem defende as touradas que a preservação do touro depende muito da tourada, então mal vai o tigre, o leão, o elefante e muitos outros animais que á priori para nada servem, sendo por isso dispensáveis. Nem sei bem até se o ser humano, em conformidade com a sua própria natureza egoista, malvada, de coração gelado e despida de sentimentos criando tantos males neste Mundo, a ele próprio como ser humano bem como a toda a natureza que o rodeia, não poderá também ser dispensável num futuro breve.